segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Nintendo: do Super Mario ao Wii

Nintendo: do Super Mario ao Wii

Autor de livro sobre os bastidores da companhia fala sobre as estratégias que a ajudaram a se posicionar como o principal (e quase único) player no mercado de games, os percalços que enfrentou no caminho até hoje e como ela tem enfrentado os desafios das novas tecnologias

Por Simão Mairins
 
Criada em 1889, no Japão, a Nintendo começou como fabricante de uma espécie de baralho japonês. Um século depois, era o principal player do mercado de videogames no mundo. Depois do sucesso de Donkey Kong, acertou a mão ao dar visibilidade a um personagem coadjuvante do game: Mario.

 

Com o advento de novas tecnologias e a consolidação de concorrentes de peso, a companhia começou a perder força. Mesmo assim, continua firme e ainda ocupa uma posição confortável no mercado mundial de games.

Os percalços, desafios e inovações de sua fase como desenvolvedora de jogos eletrônicos estão registrados no livro "Nos bastidores da Nintendo", de Jeff Ryan, que contou ao Administradores.com alguns detalhes sobre a história da companhia e como ela age para transformar clientes em fãs.

Qual foi a maior mudança de atitude que a Nintendo sofreu entre o lançamento do primeiro Mario e o Wii?


Vinte anos separam o primeiro jogo Super Mario e o Wii. Então, muito mudou, mas a maior dessas mudanças para a Nintendo está relacionada a competitividade. Os fornecedores não eram tratados tão bem quando o Mario era o único jogo no mercado. Quando a Sega, Sony e, por último, a Microsoft começaram a roubar o mercado da Nintendo, eles precisaram aprender a conduzir os negócios, e o primeiro passo foi não serem tão desonestos com os amigos.


 
 
 Imagem: Divulgação

Quais foram os impactos dos processos da MCA Universal e a crise dos jogos em 1983 nas estratégias da Nintendo?


O processo judicial iniciado pela Universal deu à Nintendo, que já tinha dinheiro graças à vitória econômica com Donkey Kong, outro ganho legal. Eles foram desafiados em relação ao produto, não desistiram da briga e venceram. A crise dos videogames de 1983 foi outra pedra no caminho: como vender um produto a um país que se recusa a conversar com você?

A Nintendo esteve na linha de frente das inovações diversas vezes. Comparado aos seus competidores, você acredita que a empresa ainda ocupa essa posição?


Eu acredito que ainda seja a companhia líder em inovação, mas inovação não significa vendas. O que fez a Nintendo tão lucrativa foi a maneira com que a empresa tornou suas novidades desejadas e a preços acessíveis. Entretanto, existe uma batalha real com os smartphones. Os preços das ações da Nintendo foram batidos nos últimos dois anos, e isso aconteceu porque as pessoas não conhecem as estratégias para aumentar as vendas de Angry Birds.


 
Imagem: Shutterstock

Qual o significado dos fracassos para os sucessos da Nintendo?


O Gamecube foi o console que jogou a Nintendo para o terceiro lugar. Não oferecia acesso à internet fácil como o Xbox e não tinha espaço para DVD como o PS2.

A Nintendo aprendeu que consoles de jogos precisam oferecer hardwares que nenhum outro oferece. Por isso o DS tem touchscreen, o Wii um controle por movimento e gráficos em 3D. O Wii U segue um formato de jogo assimétrico, as pessoas não estão pedindo por isso, mas as pessoas também não estavam pedindo por controles de movimento quando o Wii chegou do Japão. 

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