sexta-feira, 26 de julho de 2013

Eike Batista já não é mais bilionário

Eike Batista já não é mais bilionário e tem só US$ 200 mi, diz Bloomberg

Dívidas e garantias pessoais a empréstimos quase acabam com a fortuna que sobrou ao empresário
 
 
Eike Batista já não é mais bilionário e tem só US$ 200 mi, diz Bloomberg

SÃO PAULO - Eike Batista já não tem mais de US$ 1 bilhão em patrimônio líquido, alertou a Bloomberg nesta quinta-feira (25) - estimando que a fortuna do ex-megaempresário agora está em US$ 200 milhões. Dois anos atrás o sétimo homem mais rico do mundo, Eike retorna agora para abaixo do patamar em que estava antes de abrir o capital de suas empresas na Bovespa: cerca de US$ 1 bilhão.

A Forbes já havia alertado que Eike estaria prestes a perder o status de bilionário - e dizia que isso mancharia sua reputação como empresário capaz de gerenciar empresas em diversos setores, de petróleo, logística, construção naval até a gestão de estádios de futebol e carreira de famosos jogadores. A diversificação excessiva de seus negócios foi vista como algo negativo.

Eike deve pessoalmente US$ 1,5 bilhão para o fundo Mubadala, de Abu Dhabi, segundo apurou a Bloomberg. Antes disso, ele já tinha assumido compromissos e dívidas pessoais de ao menos US$ 2 bilhões - sobrando "apenas" US$ 200 milhões, caso elas sejam executadas. Ainda que seja um bom dinheiro para qualquer pessoa, é muito pouco se comparado com os US$ 34,5 bilhões de março de 2012, o auge de sua fortuna. As ações das empresas de Eike Batista, que despencaram na bolsa, são tidas como as principais garantias de suas dívidas.

Eike já admitiu problemas durante a crise que afeta seu grupo, e diz estar trabalhando incansavelmente para conseguir superá-la. Ele destacou também que se arrependeu de levantar capital através de bolsa. O megaempresário teve de começar a vender seus próprios ativos para conseguir pagar dívidas e impedir que elas se elevassem.

O BTG Pactual, de André Esteves, desde março procura uma solução para a crise do grupo. O que antes era "facilmente equacionável", nas palavras do banqueiro, parece ser cada vez mais uma missão impossível. A participação do empresário em suas empresas deve recuar bastante, como já aconteceu na MPX Energia (MPXE3), empresa em que ele já não mais faz parte do conselho de administração.

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