terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Dólar comercial ameniza perdas no final da tarde e fecha a R$ 1,788

Dólar comercial ameniza perdas no final da tarde e fecha a R$ 1,788

SÃO PAULO -  Mesmo ganhando forças nos instantes finais de negociação, o dólar comercial fechou esta segunda-feira (16) em queda de 0,14%, aos R$ 1,7875 na venda, após ter recuado 0,45% na sua mínima do intraday (R$ R$ 1,782). O dia foi predominantemente positivo nos mercados, apesar da enxurrada ratings cortados na Zona do Euro na noite de sexta-feira. É válido lembrar que por conta do feriado de Martin Luther King nos EUA.

O mercado pareceu não se deixar abalar o corte dos ratings de nove países da Zona do Euro pela S&P, que já era amplamente previsto. Sendo assim, nesta manhã, o governo francês realizou seu primeiro teste no mercado de dívida pública desde que teve seu rating cortado, vendendo a juros menores do que em relação aos níveis vistos na última semana. Vale mencionar que a agência Moody's reiterou o rating máximo da França. 

O mercado também viu com bons olhos a interferência do BCE (Banco Central Europeu) no mercado de dívida, comprando títulos públicos dos governos da Itália e da Espanha, em um esforço para conter a alta dos rendimentos. Por fim, notícias de que a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy deverão se reunir com o governo grego e seus credores para definir uma reestruturação da dívida grega também chamaram a atenção, uma vez que o impasse vem prejudicando ainda mais o país.

Frase do dia

"Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo."
Ghandi

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Menos empresas fecharam as portas no Brasil durante o ano passado

Menos empresas fecharam as portas no Brasil durante o ano passado

O mercado interno fortalecido e expansão do crédito contribuíram para a queda no número de insolvências.

Alessandra Nascimento


O número de empresas que fecharam as portas vem caindo no país. O dado é de um estudo do Serasa Experian – “Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações- Dezembro de 2011”, que analisa o fechamento de empresas no país. Segundo o estudo, o aquecimento do mercado interno foi decisivo para a vida econômica nacional. Segundo o assessor econômico do órgão, Carlos Henrique de Almeida, as falências em 2011 representaram o menor volume nos últimos seis anos.


“O mercado interno fortalecido e expansão do crédito contribuíram para a queda no número de insolvências. Em 2011, as falências requeridas e decretadas apresentaram o menor volume desde 2005, ano em que foi editada a nova lei de falências. Ao longo dos doze meses de 2011, houve 1.737 pedidos de falência, 10,4% a menos que os 1.939 requerimentos feitos em 2010”, cita.



Ele ressalta que dos 1.737 pedidos de falências feitos, 1.143 foram de micro e pequenas empresas, 384 por médias e 210 por grandes. “Quanto às falências decretadas, houve 641 decretos em 2011, 12,4% a menos que os 732 registrados em 2010. As micro e pequenas empresas foram as que mais tiveram falência decretada em 2011. Foram 576 decretos, seguidos por 48 de médias empresas e por 17 de grandes”, avisa.
          
No estado da Bahia o indicador Serasa Experian também detectou retração.
Foram 18 falências requeridas em 2011 contra 23 registradas no ano anterior e 12 falências decretadas contra 14 contabilizadas em 2010. “A Bahia tem uma economia diversificada, diferente de alguns estados nordestinos cuja economia é muito focada no turismo e com a valorização do real estão passando por dificuldades na atração de turistas. A Bahia tem empresas de grande porte e isso favorece”, observa.

Economia em alta -  Para 2012 o assessor econômico acredita que não haja intempéries caso a crise econômica mundial não venha se acirrar. “Não temos notado expectativas de grandes variações no cenário empresarial, mas é claro que vivemos um momento delicado.

Os juros menores facilitam a administração de capital e o fluxo de caixa das empresas, mas num ambiente de crise econômica, se houver maiores problemas no mercado, o ambiente empresarial corre risco e nisso as empresas brasileiras também. Tudo vai depender dos desdobramentos da crise”, avalia.

 Para o Serasa Experian, o mercado interno forte e a expansão do crédito evitaram maior impacto da política monetária restritiva para controle da inflação, via juros elevados, sobre a solvência das empresas. Nesse contexto, os efeitos da crise global também foram minimizados.


O estudo do Serasa ilustrou também que algumas empresas tiveram dificuldades no período e efetuaram pedidos de recuperação judicial, número que cresceu 10% em 2011 na comparação com o ano anterior, passando de 475 em 2010 para 515 em 2011.

Fonte: Tribuna da Baha

Ano terá concursos para mais de 25 mil vagas

Ano terá concursos para mais de 25 mil vagas

O ano está começando e quem deseja trocar a carreira na iniciava privada pela pública deve iniciar a maratona de estudos para se preparar para prestar os concursos que já estão com as inscrições abertas ou que serão anunciados até o segundo semestre do ano. Juntas, as provas oferecem 25.033 vagas. As remunerações variam conforme o cargo, de R$ 609,50 (pago pela prefeitura de Votuporanga) a R$ 13.833 (oferecido no Senado).

Somente em São Paulo são 23 processos seletivos. Entre eles estão o da Companhia Metropolitano de São Paulo (Metrô), da Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Município de São Paulo (Prodam), da Prefeitura de São Paulo, e o da Secretaria da Administração Penitenciária paulista. Dos nacionais, destacam-se: Casa da Moeda, Banco Central (BC), Caixa Econômica Federal (CEF), Receita Federal e Senado (veja a lista no quadro abaixo).

A concorrência acirrada de alguns concursos faz muitas pessoas dedicarem bastante tempo para a preparação da prova. Há candidato, inclusive, que abandona o emprego para investir nos estudos. Prática que não é aconselhável, na opinião do diretor de marketing da Central de Concursos, José Luiz Romero Baubeta. 'A aprovação em um concurso de nível médio pode demorar de seis meses a um ano e meio. E o tempo de estudo para passar num concurso com salário a partir de R$ 13 mil, pode ser de um ano e meio a quatro anos', diz.

Depois de uma temporada na Alemanha, o engenheiro de telecomunicações, Rodrigo Rocha Barreto, de 35 anos, voltou decidido a ingressar na carreira pública. Há um ano e meio estuda para a prova do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que encerrou as inscrições em dezembro do ano passado.
'Apesar de haver oferta de trabalho na minha área os salários são baixos e são muitas as exigências. Por isso, resolvi seguir os passos dos meus pais e de familiares que migraram para o serviço público', conta.
O que mais o atrai para as repartições é a estabilidade financeira e profissional. 'Meus pais já se aposentaram e contam com todos os direitos assegurados pela lei. Quem garante que teriam a mesma tranquilidade se estivessem no setor privado?', diz.

Outro que está estudando para o mesmo concurso é o economista Camilo de Lelis Marques Bueno, de 52 anos. 'Passei na prova do Ministério Público, mas minha colocação não foi boa. Continuo me preparando para os concursos do TRE e da prefeitura de Santo André', conta. Apesar de prestar vários concursos, o economista afirma que quer atuar nos tribunais, por isso vai intensificar os estudos para provas nessa área.

Na opinião de Baubeta, antes de optar por um concurso, o profissional deve avaliar se realmente gosta da área para não se frustrar. O relações públicas Marcus Vinícius de Jesus Bonfim, de 33 anos, por exemplo, ponderou bem o concurso que o manteria na sua área e se dedicou para passar em primeiro lugar na prova do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP). A instituição oferecia apenas uma vaga para o cargo de relações públicas.

'Estava me preparando para esse e para o concurso da Câmara Municipal. Estudei quatro horas por dia durante quatro meses. A preparação não foi muito difícil porque vivo estudando. Desde que me formei, em 2003, nunca parei', diz.

Custo de vida do Brasil supera o dos EUA

Custo de vida do Brasil supera o dos EUA

O custo de vida do Brasil superou o dos Estados Unidos em 2011, quando medido em dólares, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre o PIB dos 187 países-membros. Este fato é extremamente anormal para um país emergente. Em uma lista do FMI de 150 países em desenvolvimento, o Brasil é praticamente o único cujo custo de vida supera o americano em 2011, o que significa dizer que é o mais caro em dólares de todo o mundo emergente.

Na verdade, há outros quatro casos semelhantes, mas referentes a São Vicente e Granadinas, um arquipélago minúsculo; Zimbábue, país cheio de distorções, onde a hiperinflação acabou com a moeda nacional; e Emirados Árabes Unidos e Kuwait, de população muito pequena, gigantesca produção de petróleo e renda per capita de país rico.

Considerando economias diversificadas como o Brasil, contam-se nos dedos, desde 1980, os episódios em que qualquer um de mais de cem países emergentes apresentasse, em qualquer ano, um custo de vida (convertido para dólares) superior ao dos Estados Unidos.

Há uma explicação para isso. O preço da maioria dos produtos industriais tende a convergir nos diferentes países, descontadas as tarifas de importação. Isso ocorre porque eles podem ser negociados no mercado internacional, e, caso estejam caros demais em um país, há a possibilidade de importar. Mas a maioria dos serviços, de corte de cabelo a educação e saúde, não fazem parte do comércio exterior. Assim, eles divergem muito em preço entre os países.

Em nações ricas, com salários altos, os serviços geralmente são muito mais caros do que nos emergentes. Isso se explica tanto pelo fato de que a renda maior tende a puxá-los para cima, como pelo fato de que a mão de obra empregada no setor de serviços recebe muito mais e representa um custo maior. Dessa forma, é principalmente o setor de serviços que faz com que o custo de vida seja mais alto no mundo avançado. Na comparação com os Estados Unidos, os países emergentes são quase sempre mais baratos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Alta dos aluguéis aumenta devolução de imóveis

Alta dos aluguéis aumenta devolução de imóveis, diz Creci-SP

Para consultor, descompasso entre oferta e demanda deve fazer com que preços continuem a subir nos próximos meses

Agência Brasil

O aumento expressivo no valor dos aluguéis tem elevado também o número de inquilinos que precisam devolver o imóvel por não conseguir arcar com o pagamento, afirma o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP), José Augusto Viana. “Vence o contrato, o proprietário pede um preço absurdamente alto que o locatário atual não consegue pagar”, ressaltou.

A pesquisa mensal do Creci aponta que entre agosto e outubro de 2011, mais de 60% dos novos contratos de aluguéis foram fechados em imóveis devolvidos pelos antigos ocupantes. Agosto registrou o maior índice do ano até o momento, 73% (a entidade ainda não disponibilizou os números de novembro e dezembro). “Nota-se nitidamente pelas pesquisas que a maioria das locações que são efetuadas hoje em dia, 60%, são de imóveis que são devolvidos por inquilinos anteriores que não têm condições de pagar o novo aluguel”, destacou Viana.

Segundo o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), os aluguéis novos registravam em novembro aumento de 19,77% em 12 meses. Na cidade do Rio de Janeiro, o Secovi-RJ verificou uma alta de 16,1% de janeiro a dezembro de 2011. No mesmo período o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), que determina o reajuste dos contratos, subiu 5,09%.

Para o consultor de locação do Secovi-SP, Cícero Yagi, a alta é uma tendência nas grandes cidades do país motivada, principalmente, pela melhoria da renda da população nos últimos anos. “A renda das pessoas aumenta e as pessoas procuram melhores condições de moradia. Muita gente que morava com familiares ou amigos, com o aumento da renda, prefere arrumar um imóvel para si.”

O descompasso entre os imóveis ofertados para locação e a demanda deve fazer, segundo Yagi, com que os preços continuem a subir acima da inflação nos próximos meses. “Deve continuar aumentando um pouco mais que a inflação, mas não nesse ritmo dos últimos dois anos. A gente acredita que com o passar do tempo o mercado tende a um ajuste entre oferta e demanda”, avaliou.

A falta de imóveis é agravada, de acordo com Augusto Viana, pela ação dos especuladores. “Boa parte deles [imóveis vazios] pertencem a especuladores, pessoas que são profissionais do mercado, compram e vendem, fazem do imóvel uma moeda”, disse ao lembrar que existe um grande número de casas e apartamentos desocupados que não são disponibilizados para locação.

O Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que São Paulo era o estado com maior número de domicílios vagos, 1,112 milhão.

A alta dos preços tem tornado a locação, segundo Viana, um negócio cada vez mais rentável. “O aluguel que há cinco anos representava 0,5% do valor do imóvel [por mês], hoje, dependendo do imóvel e da localização, consegue-se até 1,2% do valor do imóvel.”

Brasil e Turquia são novas fronteiras do varejo mundial

Brasil e Turquia são novas fronteiras do varejo mundial

Especialista da Deloitte coloca os dois países emergentes a frente de China e Índia, mercados mais populosos

iG São

Nem China, nem Índia – os países emergentes mais populosos do mundo. Em meio à crise na Europa e a recuperação econômica nos Estados Unidos, o Brasil e a Turquia foram apontados como os mercados mais promissores para a expansão internacional de grandes redes de varejo de países desenvolvidos. A declaração foi dada por Ira Kalish, diretor de economia internacional da consultoria inglesa Deloitte, neste domingo, em Nova York.

Kalish foi um dos palestrantes deste primeiro dia 101ª edição da maior feira do varejo mundial, a NRF. A declaração tem como base o estudo “Consumidor 2020: interpretando sinais”, apresentado por ele no evento.

Segundo o site Blue Bus, onde a informação foi publicada, durante a apresentação foi divulgado ainda um ranking com os 250 maiores varejistas do mundo, que segue liderado pelo WalMart. Grupos brasileiros na lista são dois. O Pão de Açúcar, na 45ª, e as Lojas Americanas, na 158ª.

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