quarta-feira, 7 de março de 2012

Rommey mais perto da disputa com Obama

Romney também vence primárias do Partido Republicano no Alasca

Republicano deu passo decisivo para ser indicado pelo partido para disputar presidência contra Obama

AP E DOW JONES - Agência Estado
WASHINGTON, 7 - O pré-candidato republicano Mitt Romney venceu o caucus de seu partido no Estado do Alasca, dentro desta Superterça, com cerca de 4 pontos porcentuais de vantagem sobre seu principal oponente, o ex-senador da Pensilvânia Rick Santorum.

Mitt Romney está perto de ser indicado pelo Partido Republicano para disputar eleições presidenciais - Stephan Savoia/AP
Stephan Savoia/AP
Mitt Romney está perto de ser indicado pelo Partido Republicano para disputar eleições presidenciais

Foi a sexta vitória do ex-governador do Massachusetts nas dez prévias estaduais realizadas ontem nos Estados Unidos. Com isso, ele deu passo decisivo para ser o indicado pelo Partido Republicano para disputar as eleições presidenciais de novembro diante do atual presidente, o democrata Barack Obama.

Romney venceu também nos Estados de Ohio (considerado o mais importante e onde travou disputa acirrada com Santorum), Massachusetts, Virgínia, Vermont e Idaho.

Santorum foi o vencedor nas prévias do Tennessee, Oklahoma e Dakota do Norte. Newt Gingrich ganhou na Geórgia, seu reduto eleitoral. Ron Paul, que esperava por um triunfo no Alasca, terminou a Superterça sem sequer uma vitória.

terça-feira, 6 de março de 2012

A maltaria da Polar

A maltaria da Polar - Guaporé

Parabéns! Você é um milionário

Parabéns! Você é um milionário (e nem sabe disso!)

Quando há uma concorrência de produtos estrangeiros, o governo cria barreiras através de impostos para esses produtos, criando um aumento artificial para justificar o preço dos mesmos no mercado nacional

Por Antonio De Julio, www.administradores.com.br
 
"Mais vale um gosto do que um dinheiro no bolso". Ditado antigo, mas excelente para descrever o comportamento do consumidor brasileiro. Segundo uma matéria publicada na revista Veja edição 2259, de 7 de março de 2012, o brasileiro paga cerca de 2 vezes por um mesmo produto vendido em países como os Estados Unidos. Até mesmo uma banana custa mais barato na terra do Tio Sam do que na feira mais próxima da sua casa. E detalhe: nos EUA, ela é importada do Equador e ainda é orgânica. Mais barata e saudável.

Muitos são os motivos para o "custo Brasil". Câmbio, demanda, carga fiscal, inflação, concorrência, escala e produtividade. Os problemas mais crônicos que vejo no Brasil são a pouca concorrência (isso quando não vira cartel) e o apetite desenfreado dos consumidores. Quando há uma concorrência "desleal" de produtos estrangeiros, o governo, ao invés de ajudar o Brasil a se tornar um país mais produtivo, reduzindo impostos e fazendo reformas necessárias nos tributos e diminuir a burocracia, cria barreiras através de impostos para esses produtos, criando um aumento artificial para justificar o preço dos mesmos no mercado nacional.

Eu acredito muito em uma citação: "quem faz o mercado é o consumidor". E procuro fazer a minha parte na hora de adquirir um produto ou serviço novo. Com a internet, é muito fácil pesquisar e ficar triste com a diferença de preços entre o Brasil e o resto do mundo. Temos o iPhone mais caro do mundo e filas nas lojas. Temos os carros mais caros, e com um grau de segurança em acidentes comparável aos carros europeus da década de 80 (procurem por Latin NCAP nos buscadores da internet) e filas nas lojas (alguns carros populares com filas de até 3 meses para entrega). Isso sem falar na Internet, produtos de higiene, roupas e por aí vai. A lista é enorme. Ah, não mencionei o mercado imobiliário, me desculpem.

O sonho do brasileiro em ter o novo eletrônico e/ou desfilar com o carro novo esbarra com violência na realidade dos preços. Às vezes, acho que o mercado "testa o bolso do consumidor", que até chega a reclamar, mas é só parcelar que a raiva passa. Até vejo alguns movimentos de boicote a alguns produtos nascer nas redes sociais, mas infelizmente, morrem precocemente. Ao menor sinal de redução de preços, consumidores "milionários" vão para as lojas e fazem a sua parte. Afinal, mais vale um gosto do que um dinheiro no bolso.

Antonio De Julio é instrutor da MoneyFit 

Doador anônimo vem deixando dinheiro em hospitais e igrejas de cidadezinha alemã

Doador anônimo vem deixando dinheiro em hospitais e igrejas de cidadezinha alemã

Doador anônimo vem deixando dinheiro em hospitais e igrejas de cidadezinha alemã
"BBC"

Um doador anônimo vem deixando envelopes com dinheiro em hospitais, igrejas e outros locais estratégicos em uma pequena cidade alemã.

Os envelopes brancos contendo 20 notas de 500 euros cada um foram deixados, por exemplo, atrás de livros de hinos religiosos em uma igreja da cidade Braunschweig, na região central da Alemanha.

Em outras ocasiões, a doação foi colocada embaixo de um tapete na entrada de um hospital ou na recepção do jornal local.

Até agora, ninguém conseguiu ver o rosto do benfeitor misterioso. E não se fala noutra coisa em Braunschweig, palco de acontecimentos que lembram contos de fadas.

O doador, a doadora ou possivelmente os doadores misteriosos já deixaram pelo menos 190 mil euros em pontos inusitados da cidade.

Na semana passada, uma enfermeira de um lar para doentes terminais em Braunschweig encontrou um dos envelopes sob o tapete na entrada do prédio.

Um dos aspectos intrigantes do caso é justamente o fato de que, ao deixar o dinheiro em um lugar como esse, o doador não tem como garantir que o envelope não caia nas mãos de pessoas menos escrupulosas.

A maneira mais segura de fazer o dinheiro chegar ao hospital seria, com certeza, colocar o envelope na caixa de correspondências na frente do prédio.

Mas quem sabe parte do que motiva o benfeitor misterioso nesses atos de altruísmo não seja justamente a incerteza em relação ao resultado final e o frisson associado à própria operação de entrega do envelope?

Câmara chega ao dia da votação do Código Florestal sem texto de relator

Câmara chega ao dia da votação do Código Florestal sem texto de relator

Câmara chega ao dia da votação do Código Florestal sem texto de relator
"Protesto do Movimento Brasil pelas Florestas no viaduto da Doutor Arnaldo; ONG critica reforma"

BRASÍLIA - A falta de um acordo para a votação da reforma das regras de preservação do meio ambiente nas propriedades privadas deverá impor o adiamento da última etapa de votação da reforma do Código Florestal, nesta terça-feira, na Câmara dos Deputados. A votação em regime de urgência de um relatório desconhecido até a noite desta segunda será discutida em reunião de líderes marcada para a tarde. Ambientalistas convocaram manifestação na Esplanada.

Nesta segunda-feira, o deputado Paulo Piau (PMDB-MG) resolveu adiar a apresentação de seu relatório. Conforme antecipou o Estado na semana passada, o relator do Código Florestal trabalhava para mudar a proposta apresentada pelo Senado, sobretudo para reduzir a recuperação de vegetação nativa em Áreas de Preservação Permanentes (APPs), como os manguezais. Piau é produtor rural e integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária.

No Palácio do Planalto, a orientação era para adiar a votação em pelo menos uma semana, tempo em que o governo tentaria buscar a maioria de votos para manter o acordo selado no Senado em dezembro do ano passado, considerado pela presidente Dilma Rousseff como uma espécie de meio-termo entre o que defendem ruralistas e o que desejam ambientalistas.

Sem maioria, o governo teme ver a reprise da maior derrota política sofrida pela presidente em seu primeiro ano de mandato, em maio de 2011. Na ocasião, a Câmara liberou os produtores rurais de recuperarem áreas de vegetação nativa desmatadas ilegalmente.

Não está em questão a anistia da cobrança de multas concedida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2009, por meio de decreto, a desmatadores que regularizassem suas propriedades. Essa anistia foi renovada por decretos de Dilma Rousseff e incorporada pelo Código Florestal.

Críticas. A proposta aprovada pelo Senado, que o relator quer modificar novamente na Câmara dos Deputados, foi duramente criticada pelo professor da Universidade de São Paulo (USP) José Eli da Veiga.
Em entrevista ao Estado no domingo, o professor acusou a redução das APPs no País e atacou a projeção do Ministério do Meio Ambiente de que o projeto permitiria a recuperação de 18 milhões de hectares de APPs ou 180 mil quilômetros quadrados de vegetação nativa.

Autor da contabilidade, João de Deus Medeiros, ex-diretor do departamento de florestas do Ministério do Meio Ambiente e assessor da ministra Izabella Teixeira na negociação com o Congresso, reiterou ontem que o projeto aprovado no Senado prevê a recuperação de 300 mil quilômetros quadrados de vegetação nativa, contando a recuperação de áreas de Reserva Legal em médias e grandes propriedades.

O projeto aprovado pelo Senado exige a recuperação de pelo menos 15 metros a cada margem dos rios mais estreitos, até 10 metros de largura. Já as propriedades com rios mais largos terão de recuperar entre 30 e 100 metros de vegetação nativa a cada margem.

'Ninguém está dizendo que a recuperação será fácil, há um risco real na implementação do Código, mas nosso esforço é evitar um retrocesso', disse Medeiros, que atualmente dá aulas na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Ele foi citado na entrevista de José Eli da Veiga como um 'suposto bom técnico'.

Izabella, chamada por Veiga de 'ministra fraca', não se manifestou sobre a entrevista, mas reiterou o apoio ao projeto do Senado, porque a proposta teria alcançado uma posição equilibrada entre os pontos de vista de ambientalistas e ruralistas.

Na Alemanha, Dilma volta a criticar o "tsunami financeiro" mundial

Na Alemanha, Dilma volta a criticar o "tsunami financeiro" mundial

SÃO PAULO - A presidente Dilma Rousseff voltou a criticar nesta segunda-feira (5) o excesso de recursos injetados na economia global, especialmente depois do empréstimo recorde do BCE (Banco Central Europeu) aos bancos do continente.

No último dia 29, a autoridade monetária europeia anunciou que € 529,53 bilhões estão à disposição de bancos da Zona do Euro para poder aquecer o oferecimento de crédito no bloco. O montante superou as expectativas do mercado, que giravam em torno dos € 500 bilhões, e também a última operação do tipo, que havia chegado a € 489 bilhões.

Dilma disse que essa expansão monetária produz desvalorização artificial das moedas e uma bolha especulativa. A presidente disse que o momento é importante para discutir os “mecanismos incorretos” de política cambial. “Por isso o Brasil quer mostrar que está em andamento uma forma concorrencial de proteção de mercado, que é o câmbio. Não é tarifa, é o câmbio. O câmbio hoje é uma forma artificial de proteção do mercado”, disse.

Segundo Dilma, neste contexto de crise, os países desenvolvidos devem adotar políticas de expansão do investimento. “O investimento não só melhora a demanda interna, mas abre também a demanda externa por nossos produtos”, concluiu.

Petrobras: não há ação para elevar combustível

Petrobras: não há ação para elevar combustível

Petrobras: não há ação para elevar combustível
REUTERS

RIO DE JANEIRO, 5 Mar (Reuters) - Não há nenhuma ação em curso entre governo e a Petrobras para elevar os preços dos combustíveis, disse nesta segunda-feira a presidente da estatal, Maria das Graças Foster.

Ao responder a jornalistas sobre o assunto em evento no Rio de Janeiro, ela disse ainda que a política para reajuste da Petrobras continua sendo a de não repassar a volatilidade dos mercados futuros para os preços internos.

Questionada se o petróleo Brent estaria em novo patamar, o que levaria a um reajuste de combustíveis no Brasil, ela afirmou:

"Esse patamar de 123 dólares o barril, não é patamar, isso é pico, e a política de preços da Petrobras é de longo prazo, ela não vai ser alterada".

O petróleo Brent fechou nesta segunda-feira a 123,80 dólares o barril.

Os futuros do petróleo ultimamente têm sido sustentados por preocupações geopolíticas, com operadores temendo que as tensões entre o Ocidente e o Irã venham a resultar em uma interrupção do fornecimento.

Em entrevista recente ao jornal O Estado de S.Paulo, Graça Foster, como a presidente da Petrobras prefere ser chamada, afirmou que haveria uma necessidade de repasse dos preços.

Mas o governo tem teme que algum repasse de preços possa elevar a inflação, conforme indicou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, em entrevista recente.

As ações da Petrobras aprofundaram queda após as declarações de Graça Foster. Por volta das 17h30, caíam mais de 3 por cento.

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