terça-feira, 13 de novembro de 2012

Burger King quer fechar ano com 300 lojas no Brasil

Burger King quer fechar ano com 300 lojas no Brasil


O Burger King deverá chegar ao fim do ano com 300 pontos de venda (lojas e quiosques) no País, após abrir 100 unidades e investir R$ 140 milhões em 2012, segundo estimativa do diretor-presidente do BK do Brasil, Iuri Miranda. Atualmente, a rede tem 260 pontos de venda em 18 Estados.

O crescimento, acelerado a partir do ano passado, é necessário para dar conta de atingir a meta de mil unidades até 2016, definida após a criação do BK do Brasil. Representante no Brasil da rede de fast food americana, maior concorrente global do McDonald's, a empresa é uma joint venture entre a matriz e o fundo de private equity Vinci Partners.

O mercado do Rio de Janeiro é um bom exemplo dessa aceleração. No ano passado, a rede tinha oito lojas na região metropolitana. Hoje, são 28, e a perspectiva é encerrar o ano com 40, gerando 2 mil novos empregos. No Brasil todo, serão 11 mil funcionários até o fim do ano.

Para Miranda, as metas são factíveis porque o crescimento do consumo no Brasil vai continuar e a marca tem boa aceitação entre os consumidores brasileiros. "Pela própria dinâmica da sociedade, as pessoas comem cada vez mais fora de casa", disse Miranda ontem, na inauguração de uma loja de 650 metros quadrados no Centro do Rio.

Sem divulgar dados sobre faturamento, o executivo tampouco quis citar metas intermediárias de crescimento antes de 2016. Segundo ele, o fator determinante para a aceleração do crescimento da rede no Brasil foi a criação da master franqueada, em junho do ano passado.

À época não foi revelado o valor do aporte da Vinci Partners, gestora de recursos baseada no Rio e que tem entre os donos Gilberto Sayão, ex-sócio do banco Pactual. A participação acionária de cada um dos sócios do BK do Brasil não é revelada.

No início deste ano, o Burger King do Brasil comprou as 78 lojas nos Estados de São Paulo e Rio que pertenciam ao grupo BGK, comandado pelo empresário Luiz Eduardo Batalha - que trouxe a marca para o País, em 2004. O valor dessa operação tampouco foi divulgado oficialmente, mas foi estimada em R$ 200 milhões, considerando o valor aproximado de R$ 2,5 milhões por loja. Hoje, metade das unidades da rede no Brasil está nas mãos de franqueados.

Em setembro de 2010, a matriz do Burger King foi comprada, por US$ 3,3 bilhões, pelo fundo 3G Capital, sediado em Nova York, mas controlado pelos brasileiros Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles, que também formam um dos grupos de controle da AB Inbev - maior cervejaria do mundo e dona da Ambev.

Na avaliação de Miranda, no entanto, o fato de os donos do Burger King serem brasileiros influi apenas indiretamente, pois o fato de conhecerem o mercado nacional "facilita o diálogo". Nem mesmo a parceria comercial de exclusividade com a Pepsi - distribuída no Brasil pela Ambev - estaria relacionada. Segundo Miranda, a parceria, que inclui refrigerantes fabricados pela Ambev, foi firmada no início de 2011, por ter "condições comerciais mais favoráveis".

Schin vira Brasil Kirin e quer lançar novas marcas

Schin vira Brasil Kirin e quer lançar novas marcas


O nome da família Schincariol aos poucos está sendo desvinculado da cervejaria, vendida no ano passado para a japonesa Kirin. O primeiro passo foi dado ontem, quando o novo presidente da empresa, Gino di Domenico, anunciou o novo nome da companhia: Brasil Kirin. Produtos como a cerveja Nova Schin não sofrerão mudanças. Mas a empresa deixou claro que quer ter "marcas aspiracionais", que despertem o desejo do consumidor, para disputar mercado com suas concorrentes.

"A Kirin tem muitas marcas lá fora e podemos trazer alguma para cá. Também podemos criar uma nova, aqui dentro. Mas, antes de definir o que fazer, precisamos entender os consumidores brasileiros e o que eles querem", afirmou Domenico ontem, em entrevista para anunciar a nova marca corporativa da empresa.

Ele declarou que a empresa está deixando de ser uma empresa meramente industrial para ser uma companhia que olha para o consumidor. Domenico acrescentou que, se for preciso, marcas serão eliminadas. "Já cortamos durante esse ano 25% do portfólio da empresa, eliminando produtos. Até agora, nenhuma marca foi eliminada, mas sempre há a possibilidade", disse. A empresa também avalia lançar novos produtos em setores que ainda não atua, mas ainda dentro do segmento de bebidas. "Podem ser produtos ligados ao conceito de saúde e funcionalidade", disse.

Nova Schin. "A mudança faz todo o sentido, pois agora a empresa é internacional e precisa ter um nome internacional", disse o especialista em mercado de bebidas, Adalberto Viviani.
O problema, segundo ele, é a marca Nova Schin. "A empresa tem um problema semelhante ao da Heineken, com a Kaiser: Nova Schin é uma marca fraca, mas o volume de vendas é grande. A diferença é que a Heineken tem uma marca internacional forte que pode ser usada no combate por espaço no mercado. A Kirin não tem."

Dívidas. A mudança de nome, segundo Domenico, não implica em nova razão social. As dívidas da Schincariol, por exemplo, continuam com a Brasil Kirin. "Hoje, nosso endividamento é baixo, entre 1,2 ou 1,3 vez o Ebitda previsto para esse ano." A empresa quer fechar 2012 com lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização de R$ 550 milhões - 83% mais que o total de R$ 300 milhões de 2011.

Domenico diz que este ano o faturamento da companhia deve crescer 12%. As despesas de compras devem cair 5%. uma vez que agora os processos são feitos em conjunto com a Kirin internacional e há uma ganho em escala.

As vendas, segundo José Domingues Francischinelli, diretor financeiro e de planejamento da Brasil Kirin, também melhoraram. "As vendas de cerveja já cresceram 9%", afirmou ele. A empresa, porém, ainda precisa melhorar sua distribuição. Segundo Domenico, de aproximadamente 1 milhão de pontos de venda no País, a companhia chega a 600 mil.

Cybelar compra 65 lojas da Colombo

Cybelar compra 65 lojas da Colombo


Numa tacada só, a rede paulista Cybelar, com sede em Tietê (SP), ampliou em quase 70% o seu tamanho, ao anunciar a compra de 65 lojas da gaúcha Lojas Colombo, das quais 62 unidades localizadas no interior do Estado de São Paulo e três no Sul de Minas, além de um centro de distribuição na cidade de Sumaré (SP).

O negócio, cujo valor não foi revelado, cai feito uma luva para as duas empresas, segundo consultores de varejo. A Colombo se livra da baixa rentabilidade das lojas paulistas e concentra-se nos Estados do Sul, onde lidera a venda de móveis e eletroeletrônicos. A Cybelar, por sua vez, dá um salto no mercado com maior potencial de consumo do País.

As empresas, ambas familiares e fundadas nos anos 1950, informam em comunicado que as negociações foram feitas à moda antiga: conduzidas diretamente pelos donos Adelino Colombo, da Lojas Colombo, e Ubirajara Pasquotto, da Cybelar. O controle da operação paulista da Colombo, no entanto, passará para a Cybelar somente após a aprovação do negócio pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O negócio surpreendeu fornecedores e concorrentes, mas não os consultores de varejo. "No varejo, é preciso reinventar a roda todo dia", diz Eugênio Foganhalo, sócio da Mixxer Desenvolvimento Empresarial. Foi o problema de falta de dinamismo que, segundo ele, teria levado a Colombo a se desfazer da operação paulista, iniciada em 1997.

"A atuação da Colombo no interior de São Paulo era acanhada, porque a empresa não tinha muita tradição na região e enfrentava uma concorrência muito forte de empresas locais", diz o consultor. Além disso, atuar em cinco Estados diferentes - Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais - é tarefa difícil, avalia. "É como se fosse operar duas empresas diferentes. Por isso, acho que a venda dessas lojas foi uma saída natural para a questão."

Em 2011, a Lojas Colombo faturou R$ 1,38 bilhão, R$ 50 milhões a menos do que em 2010. O prejuízo líquido em 2011 foi de R$ 48,752 milhões, aponta o balanço.

Com a venda do braço paulista, a companhia diz, no comunicado, que pretende investir nas lojas do Sul, onde serão lançadas novas linhas de negócio. A união da Máquina de Vendas com a rede Salfer, de Santa Catarina, pode ter apressado a decisão da Colombo de se concentrar nas lojas da região, dizem analistas.

Novo Magazine Luiza. Não é de hoje que circulam no mercado informações sobre uma possível venda, integral ou parcial, da Lojas Colombo. De acordo com analistas, a empresa enfrenta problemas com a falta de sucessão. O fundador, Adelino Colombo, 81 anos, fez várias tentativas frustradas de profissionalização da rede. A venda seria, portanto, uma das alternativas para perpetuar o negócio.

Já em relação à Cybelar, não há uma avaliação consensual. Foganholo acredita que, com esse negócio, a rede dá um passo para repetir a trajetória do Magazine Luiza, que, de Franca (SP), se tornou uma das maiores redes do País. Outros consideram a aquisição arriscada e difícil de ser "digerida" pela Cybelar.

STF julga mensalão: Dirceu pega 10 anos e 10 meses

STF julga mensalão, 45º dia: Dirceu pega 10 anos e 10 meses; Genoino, 6 anos e 11 meses e Delúbio, 6 anos e 8 meses


João Coscelli, de O Estado de S. Paulo

Supremo Tribunal Federal (STF) definiu nesta segunda-feira, 12, a pena a ser cumprida pelo ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha cometidos no esquema do mensalão, fixando o período de reclusão em 10 anos e 10 meses, além de 260 dias/multa.

O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o ex-presidente da legenda José Genoino também tiveram suas penas fixadas em 6 anos, 8 meses e 250 dias/multa e 6 anos, 11 meses e 180 dias/multa respectivamente.

A sessão teve novo bate-boca entre o ministro relator, Joaquim Barbosa, e o ministro revisor, Ricardo Lewandowski, quando o primeiro anunciou que iniciaria a dosimetria das penas do núcleo político. Os ministros voltam a votar na quarta-feira, 14.

"Dirceu tentou se manter à sombra do que estava acontecendo", disse Barbosa ao explicar o que levou em consideração para calcular as penas para Dirceu. O ex-ministro, acusado de ser o chefe do esquema, pegou 2 anos e 11 meses por formação de quadrilha e 7 anos, 11 meses e 260 dias/multa por corrupção ativa.

A pena para Genoino e Delúbio por formação de quadrilha foi fixada em 2 anos e 3 meses, mas por corrupção ativa o ex-presidente do PT pegou 4 anos, 8 meses e 180 dias/multa e o ex-tesoureiro, 6 anos, 8 meses e 250 dias/multa.

Somadas, as penas aplicadas aos três réus do chamado núcleo político do esquema do mensalão chegam a 24 anos e 5 meses de prisão. O total do período de reclusão, porém, ainda pode ser alterado até o final do julgamento.

Foi iniciada também a dosimetria das penas para o núcleo financeiro do esquema, mas só Kátia Rabello teve as penas fixadas. A presidente do Banco Rural deverá cumprir 2 anos e 4 meses por formação de quadrilha; 5 anos, 10 meses e 166 dias/multa por lavagem de dinheiro; 4 anos e 120 dias/multa por gestão fraudulenta; e 4 anos, 7 meses e 100 dias/multa por evasão de divisas, totalizando 16 anos, 9 meses e 386 dias/multa.

Bate-boca. A sessão desta segunda-feira foi mais uma marcada por discussões entre os ministros Barbosa e Lewandowski. O relator informou que iniciaria a dosimetria das penas do núcleo político e, após proferir seu voto sobre José Dirceu, o revisor criticou a decisão do colega.

"Toda hora o senhor traz uma surpresa. Vossa Excelência surpreende a Corte a cada momento", disse ele, já exaltado.

Barbosa respondeu que "a surpresa é a lentidão em proferir os votos", antes de ser interrompido pelo revisor na já instalada discussão acalorada no STF. Os demais ministros tiveram de intervir. O presidente da Corte, Carlos Ayres Britto, disse não ver "nenhum obstáculo" para que a votação prosseguisse conforme havia iniciado o relator. O ministro Celso de Mello tratou de colocar panos quentes no debate.

"Não há que se falar em surpresa, uma vez que todos os réus estão regularmente intimados e portanto não foram surpreendidos por uma deliberação intempestiva do relator", disse o decano.

domingo, 11 de novembro de 2012

Novo cartão da MasterCard traz visor LCD e botões

Novo cartão da MasterCard traz visor LCD e botões

Chamado "Display Card", tela de LCD é sensível ao toque e irá permitir que seus usuários vejam suas senhas no próprio cartão, ao invés dos tradicionais "tokens"

 
Divilgação
Novo cartão de crédito Mastercard

São Paulo – A operadora financeira MasterCard anunciou sua nova geração de cartões de crédito, que fará sua estreia em Cingapura no próximo ano.

Chamado de “Display Card”, o cartão traz um visor LCD e botões sensíveis ao toque, que também permitirão ao usuário receber uma senha, substituindo os atuais “tokens” utilizados pelos bancos para gerar uma chave de autenticação.

Segundo a MasterCard, o cartão foi desenvolvido pensando em instituições financeiras que necessitam de um nível de segurança maior para transações online e que utilizam dispositivos distintos para autenticação.

Além disso, o cartão também opera como um dispositivo comum de crédito e débito e para saques em caixas automáticos. A ideia é oferecer um serviço dois-em-um para os usuários que precisam carregar um segundo aparelho para autenticação nas transações.

“No futuro, este cartão poderá incorporar funcionalidades adicionais e será capaz de exibir informações em tempo real como saldo bancário, pontos de recompensa, transações recentes e outros dados interativos”, afirmou a empresa.

Mas enquanto as soluções para pagamentos móveis pelo celular ainda não se tornaram uma tendência, a novidade da MasterCard poderá ganhar um concorrente de peso no próximo ano. Rumores recentes apontam que o Google também pretende lançar um cartão de crédito físico.

Fundo britânico 3i investirá cerca de R$ 1 bi no Brasil

Fundo britânico 3i investirá cerca de R$ 1 bi no Brasil

Fundo de private equity comprará mais participações no Brasil em 2013, diz jornal britânico

 
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Estátua do Cristo Redentor sobre o Rio de Janeiro
3i: Brasil é mercado crucial e é talvez o país mais atrativo para investimentos no mundo

São Paulo – O fundo de private equity britânico 3i pretende investir mais 500 milhões de dólares no Brasil em 2013, diz o jornal The Telegraph neste domingo. O fundo, que chegou ao Brasil em abril do ano passado, fez sua primeira aquisição em dezembro, por meio do investimento de 100 milhões de reais na empresa Blue Interactive Group, empresa brasileira provedora de serviços de TV a cabo e banda larga.

De acordo com o The Telegraph, o investimento do ano que vem representa um dos primeiros passos da expansão do 3i, depois que uma reestruturação cortou um terço de sua força de trabalho. Segundo a publicação, o grupo de investimentos identificou o país como mercado de crescimento crucial, apesar da desaceleração do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2012.

O jornal ainda lembra que, desde o primeiro investimento do fundo no Brasil, seu gestor, Marcelo Di Lorenzo, tem descrito o país como “provavelmente o país mais atrativo para investimentos no mundo”.

Índia lança novo Aakash, o tablet mais barato do mundo

Índia lança novo Aakash, o tablet mais barato do mundo

O governo indiano apresentou a nova verão do tablet mais barato do mundo, o Aakash 2.0

 
Tablet indiano vai custar US$ 35 (Cameron Spencer/Getty Images)
Aakash 2.0 será vendido a um preço subsidiado a cerca de 220 milhões de estudantes do país nos próximos cinco anos

Nova Délhi - O governo da Índia apresentou neste domingo a nova versão do tablet mais barato do mundo, o Aakash 2.0, que inclui uma série de melhoras e será vendido a um preço subsidiado a cerca de 220 milhões de estudantes do país nos próximos cinco anos.

Segundo um comunicado oficial, a versão atualizada do Aakash (que significa 'céu', em sânscrito) foi apresentada pelo presidente indiano, Pranab Mukherjee, em cerimônia realizada em Nova Délhi por causa do Dia Nacional da Educação.

O tablet tem um processador de 1GHz, 512 MB de memória RAM, uma tela de sete polegadas e uma bateria de três horas de duração. O preço inicial é de 1.130 rúpias (R$ 42,30) para os estudantes indianos, e exatamente o dobro no mercado, o que representa um custo quase idêntico ao da primeira versão, lançada no final de 2011.

O aparelho foi desenvolvido pela companhia britânica Datawind, que preside a indo-canadense Suneet Singh Tuli, em colaboração com o Instituto Índiano de Tecnologia de Mumbai.
As autoridades indianas ofereceram durante o último ano cursos de formação a um total de 15.000 professores de 250 escolas e institutos do gigante asiático para que possam utilizar o tablet em suas aulas.

Em sua estreia, em 2011, o Aakash recebeu centenas de milhares de pedidos em poucas semanas, inclusive de países estrangeiros, embora em seguida tenham surgido críticas negativas quanto ao rendimento do tablet.

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