quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Classe B tem maior peso no consumo gaúcho

Pesquisa exclusiva do Ibope Inteligência mostra que comércio de bens e serviços movimentará R$ 74 bilhões no ano

Clarisse de Freitas
ANDRÉ NETTO/JC
Ibope Inteligência mostra que bens e serviços movimentam R$ 74 bi no ano
Ibope Inteligência mostra que bens e serviços movimentam R$ 74 bi no ano
 
Mais da metade dos domicílios urbanos no Rio Grande do Sul pertence à classe C, que deverá responder por 35% do consumo durante o ano de 2011. Entretanto, é a classe B a que mais consome, ao efetivar 47% das compras projetadas para o ano, segundo a pesquisa inédita sobre as expectativas de consumo no Estado feita pelo Ibope e divulgada com exclusividade pelo Jornal do Comércio.

O estudo Pyxis Consumo estima que o comércio de bens e serviços no Estado irá movimentar R$ 74 bilhões ao longo do ano, um consumo médio per capita de R$ 6,8 mil, que serão destinados principalmente para setores como alimentação e bebidas (17%), artigos para casa e manutenção (12%), gastos com veículos, inclusive aquisição, manutenção e combustível (10%) e vestuário (9%).

A pesquisa feita no Rio Grande do Sul é parte de um levantamento maior, aplicado pelo Ibope em todo o País. A comparação dos dados gaúchos com os nacionais mostrou que o Estado acompanha de perto o padrão de consumo brasileiro, com destaque para a destinação de 12,1% da renda local para produtos e manutenção da casa e de 8,7% dos rendimentos são destinados à compra de roupas, enquanto as médias nacionais são de 11,5% e 8,2%.

Levantamento auxilia empresários a compreender como agem os consumidores, dizem analistas

O economista-chefe da Federasul, André Azevedo, observa que, proporcionalmente, como as classes de menor renda são as que mais recursos destinam às compras, é importante que os empresários entendam esses consumidores. Ele aponta que o grau de informação pressiona a oferta por produtos de melhor qualidade e menor preço.

O gerente setorial de Comércio e Serviços do Sebrae-RS, Rodrigo Farina Mello, completa apontando que a mudança do comportamento dos consumidores impõe também uma alteração na forma de atendimento das lojas. Já não há a necessidade de um vendedor que atue como consultor, pois provavelmente o consumidor conhece mais o produto que o comerciário.

“É um desafio para a gestão: investir na equipe para fazer vendas de orientação, preocupadas com questões como garantia e qualidade. Nesse cenário é importante minimizar estoques e, como sempre, estar atento ao grau de endividamento das famílias, que está em patamares aceitáveis, porém acima dos parâmetros anteriores. O microempresário deve investir em meios de pagamento mais seguros, como o cartão, e fugir de alternativas como o carnê”, detalhou o gerente do Sebrae.

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