quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Universal do Reino de Deus se expande em ritmo de multinacional

DA BBC BRASIL

A Igreja Universal do Reino de Deus é considerada um dos melhores exemplos de uma religião com mentalidade empresarial.

A igreja diz estar estabelecida em 110 países, alcance não conseguido por nenhuma empresa multinacional brasileira.

Mas apesar de as práticas empresariais estarem disseminadas na Universal, muitos fiéis temem que os negócios estejam tomando o lugar de questões mais importantes e reclamam que são vistos cada vez mais apenas como consumidores.

Para a construção de seu megatemplo em São Paulo, orçado em mais de R$ 350 milhões, a Igreja está pedindo doações aos seus fiéis, em troca da inscrição de seus nomes em uma das 640 colunas do templo.

DÍZIMO

Nos anos 1980, Mara Maravilha era dançarina, cantora, apresentadora de programa infantil de TV e foi até capa da revista Playboy.

Mas há 15 anos, Mara se tornou fiel da Universal. Hoje, ela canta músicas gospel e tem uma loja de produtos evangélicos em São Paulo.

Ela defende fervorosamente o dízimo, a política de doar 10% dos ganhos à igreja. "Quando o homem não dá o dízimo para a casa de Deus, ele está roubando a Deus", afirma.

"Chegamos na igreja e damos 10%, agora se o pastor vai fazer certo ou errado, isso não cabe mais a mim", diz.

Apesar da estrutura empresarial, ninguém sabe quanto fatura a Universal, já que a Igreja é isenta de impostos e não tem que abrir suas contas.
Abaporu é um quadro em pincel sobre tela da pintora brasileira Tarsila do Amaral.

Hoje, é a tela brasileira mais valorizada no mundo, tendo alcançado o valor de US$ 1,5 milhão, pago pelo colecionador argentino Eduardo Costantini em 1995. Encontra-se exposta no Museu de arte latino-americana de Buenos Aires (MALBA). Abaporu vem dos termos em tupi aba (homem), pora (gente) e ú (comer), significando "homem que come gente"[1]. O nome é uma referência à antropofagia modernista, que se propunha a deglutir a cultura estrangeira e adaptá-la à realidade brasileira. Foi pintado em óleo sobre tela em 1928 por Tarsila do Amaral para dar de presente de aniversário ao escritor Oswald de Andrade, seu marido na época. Tarsila de Amaral valorizou o trabalho braçal (pés e mão grandes) e desvalorizou o trabalho mental (cabeça pequena) na obra, pois era o trabalho braçal que tinha maior importância na época.

Tarsila do Amaral

Tarsila do Amaral (Capivari, 1 de setembro de 1886 — São Paulo, 17 de janeiro de 1973) foi uma pintora e desenhista brasileira e uma das figuras centrais da pintura brasileira e da primeira fase do movimento modernista brasileiro, ao lado de Anita Malfatti. Seu quadro Abaporu, de 1928, inaugura o movimento antropofágico nas artes plásticas.







Filmes brasileiros são vetados pelo governo chinês

Por Valor Econômico
 
SÃO PAULO - O documentário “Uma Noite em 67” e “Dzi Croquetes”, além do clássico “O Bandido da Luz Vermelha” e o recente “Linha de Passe” estão entre os nove filmes brasileiros proibidos de serem exibidos no 2º Festival do Cinema Brasileiro na China, que ocorre em novembro em Pequim e Xangai.

A curadora do festival, Ana Maria Bochi, submeteu 18 filmes à censura do governo chinês. As autoridades, no entanto, não explicaram por que vetaram as nove produções. Ela vive no país desde 2009 e não irá recorrer da decisão. A proibição, no entanto, se restringe à exibição em salas de cinemas; os filmes podem ser mostrados em centros culturais.

Folha Imagem
Elis Regina está no documentário "Uma noite em 67" que foi censurado na China
 
“Uma Noite em 67” (2010), de Ricardo Calil e Renato Terra, e “Dzi Croquetes” (2009), de Raphael Alvarez e Tatiana Issa, têm a ditadura militar brasileira como pano de fundo.

Já os filmes "O Bandido da Luz Vermelha" (1968), de Rogério Sganzerla, "Cabeça a Prêmio" (2009), de Marco Ricca, e "Mangue Negro" (2008), de Rodrigo Aragão, possuem cenas de violência que podem ter desagradado ao governo chinês.

O Festival do Cinema Brasileiro acontece entre 4 e 8 de novembro em Pequim e entre 11 e 13 do mesmo mês em Xangai.

Senador propõe a criação do Dia Nacional da Corrupção

Por Raquel Ulhôa | Valor
 
BRASÍLIA - O senador Cyro Miranda (PSDB-GO) anunciou nesta quarta-feira, da tribuna, a decisão de apresentar projeto de lei criando o “Dia Nacional da Corrupção”. Ele propõe que a data seja comemorada sempre no dia 30 de agosto, por causa da absolvição da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) na Câmara.

“Do jeito que essa erva daninha tem grassado no Brasil, do jeito que a corrupção tem se institucionalizado nas mais diversas formas, é melhor criar um dia nacional para homenageá-la. Parece-nos que, lamentavelmente, a vergonha não existe mais: a vergonha de receber propina, a vergonha de pegar caronas em jatos particulares, a vergonha de fazer convênios fantasmas, a vergonha de se desviar o dinheiro público”, disse.

(Raquel Ulhôa / Valor)

Divisões internas do PT preocupam Dilma

Por Fernando Exman | De Brasília
 
A presidente Dilma Rousseff e a militância do PT têm um encontro marcado amanhã à noite, na abertura do 4º Congresso Nacional do partido. Será a primeira vez que Dilma e as principais lideranças da legenda estarão frente a frente desde a sua posse na Presidência da República. A presidente deve aproveitar a oportunidade para reforçar o pedido de apoio ao partido ao qual filiou-se em 2000 e pelo qual, devido à influência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disputou as eleições. Já os petistas desejam cobrar uma maior interlocução com o Planalto.

Preocupa Dilma e seus auxiliares o risco de as divisões internas do PT gerarem instabilidades políticas e obstáculos à governabilidade. A presidente aproveitará também para demandar suporte às medidas de combate aos efeitos da crise financeira global anunciadas pelo governo, assim como a demanda para que o partido respalde o apelo feito à base aliada para evitar a aprovação, no Legislativo, de projetos que gerem mais despesas ao setor público.

O governo anunciou nesta semana o aumento da meta de superávit primário, medida que não é bem vista por alguns setores petistas. O ex-presidente Lula também confirmou presença na abertura do evento, o qual será realizado em Brasília e ocorrerá até domingo. "A presidenta não precisa cobrar, é a militância que defende o governo", comentou o deputado André Vargas (PR), secretário de Comunicação do PT.
Os dirigentes petistas lembram que a sigla sempre teve divisões internas, acrescentando que tal pluralismo foi institucionalizado no partido com o reconhecimento da existência de diversas tendências. Destacam, entretanto, que os filiados normalmente marcham unidos em direção aos rumos definidos pela maioria. "A responsabilidade de ser governo é sentida pela bancada [no Congresso] e pela militância", assegurou André Vargas.

A preocupação do Palácio do Planalto deve-se a fatos ocorridos num passado não muito distante. A bancada de deputados do PT rachou, por exemplo, durante as negociações sobre a indicação do partido para a eleição da presidência da Câmara. Uma ala defendeu o nome do líder do governo, Cândido Vaccarezza (SP). A maioria, entretanto, escolheu Marco Maia (RS), atual presidente da Casa.

Corte de 0,5 ponto no juro põe meta de inflação na berlinda

Por Fernando Travaglini, Lucinda Pinto, Eduardo Campos e Mônica Izaguirre | De São Paulo
 
Regis Filho/Valor/Regis Filho/Valor
Copom, presidido por Tombini, conseguiu surpreender até os mais ousados
 
Em uma atitude sem precedentes no sistema de metas de inflação brasileiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) surpreendeu até as previsões mais agressivas e decidiu reduzir a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, para 12% ao ano. Sob o argumento de que a crise externa começa a afetar o desempenho da economia doméstica, o Copom interrompeu o ciclo de aperto monetário que vigorava desde o início do ano para iniciar, sem qualquer intervalo, um processo de alívio monetário - atitude também inédita, que vai na contramão do gradualismo que, historicamente, marcou a condução da política monetária no Brasil.
 
A reunião de ontem também foi uma das longas da história: foram quatro horas de discussão. Por fim, o placar apresentado foi dividido: dois diretores do comitê votaram a favor da manutenção da taxa Selic - confirmando o caráter polêmico da decisão.

O corte de juros definido ontem conseguiu surpreender até o "ousado" mercado financeiro, que tradicionalmente busca apostas alternativas ao consenso, em busca de ganhos potenciais. Nos contratos de juros futuros, as apostas de baixa se concentravam em redução de 0,25 ponto. Ou seja, o pregão hoje deve ser bastante movimentado, com espaço para ajustes em todos os contratos.

A expectativa é que os vencimentos de curto prazo se ajustem para baixo, captando não só a decisão de ontem, mas, também, colocando no preço a percepção de que a taxa cai, ainda mais, até o fim do ano. Já nos contratos de longo prazo, a tendência é de alta das taxas, em uma atitude típica dos momentos em que o mercado põe em dúvida o compromisso do BC com o cumprimento da meta de inflação. A queda de agora, que surpreendeu, aumenta a incerteza quanto ao comportamento da inflação no futuro. Se o quadro que se espera é de incerteza, o mercado pede mais prêmio para emprestar dinheiro.

No comunicado divulgado após a reunião, o Banco Central mostrou que acredita em um cenário externo muito mais difícil do que o imaginado anteriormente, com possibilidade de uma recessão global ou de um duplo mergulho. Na avaliação do economista do Santander, Cristiano Souza, a autoridade monetária sinalizou um pessimismo maior até do que o previsto pelo mercado. "Esperávamos que o corte da Selic acontecesse mais para frente, em novembro. O BC está com um cenário mais pessimista que o nosso e talvez que o mercado inteiro", disse Souza.

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