segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Frase do dia

É praticamente uma lei na vida. Quando uma porta se fecha para nós, outra se abre. A dificuldade está em que, frequentemente, ficamos olhando com tanto pesar a porta fechada, que não vemos aquela que se abriu.
Andrew Carnegie

domingo, 4 de dezembro de 2011

Três anos após suspensão de projetos de grandes fábricas, rebrota no RS expectativa com celulose

Três anos após suspensão de projetos de grandes fábricas, rebrota no RS expectativa com celulose


Brasil atingiu produção anual de 14 milhões de toneladas em 2010


Três anos após suspensão de projetos de grandes fábricas, rebrota no RS expectativa com celulose Nauro Júnior/Agencia RBS
O agricultor Celio Mendes das Neves plantou eucalipto em sua propriedade e espera que a Fibria cumpra com os contratos Foto: Nauro Júnior / Agencia RBS

Em pouco mais de seis anos, o Rio Grande do Sul assistiu ao avanço de uma onda verde nos campos, formada por eucaliptos que deveriam abastecer três grandes fábricas de celulo no Estado. Na semana passada, três anos depois da suspensão de todos os projetos, ao menos uma unidade deu sinal de retomada. O início do detalhamento da expansão da Celulose Riograndense, em Guaíba, fez rebrotar expectativas. No outro extremo, fica cada vez mais claro que o Projeto Losango dever murchar, ao menos sob controle da Fibria. O plano da finlandesa Stora Enso deve ser definido em 2012.

- Em abril, devemos apresentar o plano ao acionista, e a expectativa é de que seja aprovado entre junho e julho. Eenquanto isso, negociamos contratos em paralelo. Depois da luz verde, vamos dar largada nas obras - avalia Walter Lídio Nunes, presidente da empresa do grupo CMPC.

Outro sinal da disposição de aplicar cerca de US$ 2,5 bilhões para quadruplicar a capacidade da planta de Guaíba são as obras viárias que já estão em curso no entorno da unidade. Só nesse ponto, o investimento chega a R$ 40 milhões. Tocada em regime de parceria público-privada com a prefeitura de Guaíba, a iniciativa nesse momento é bancada pela empresa, que recuperará o valor sob a forma de desconto em impostos municipais.

Quarto maior produtor mundial de celulose - atrás de EUA, China e Canadá -, o Brasil arrancou de uma capacidade de apenas 3 milhões de toneladas ano na década de 1980 para 14 milhões no ano passado.

Situação de parceiros é incerta

Um ponto de interrogação diante da quase oficial desistência da Fibria em tocar o Projeto Losango é a situação de cerca de 300 produtores que fizeram parceria com a empresa para desenvolver florestas. Das três empresas, foi a que firmou maior número de contratos desse tipo. Algumas dessas áreas terão eucaliptos prontos para o corte no início de 2012.

Entre os motivos da confiança, está a manutenção da assistência técnica, destaca Célio Mendes das Neves, que implantou eucaliptos em 13 hectares da propriedade onde também cria ovelhas, planta soja e desenvolve apicultura.

"Vamos investir US$ 1 bilhão na América do Sul", diz presidente mundial da Pirelli

"Vamos investir US$ 1 bilhão na América do Sul", diz presidente mundial da Pirelli


Em passagem pelo Brasil, Marco Tronchetti Provera visitou obras da fábrica em Gravataí


"Vamos investir US$ 1 bilhão na América do Sul", diz presidente mundial da Pirelli Mauro Vieira/Agencia RBS
Provera também comentou os efeitos da crise financeira na Europa e nos Estados Unidos na indústria automotiva Foto: Mauro Vieira / Agencia RBS

Em passagem de cinco dias pelo Brasil, o presidente mundial da Pirelli, Marco Tronchetti Provera, visitou as obras de ampliação da fábrica da companhia em Gravataí e falou sobre os planos da empresa italiana até 2015.

Nascido em Milão em 1948 e graduado em Economia e Administração pela universidade milanesa de Bocconi, Provera também comentou os efeitos da crise financeira na Europa e nos Estados Unidos na indústria automotiva. Confira os principais trechos da entrevista.

ZH - Como a instabilidade econômica que se desenha na Europa e nos EUA afeta o segmento de pneus e a indústria automobilística?
Provera - Por ora, há uma desaceleração. É o que enxergamos para curto prazo. Se as medidas certas forem implementadas na Europa rapidamente e se os EUA retomarem o crescimento, poderemos ter somente uma desaceleração. Caso contrário, na Europa, poderemos ter países em recessão.

ZH - Se a crise se acentuar no mundo, Brasil e outros países emergentes poderão se tornar mais atrativos para a Pirelli?
Provera - Nós já vemos e continuaremos a enxergar a América Latina e o Brasil como uma oportunidade. Estamos aqui já há 81 anos e viemos para ficar.

ZH - A indústria automobilística no Brasil tem crescido a níveis surpreendentes. Como a empresa tem se preparado para uma nova expansão nos próximos anos?
Provera - Vamos investir US$ 1 bilhão na América do Sul de 2012 a 2015. Para o Brasil, que é o maior país, são US$ 500 milhões. Estamos agora avaliando as diferentes opções no Brasil para decidir onde investir nos próximos anos.

Cédulas de dinheiro são espalhadas ao redor de agência por explosão em Feliz

Cédulas de dinheiro são espalhadas ao redor de agência por explosão em Feliz


Segundo informações da Brigada Militar, houve troca de tiros e um dos ladrões teria ficado ferido


Cédulas de dinheiro são espalhadas ao redor de agência por explosão em Feliz Tadeu Vilani/
Agentes da polícia civi e funcionários do banco recolheram dinheiro que ficou espalhado no interior e ao redor da agência Foto: Tadeu Vilani

A explosão dos caixas eletrônicos do Banco do Brasil na madrugada deste domingo, no centro de Feliz, no Vale do Caí, espalhou dinheiro nos arredores da agência. Notas de R$ 100, R$ 50 e R$ 20 foram recolhidas. Houve tiroteio entre uma patrulha da Brigada Militar e os bandidos. No local, marcas de sangue indicam que algum assaltante pode ter ficado ferido. Estão sendo feitas buscas em hospitais da região.

Jorge Zimmer, morador da cidade aposentado do Banco do Brasil, foi avisado pelo sobrinho que mora perto da agência e chegou ao local às 2h, minutos depois do ataque:

— Ficou com dinheiro na calçada, mas não consegui entrar na agência. Ficou tudo de ponta-cabeça. Logo isolaram o local, porque tinha muitos populares, mas não vi ninguém pegar o dinheiro. Só comentarem que tinham notas espalhadas — contou.

Além de Zimmer, a explosão atraiu dezenas de moradores ao local.

No final da madrugada, uma equipe de policiais e funcionários da agência ainda recolhiam cédulas intactas na calçada e entre os escombros dos equipamentos e do mobiliário do banco. Às 6h, cacos de vidro ocupavam a rua nos arredores da agência. Prédios vizinhos apresentavam marcas de tiro.

Um morador de um prédio que fica a 150 metros de distância abordou os policiais e informou que um projétil ricocheteou na parede do quarto do seu filho, e caiu sobre a cama, queimando o lençol. Não havia ninguém no quarto naquele momento.

'Faxina' faz Dilma repetir prestígio de Lula no exterior

'Faxina' faz Dilma repetir prestígio de Lula no exterior


Um perfil elogioso da presidente Dilma Rousseff na revista americana The New Yorker confirmou, na semana passada, o que já estava claro para o mundo político: ela está conseguindo, também fora do País, tornar-se uma figura de sucesso - como havia conseguido, antes dela, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E se este sobreviveu, por força de seu carisma, a episódios como os do mensalão, dos aloprados e a infindáveis alianças clientelistas, ela se vale da imagem de racionalidade. É aplaudida por demitir ministros que, afinal, ela própria escolheu.

'A imagem que ela passa lá fora é de uma dona de casa pondo ordem nas coisas', resume o cientista político Amaury de Souza, diretor da MCM Consultores. Ao que outro estudioso, Humberto Dantas, acrescenta: 'É também o que percebe o público interno: que ela está, enfrentando os problemas e demitindo os ministros acusados'.

Para a maioria do eleitorado, é o que basta, lembra Dantas, sociólogo e professor do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper). 'Grande parte dos cidadãos tem uma visão simplista do quadro político. O ministro é tirado, o problema está resolvido.' Não vem ao caso, para esses brasileiros, questionar o modelo de governo ou o sentido das alianças formadas. E a própria imprensa 'reforça a ideia de que Dilma herdou um ministério podre'.

Mas são diferentes, adverte Dantas, os caminhos do sucesso de Lula e Dilma. 'Ele não era afetado por críticas porque tinha enorme carisma. Ela, que não o tem, vale-se da força da racionalidade. Uma racionalidade de quem vai vendo os erros e consertando.' Encaixa com a percepção externa. Para a New Yorker, a presidente 'tem-se mostrado muito mais intolerante com a corrupção do que presidentes do passado'. No mesmo tom, a Newsweek a brindou, na semana em que ela estreou na Assembleia Geral da ONU, com um perfil e um conselho na capa: 'Não mexam com Dilma'.

Cobranças. Não que a imprensa estrangeira não faça cobranças - mas elas , até o momento, são breves e cautelosas. O jornal The Financial Times, por exemplo, completou um elogio ao sucesso econômico do Brasil, em agosto, afirmando que a presidente 'precisa declarar guerra à excessiva burocracia que alimenta a corrupção'. E a Economist sugeriu, há dez dias, que Dilma 'poderia dar-se o luxo de ser mais radical' na sua faxina.

Um raro momento de atrito ocorreu em agosto, quando a mesma Economist opinou que os escândalos estavam 'criando fissuras em sua precária coalizão'. Dilma não esperou para dar o troco. Já no dia seguinte considerou 'um ótimo sinal' as revistas estrangeiras se mostrarem preocupadas com o Brasil.

Pragmatismo. São variadas as explicações para o êxito da presidente em pairar acima dos malfeitos ministeriais, sem ser por eles arrastada. 'O grande motivo para a imagem de corrupção não pegar nela é, como sempre, a economia', resume o sociólogo Rudá Ricci, diretor do Instituto Cultiva e professor da PUC de Minas Gerais.

A população é pragmática, diz ele. Não vai criticar um governo 'que lhe garante os atuais níveis de emprego e ascensão social'. É um fenômeno que se repete ao longo da história: 'Em todos os países onde ocorreram esses períodos de ascensão e inclusão social, a população se tornou conservadora e pragmática'.

Mas consolida o cenário favorável à presidente, segundo Ricci, o fato de que para muitos brasileiros a corrupção em altos escalões é parte da paisagem. Ele menciona, a propósito, uma pesquisa do Ibope, cerca de um ano atrás, segundo a qual 65% da população convive pacificamente com irregularidades na vida pública. 'Na pesquisa, 75% revelaram que, se estivessem no governo, admitiriam cometer algum tipo de ato ilícito', diz Ricci.

Amaury de Souza acrescenta, às virtudes presidenciais, a força da propaganda oficial. 'No Brasil de hoje é fácil passar à opinião pública a ideia de que a governante não está envolvida, que ela é vítima, e não cúmplice. Não é à toa que o Planalto gasta uma fortuna em comunicação, ou que fatos graves sejam chamados apenas de malfeitos.' De acordo com ele, 'um malfeito se corrige demitindo o ministro, sem se questionar o modelo nem processar o demitido'.

Mas Rudá Ricci entende que as atuais vantagens da presidente podem ter prazo de validade - e cita, para tanto, a própria New Yorker. É que ela ouviu também, na reportagem, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que se mostrou compreensivo com as dificuldades da presidente para levar adiante a 'faxina'. 'Não sei se ela sabe o quanto é difícil fazer essa limpeza', comentou FHC. 'Lula aconselhou-a a não ir tão rápido. Na verdade, talvez ele tenha razão.'

'O que FHC disse é que há uma ruptura entre a voz das ruas, que lhe garante popularidade, e os acordos políticos, que garantem governabilidade', pondera o sociólogo mineiro. Sua avaliação é que, não tendo o poder de Lula para controlar as forças políticas, nem um interlocutor de peso - pois tanto Ideli Salvatti quanto o secretário-geral Gilberto Carvalho são estranhos a tal papel - Dilma pode enfrentar sérios obstáculos num quadro econômico futuro não tão calmo quanto o de agora. Um dos cenários possíveis, para ele: 'No limite, ela pode manter a popularidade mas resvalar para o terreno da desinstitucionalização'.

Governo abandona transposição do São Francisco após eleição de Dilma

Governo abandona transposição do São Francisco após eleição de Dilma


Cenário de propaganda eleitoral da presidente Dilma Rousseff e responsável por parte de sua expressiva votação recebida no Nordeste, a transposição do Rio São Francisco foi abandonada por construtoras e o trabalho feito começa a se perder. O Estado percorreu alguns trechos da obra em Pernambuco na semana passada e encontrou estruturas de concreto estouradas e com rachaduras, vergalhões de aço abandonados e diversos trechos em que o concreto fica lado a lado com a terra seca do sertão nordestino.

O Ministério da Integração Nacional afirma que é de responsabilidade das empresas contratadas a conservação do que já foi feito e que caberá a elas refazer o que está se deteriorando. Informa ainda que vai promover novas licitações em 2012 para as chamadas obras complementares, trechos em que a pasta e as empreiteiras não conseguiram chegar a um acordo sobre preço. Segundo o ministério, as obras estão paralisadas em 6 dos 14 lotes e em um deles o serviço ainda será licitado.

Marcada por controvérsias, a obra da transposição começou a sair do papel em 2007 e, no ano seguinte, com os canteiros em pleno funcionamento, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua então ministra-chefe da Casa Civil e mãe do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) fizeram uma vistoria pela região para fazer propaganda da ação. Os dividendos eleitorais foram colhidos no ano passado por Dilma. Em Pernambuco, Estado onde começa o desvio das águas, ela obteve mais de 75% dos votos válidos no segundo turno da eleição. Nas cidades visitadas pelo Estado, onde as obras estão agora abandonadas, o desempenho foi ainda melhor. Em Floresta, a presidente obteve 86,3%; em Cabrobó e Custódia, 90,7%; e em Betânia, 95,4%.

Prometida para o final do governo Lula, a obra tem seu prazo de entrega sucessivamente adiado. A nova previsão é concluir os 220 quilômetros do eixo leste, de Floresta a Monteiro (PB), até o fim de 2014 e terminar no ano seguinte os 402 quilômetros do eixo norte, que sai de Cabrobó para levar água ao Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

A obra está atualmente orçada em R$ 6,8 bilhões, 36% a mais do que a projeção inicial. Segundo o ministério, foram empenhados R$ 3,8 bilhões para a obra e pagos R$ 2,7 bilhões às construtoras.
Abandono. Durante três dias, a reportagem percorreu cerca de 100 quilômetros da extensão dos canais da obra. O abandono foi a tônica da viagem, com canteiros completamente parados. As únicas exceções foram as partes da transposição sob responsabilidade do Exército.

Em um dos trechos visitados, na divisa das cidades pernambucanas de Betânia e Custódia, cerca de 500 metros de concreto estão totalmente quebrados, com pedaços se soltando do solo. Esse trecho terá de ser refeito para a água do São Francisco passar. O padre Sebastião Gonçalves, da diocese de Floresta, foi quem encontrou o trecho destruído durante vistoria frequente que faz pelas obras. 'As empresas abandonaram as obras e já começou a se perder o trabalho feito. É um desperdício inexplicável.'

A parte que aparece com as maiores avarias está no lote 10 da obra, que teve as obras iniciadas pelas construtoras Emsa e Mendes Júnior.

Segundo moradores da região, as máquinas começaram a ser retiradas desde o início do ano passado. Há cerca de dois meses, os funcionários foram demitidos, deixando os alojamentos como aspecto de cidade fantasma, onde só restam vigias e alguns funcionários administrativos.

'É uma situação caótica, está tudo parado', reclama Manoel Joaquim da Silva, coordenador do sindicato dos agricultores familiares de Floresta e companhia constante do padre Sebastião Gonçalves no acompanhamento das obras.

A Mendes Júnior informou não participar mais do consórcio, enquanto a Emsa não enviou respostas aos questionamentos. O Ministério da Integração disse já ter sido informado das rachaduras e notificado a Emsa por meio de ofício no dia 26 de outubro. Segundo a pasta, as obras da empresa serão retomadas em janeiro de 2012.

A reportagem encontrou início de deterioração em outro lote da obra, o de número 9, também no eixo leste. Paredes de concreto começam a rachar próximo ao local onde será construído o aqueduto sobre a BR-316, também em Floresta. Em outra área, vergalhões de aço para a construção de uma ponte para o canal passar foram abandonados e parte do material já foi até roubado. O lote é de responsabilidade das construtoras Camter e Egesa. O Estado não recebeu resposta da Egesa e não conseguiu contato com a Camter.

Contraste. No eixo norte, o contraste entre as obras do Exército e o abandono por parte das empreiteiras está bem próximo. Dez quilômetros à frente de onde homens fardados seguem seu trabalho, há um canteiro abandonado do Consórcio Águas do São Francisco ainda com máquinas para a fabricação de concreto que sequer foram retiradas. Percorrendo mais dez quilômetros, encontra-se um grande vão onde as explosões foram feitas, mas o canal ainda não recebeu concreto.

Cuidado com o Facebook: rede social é responsável por 1/5 dos divórcios da Inglaterra

Cuidado com o Facebook: rede social é responsável por 1/5 dos divórcios da Inglaterra


Editora Globo
Criado para unir amigos e restabelecer vínculos, o Facebook é hoje um dos maiores inimigos do casamento nos Estados Unidos e no Reino Unido, como mostram estudos recentes. Advogados da Divorce Online, empresa inglesa que facilita os trâmites da separação pela web, analisaram documentos de 5000 pessoas que entraram com pedido de divórcio. Dessas, 989 citavam o Facebook como coadjuvantes ou protagonistas do desgaste da relação. Ou seja, cerca de 20% do total.

Nos Estados Unidos, onde a relação entre o divórcio e o facebook é semelhante a da Inglaterra, a American Academy of Matrimonial Lawyers (Associação Americana de Advogados Matrimoniais) informa que, nos últimos anos, número divórcios que utilizam fotos e posts do Facebook como evidência de traição aumentou em 80 %. Ou seja, na hora de postar qualquer comentário despretensioso, vale à pena pensar duas vezes.

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