sábado, 9 de fevereiro de 2013

Caso da carne de cavalo


Caso da carne de cavalo, um escândalo de dimensões europeias

Neste sábado, o grupo sueco Findus anunciou, através de sua subsidiária na França, que entrará com um processo contra um fornecedor não revelado

 
©afp.com / Andrew Yates
Lasanha da Findus contaminada com carne de cavalo

PARIS (AFP) - A descoberta de carne de cavalo em lasanhas supostamente produzidas com carne bovina colocou em questão uma cadeia alimentar complexa, tomando uma dimensão europeia na forma de escândalo no Reino Unido, queixa na justiça na França, matadouros identificados na Romênia, investigações e ameaças de sanções.

Neste sábado, o grupo sueco Findus anunciou, através de sua subsidiária na França, que entrará com um processo contra um fornecedor não revelado, após a descoberta de carne de cavalo em seus produtos que deveriam ser feitos com carne exclusivamente bovina.

"Fomos enganados", declarou France Matthieu Lambeaux , CEO da Findus em um comunicado. "Há duas vítimas: a Findus e o consumidor. Apresentaremos queixa", acrescentou.

A descoberta de carne equina provocou um escândalo no Reino Unido, onde os cavalos são muito respeitados e comer sua carne é tabu. Foram retirados dos supermercados todos os produtos produzidos na França, de onde veio a carne, e na Suécia.

Enquanto isso, Spanghero, o importador de carne estabelecido no sudoeste da França também anunciou que vai processar o seu próprio fornecedor romeno.

"Compramos carne bovina de origem europeia e a revendemos. Se era carne de cavalo, vamos processar o fornecedor romeno", declarou à AFP Barthélémy Aguerre, presidente da Spanghero.
O presidente não indicou o nome do fornecedor.

Na noite de sexta-feira, outro personagem desta cadeia alimentar longa e complexa, a empresa francesa Comigel, especializada em congelados e que fornece desde 2011 lasanha de carne bovina para Findus, disse que a carne envolvida neste escândalo era proveniente da Romênia, via Spanghero.

As lasanhas foram preparadas no Luxemburgo por uma filial da Comigel. Esta fraude pode ter começado em agosto de 2012, segundo a Findus, citando uma carta do seu fornecedor Comigel.
A empresa insistiu que não estava "ciente do problema de contaminação com carne de cavalo". Enquanto isso, a Romênia começou a se defender neste sábado.

"Tenho certeza de que o importador (francês) sabia que não era vaca, já que o cavalo tem um sabor, cor e textura diferentes", disse à AFP Sorin Minea, presidente da associação Romalimenta, que reúne empresários do setor alimentício.

Segundo Minea, na Romênia há três matadouros que abatem cavalos e exportam carne para países da União Europeia, especialmente França e Itália.

"É uma operação que é legal sob as regras em vigor", ressaltou. O uso de carne de cavalo é, provavelmente, devido a razões econômicas. "O cavalo é menos caro do que o boi", considerou Sorin Minea.

Já o ministério da Agricultura romeno afirmou que estava conduzindo uma investigação sobre o caso. Na França, a direção da luta contra a fraude, vinculada ao ministério da Economia, declarou que também abriu uma investigação para identificar a origem do "engano".

"Todo o engano constitui uma fraude prejudicial à confiança depositada na indústria como um todo e deve ser severamente punido", disse o ministro francês da Agricultura, Stéphane Le Foll.

O ministro britânico do Meio Ambiente, Owen Paterson, realizou neste sábado uma reunião de emergência com as autoridades de saúde e varejistas. O ministro exigiu resultados até o final da semana que vem. Ele também pretende abordar a delicada questão da rastreabilidade, no coração de este escândalo.

Inflação em alta pode levar BC a reajustar os juros

Inflação em alta pode levar BC a reajustar os juros

No mês passado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,86%, a maior variação mensal desde abril de 2005, quando a alta tinha somado 0,87%

 
REUTERS/Ueslei Marcelino
O presidente do BC, Alexandre Tombini, comparece a uma audiência na Comissão Mista do Orçamento na Câmara dos Deputados em Brasília
O presidente do BC, Alexandre Tombini

Brasília – A alta da inflação, que em janeiro atingiu o maior nível em quase oito anos, pode mudar os rumos da política econômica no governo da presidenta Dilma Rousseff, marcada até agora pela queda dos juros. Segundo especialistas, caso os preços continuem aumentando acima do esperado, o Banco Central (BC) voltará a reajustar os juros básicos, atualmente no menor nível da história.

No mês passado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,86%, a maior variação mensal desde abril de 2005, quando a alta tinha somado 0,87%. Dezembro, no entanto, também tinha registrado inflação expressiva, de 0,79%. Com o resultado de janeiro, o IPCA acumulado em 12 meses passou para 6,15%, contra inflação de 5,84% registrada em todo o ano passado.

Desde outubro do ano passado, a taxa Selic (que determina os juros básicos da economia) está em 7,25% ao ano. Até agora, as instituições financeiras acreditavam que a taxa Selic chegaria ao fim do ano no nível atual, segundo o Boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado divulgada pelo Banco Central. Para os especialistas, o comportamento da inflação nos próximos meses determinará a necessidade de o BC aumentar os juros antes do esperado.

O que diverge os economistas é o risco de a inflação fugir do controle. Para Newton Rosa, economista-chefe do Banco Sulamérica Investimentos, o IPCA de janeiro foi bastante influenciado por reajustes típicos de início de ano. “Sem dúvida, o resultado do mês passado aumentou o risco de o Banco Central ser obrigado a rever a política monetária, mas acredito que a pressão sobre os preços deve arrefecer a partir do segundo trimestre, e a inflação oficial deve fechar o ano entre 5,5% e 6%, na faixa prevista pelo governo”, diz.

O professor de economia Fábio Gallo, da Fundação Getulio Vargas (FGV), no entanto, acredita que a inflação já está fora de controle. “O próprio IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] mostra que, em janeiro, houve aumento em 75% dos itens pesquisados. Isso mostra que a inflação está bastante disseminada na economia”, critica.

Para Gallo, a interrupção da trajetória de queda da taxa Selic é inevitável. “Os juros são o remédio mais rápido para conter a inflação, e o governo não terá como escapar”, avalia. Segundo ele, a inflação atual reflete erros da política econômica “Em vez de conter os gastos públicos, o governo concedeu reduções paliativas de impostos para estimular a economia. Isso impulsionou o consumo, e a população hoje está disposta a pagar mais porque tem mais dinheiro”, explica.

Newton Rosa não descarta a possibilidade de aumento de juros, mas acredita que o governo antes tentará outros instrumentos para conter a inflação. “A redução das tarifas de energia e a possível isenção de impostos da cesta básica ajudarão a inflação a cair nos próximos meses. O governo tem usado outras medidas para conter a inflação, como permitir a queda do dólar para menos de R$ 2”, ressalta.

Neve despejada por tempestade nos EUA chega a quase um metro

Neve despejada por tempestade nos EUA chega a quase um metro

Número de casas sem energia subiu para 700 mil e serviços de meteorologia mantêm alerta


O número de casas e empresas sem energia por causa da nevasca que atinge o nordeste dos Estados Unidos aumentou para 700 mil. A neve acumulada já se aproxima de um metro. Duas pessoas em Nova York e duas no Canadá morreram por acidentes em decorrência da tempestade.


AP
Casal cava neve que cobriu carro em Boston neste sábado (9)

A nevasca se estende desde os Grandes Lagos até a costa do Atlântico e despejou mais de 90 centímetros de neve em todo o Nordeste, segundo o Serviço Nacional de Meteorologia norte-americano.

Os meteorologistas alertam para ventos mais fortes e nevascas ainda neste sábado, especialmente perto de Boston, onde até 76 centímetros de neve eram esperados em algumas áreas, assim como em Nova York, Connecticut e Maine.

A tempestade concentrou sua fúria em Connecticut, Rhode Island e Massachusetts, com até 95 centímetros de neve em Milford, Connecticut. Na primeira morte atribuída à tempestade de neve, um homem de 70 anos foi morto quando um motorista perdeu o controle de seu carro e o acertou em Poughkeepsie, Nova York, informou a imprensa.

Uma mulher de 80 anos de idade, que limpava a calçada em Prospect, em Connecticut, morreu na sexta-feira, quando foi atingida por um motorista que fugiu do local, disse um porta-voz dos serviços de emergência do estado.

Voos

No Brasil, voos foram cancelados na sexta-feira e no sábado: três voos da companhia American Airlines e cinco da TAM. Segundo a companhia aérea, os voos foram reprogramados.

Quase 2.000 voos foram cancelados ao todo, de acordo com FlightAware, que acompanha os atrasos dos voos. Dois aeroportos internacionais em Boston e Connecticut foram fechados por causa da nevasca.

Peter Judge, porta-voz da Agência de Gerenciamento de Emergências de Massachusetts, disse que as comunidades costeiras estavam sendo evacuados de Salisbury para Hull por causa do temor com a inundação da maré alta combinada com uma tempestade.

A tempestade levou os governadores de Massachusetts, Rhode Island, Connecticut, Nova York e Maine a declararem estado de emergência.

O governador de Massachusetts, Deval Patrick, tomou a rara decisão de anunciar a proibição da maior parte de viagens de carro no início da tarde sexta-feira, enquanto o governador de Connecticut, Dannel Malloy, fechou rodovias do estado para todos os veículos, menos os de emergência.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Gigante de alimentos no Peru anunciará aquisição no Brasil

Gigante de alimentos no Peru anunciará aquisição no Brasil

Transação é estimada em 600 milhões de reais e deverá ser anunciada nos próximos dias

 
Divulgação
Linha de produtos da empresa de alimentos Santa Amália
Linha de produtos da empresa de alimentos Santa Amália: receita anual de 400 milhões de reais

São Paulo - A Alicorp, maior companhia de alimentos do Peru com faturamento de 3,4 bilhões de reais, anunciará em breve a sua entrada no Brasil com a aquisição da fabricante de massas Santa Amália, que tem receita anual de cerca de 400 milhões de reais.

O negócio, que vem sendo costurado há 9 meses, é estimado em 600 milhões de reais, considerando as dívidas da empresa mineira - que serão assumidas pela companhia peruana, segundo executivos próximos da fabricante de massas sediada em Machado, sul de Minas.

Listada na bolsa de Lima, a Alicorp, controlada pelo grupo peruano Romero, tem valor de mercado de 6 bilhões de reais. Nos últimos 12 meses, as ações da empresa subiram 47%.

A Alicorp foi assessorada pelo escritório Azevedo Sette Advogados e a Santa Amália, pela boutique de investimento Brasilpar. A auditoria foi realizada pela Deloitte.

Procurados, os envolvidos nessa operação não comentaram o assunto.

Com 600 mil assinaturas, petição pede impeachment de Renan

Com 600 mil assinaturas, petição pede impeachment de Renan

Novo presidente do Senado ainda não ganhou sossego para cuidar da Casa. Nova petição online que já coletou mais de 600 mil assinaturas pede que ele seja destituído do cargo

 
Antonio Cruz/ABr
Renan Calheiros, presidente do Senado
Renan Calheiros, presidente do Senado: as petições online contra ele não acabaram com a posse, há menos de uma semana

São Paulo – As mais de 400 mil assinaturas conseguidas em um abaixo-assinado online não impediram a eleição de Renan Calheiros à presidência do Senado na última sexta-feira. Agora, a movimentação na internet é para tirá-lo do comando da Casa. E já foram conseguidas mais assinaturas que na petição anterior.

Novo abaixo-assinado online coletou até o momento mais de 600 mil nomes na plataforma Avaaz, ferramenta de mobilização social.

Enquanto a primeira petição almejava chegar aos 100 mil, esta tem a intenção de coletar 1,3 milhão de assinaturas, o que representa 1% do eleitorado nacional.

O número é o requerido para que a população possa protocolar textos de leis no Congresso, nos chamados projetos de iniciativa popular.

Não tem, contudo, qualquer sentido prático para a petição. “Mas se 1.360.000 se juntarem a nós, poderemos causar um rebuliço na mídia, desafiar as restrições desta Iniciativa popular e exigir a revogação do presidente do Senado, Renan Calheiros”, diz no site o criador do abaixo-assinado, Emiliano Magalhães.

Ele promete entregar a petição ao Senado e à presidente Dilma Rousseff.

Renan Calheiros renunciou ao cargo de presidente do Senado em 2007, sob várias denúncias, entre elas a de que um lobista pagaria a pensão de sua filha com a jornalista Mônica Veloso.

As provas apresentadas por ele para provar a própria inocência lhe renderam uma denúncia protocolada pela Procuradoria Geral da República no Supremo Tribunal Federal há duas semanas. A PGR diz que as notas fiscais eram frias, mas o STF ainda não decidiu se aceita a abertura do inquérito.

Desde que foi eleito, veio à tona o uso da verba indenizatória do Senado para o pagamento de um escritório de advocacia em Alagoas sem registro na OAB do estado e cujos serviços ainda não foram esclarecidos por nenhuma das partes.

Para que serve um CRA?

Para que serve um CRA?

Para esclarecer essa dúvida que ronda muitos administradores, entrevistamos o presidente do Conselho Regional de Administração de Santa Catarina

 
Divulgação
Presidente do CRA/SC fala sobre a função dos conselhos
Os profissionais de Administração integram uma das poucas categorias que contam com conselhos representativos no Brasil. O modelo, que é replicado em praticamente todos os segmentos que contam com esse tipo de representação, é composto por um conselho federal e conselhos regionais nos estados, sendo possível esses últimos terem representações em diferentes cidades. Para muitos administradores, entretanto, principalmente os que acabaram de ingressar na profissão, a função dos conselhos não é muito clara: O que fazem? Para que servem? Por que existem?
Para esclarecer essas e outras dúvidas, o Administradores.com entrevistou o presidente do Conselho Regional de Administração de Santa Catarina (CRA-SC), Antônio Carlos de Souza, que fala sobre o papel da entidade, quais são suas principais frentes de atuação, como se relacionam com as instituições de ensino, entre outras coisas. Confira abaixo:

Administradores.com - Qual é o papel da entidade na sociedade atualmente? De que maneira contribui?

Antônio Carlos de Souza - Somos um órgão consultivo, orientador, disciplinador e fiscalizador do exercício da profissão do administrador, uma autarquia dotada de personalidade jurídica de direito público, com autonomia técnica, administrativa e financeira, que apoia, auxilia e defende os direitos dos administradores. Contribuímos garantindo o cumprimento da legislação da profissão do Administrador (Lei 4769/65 e Decreto 61.934/67).

Quais são as principais frentes de atuação de um CRA? A quem interessa a atuação do conselho?

A toda a comunidade, pois uma administração qualificada nas empresas garante ganhos econômicos e sociais e é um diferencial na gestão dos negócios. São obrigatoriamente registrados nos CRAs as empresas, entidades e escritórios técnicos que explorem, sob qualquer forma, atividades de administrador, que são definidas por lei, entre elas: empresas de consultoria (na área da Administração), empresas de locação de mão-de-obra; agências de empregos, administradoras de condomínios, administradoras de consórcios, cooperativas de trabalho, empresas de elaboração e aplicação de concursos públicos, empresas de pesquisas de mercado, factoring, holding, empresas que desenvolvem softwares em áreas privativas do administrador, administração de bens e valores, atividades de perícias técnicas administrativas e pareceres de viabilidade financeira e concessão de crédito.

Quanto às principais ações, temos a fiscalização, que atua preventivamente, orientando profissionais e empresas irregulares, e posteriormente autuando no caso de descumprimento da legislação vigente. E a informação, que é a melhor forma de prevenção. O CRA-SC também oferece benefícios, como aposentadoria, plano de saúde, descontos e convênios. Uma das nossas preocupações é encaminhar propostas para a melhoria das condições do exercício da profissão e fiscalizar a publicação de editais de empresas ou órgãos públicos que apresentem vagas com funções inerentes aos administradores.

No caso do CRA-SC, como vocês se relacionam com as instituições de ensino?

Buscamos estabelecer e manter uma relação com as IES para servir de apoio, principalmente, na hora de determinarem a matriz curricular dos cursos de Administração. Uma pesquisa recente realizada pelo CRA-SC revelou discrepâncias na formação dos administradores catarinenses. O conselho tem um representante em cada uma destas instituições de ensino para manter uma política de proximidade e mantém contato com os coordenadores do curso de Administração destas instituições. Nossa principal solicitação às IES é que o coordenador do curso seja bacharel em Administração e também esteja registrado no CRA-SC.

Você defende que devemos batalhar pela profissionalização da administração nas mais variadas esferas. Por quê?

Porque é o diferencial de competitividade na gestão empresarial, porque quando uma empresa é bem organizada administrativamente, por meio de bons gestores, garante a sua sobrevivência, promove o desenvolvimento econômico e social do seu município, da sua região, reduzindo as diferenças sociais, promovendo a inclusão social, a qualidade de vida e a preservação dos recursos naturais, pois temos um compromisso ético perante a sociedade. Defendemos a profissão para que os administradores tenham a garantia de que estarão atuando nas áreas para as quais tiveram formação adequada, e para que nenhum outro profissional possa, de forma irregular, exercer esse direito que é do administrador.

Dicas para fazer reformas verdes

Quatorze dicas para fazer reformas verdes em prédios antigos

Com pequenas adaptações, especialistas garantem mais economia para o edifício sustentável
 
 
A palavra sustentabilidade é associada a grande parte dos novos empreendimentos. Mas, segundo o gerente técnico do Green Building Council Brasil, organização não-governamental que fomenta a indústria da construção sustentável no País, Marcos Casado, e a arquiteta e sócia-diretora da Casa do Futuro.com, Rosana Corrêa, as antigas edificações, até as cinquentenárias, podem fazer algumas adaptações para entrarem no mundo sustentável. Os gastos podem ser pequenos, a partir de R$ 100.

Tudo vai depender em que o prédio pretende investir. Pensando nisso, veja aqui 14 dicas que a dupla de especialistas listou para síndicos, moradores e administradoras de condomínios que desejam realizar reformas nessas construções tão comuns nas grandes cidades brasileiras.

Até as edificações antigas podem fazer algumas adaptações para entrarem no mundo sustentável (Fotos: Thinkstock)

“O primeiro passo para que os condomínios tomem medidas com vistas à sustentabilidade seria a conscientização de moradores e funcionários para que todos entendam os reais valores e importância das ações, assim como as vantagens que trazem para o meio ambiente, para o bolso e para a saúde“, acrescenta Rosana Corrêa.

1. Implantação de bicicletário;

2. Coleta e aproveitamento de águas de chuva e de drenos de ar condicionados, com filtragem simples para lavagem de carros e irrigação. Isso vai depender da estrutura fisica dos prédios; se é fácil colocar mais uma caixa d’agua; se tem estrutura que aguenta. Em alguns prédios, é preciso passar tubulação nova. O custo gira em torno de R$ 15 mil;

3, Uso de tintas e vernizes com baixo composto orgânico volátil;

4. Medições individuais de água;

5. Automação simples e “inteligente” de iluminação.

Lâmpadas que consomem menos devem ser colocadas em áreas onde há maior fluxo de pessoas

“Conheço um condomínio onde as lâmpadas eram acesas pelo interruptor tipo minuteria. A síndica instalou sensores de presença e agora, mesmo com a luz do dia, as lâmpadas acendem automaticamente. Para piorar, são lâmpadas fluorescentes, que não devem ser acesas com frequência, pois têm sua vida útil reduzida e consomem muita energia para acender. Enfim, a tecnologia instalada aumentou o consumo em vez de reduzir”, conta Rosana.
De acordo com Marcos Casado, esses sensores devem ser instalados em locais de menor fluxo, como garagens, corredores e depósitos.

6. Reaproveitamento de materiais já existentes ou compra de materiais de reuso, assim como de madeiras certificadas ou de reflorestamento;

7. Aproveitamento da luz e ventilação natural, com novas aberturas no empreendimento;

Coleta seletiva

8. Substituição do telhado comum por telhas claras. Ou coberturas vegetadas (telhados verdes). Com técnicas e sistemas atuais, é possível ter telhados verdes para áreas de lazer ou não, sem necessidade de reforço estrutural ou grandes obras. Esta característica pode revitalizar importantes espaços não ocupados dos condomínios e valorizar os imóveis, além de contribuir para redução de cargas térmicas e do efeito ilha de calor das cidades. A manutenção não é cara, deve ser feita a cada três meses;

9. Aproveitamento de água pluvial para reuso;

10. Troca de bacias sanitárias antigas por novas com capacidade de 6 litros ou a vácuo;

11. Inspeção ou troca de torneiras, chuveiros e vasos sanitários. Ou instalação de aeradores e restritores de vazão, o que é bem barato. O gasto gira em torno de R$ 100;

12. Troca “inteligente” de lâmpadas. A troca tem que ser bem estudada, recomenda Rosana.

13. Automação de irrigação e bombas. Não é caro, basta, em alguns casos, instalar temporizadores (timmers);

14. Coleta seletiva (separação de lixo e óleo de cozinha).

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