terça-feira, 16 de agosto de 2011

Redes sociais - Cansaço nas mídias

Redes sociais começam a cansar os internautas

Levantamento mostra que sites como Facebook, Google+ e Twitter têm perdido usuários tempos depois destes terem se cadastrado

AFP/Alejandro Pagni
Telas abertas no Facebook
Em escala global, 24% dos 6,3 mil consultados diminuíram as visitas a redes sociais

São Paulo - A guerra entre as redes sociais parece não influenciar os internautas, que cada vez mais se afastam desse segmento. Levantamento realizado pela Gartner mostra que sites como Facebook, Google+ e Twitter têm perdido usuários tempos depois destes terem se cadastrado.

Onze países foram consultados e o Brasil está entre os que possuem maior número de desertores. Entre 30% e 40% dos entrevistados por aqui disseram ter reduzido o uso das redes sociais prediletas, assim como acontece na Rússia.

Quase 6,3 mil pessoas de 13 a 74 anos foram ouvidas pela consultoria entre dezembro de 2010 e janeiro de 2011, chegando à conclusão de que geralmente as pessoas com olhar mais prático sobre as redes sociais tendem a deixá-las de lado ao londo do tempo.

Curiosamente, países considerados "mais maduros" no mercado de mídias sociais – como Japão, Estados Unidos e Reino Unido – apresentam aumento no acesso (40%) ou a mesma frequência (40%). Apenas 20% dos entrevistados nesses lugares tiveram redução.

Em escala global, 24% dos 6,3 mil consultados diminuíram as visitas a sites do gênero, enquanto 37% aumentaram – em geral, os mais jovens.

"A tendência mostra algum cansaço nas mídias sociais entre os adeptos mais novos, e o fato de que 31% dos aspirantes indicaram que estavam ficando entediados com suas redes sociais é uma situação que os fornecedores desses serviços devem monitorar, como eles terão de inovar e diversificar para manter a atenção do consumidor", disse Brian Blau, diretor de pesquisas do Gartner.

Negócios - Google a a Moto-encrenca

O Google comprou uma Moto-encrenca?

A Motorola está em confronto judicial contra Apple e Microsoft e há indícios de que o acerto final deve ser negativo para a empresa que o Google comprou

Reprodução
Logotipo da interface gráfica Motoblur, da Motorola
Apesar de seu amplo acervo de patentes, a Motorola não está tão bem posicionada como parece para enfrentar Apple e Microsoft
São Paulo -- Esqueça o discurso do Google sobre como a aquisição da Motorola Mobility vai ajudar a dar uma supercarga no Android. A compra será um baita problema para a companhia.

De acordo com o posicionamento oficial, o principal motivo para a decisão foi o vasto portfólio de patentes ligadas à telefonia móvel da Motorola Mobility. Cada vez mais acuado por Apple e Microsoft, que acusam fabricantes do Android de ferir propriedade intelectual, o Google precisava se defender de alguma maneira. Os processos judiciais multiplicam-se e podem ser exigidas licenças de quem produz os celulares com o sistema operacional.

Para Florian Muller, especialista em patentes e autor do blog FOSS Patents, o argumento não faz o menor sentido. Em um post publicado nesta segunda-feira (15), ele afirma que a Motorola já está em confronto litigioso contra a Apple e a Microsoft. Os processos ainda estão em andamento, mas, até o momento, a Motorola não foi capaz de superar as rivais no número de patentes que diz terem sido copiadas. Isso significa que, nos dois casos, há grande probabilidade de um futuro acordo judicial ser desfavorável para a Motorola.

Simples Nacional - Novos valores

Simples Nacional: Presidenta comenta alterações propostas para o Supersimples


Ao comentar as mudanças anunciadas pelo governo no Sistema Simplificado de Cobrança de Impostos (SuperSimples), a presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (15) que a ampliação do limite de faturamento de microempresas vai aumentar a renda e gerar mais empregos.


Em seu programa semanal Café com a Presidenta, Dilma ressaltou que existem 7 milhões de empresasno país – 76% são de pequeno porte e respondem por 10 milhões de empregos.


“Para o Brasil crescer melhor, é importante estimular as pequenas empresas. Uma das alavancas para isso é o Supersimples, e a outra, o Microempreendedor Individual”, disse. Ambos os programas, de acordo com a presidenta, reduzem tributos e eliminam burocracia.


Anteriormente, para entrar no Supersimples, a empresa precisava ter um faturamento anual de até R$ 2,4 milhões. Com a nova lei, o limite de faturamento anual passou a ser de até R$ 3,6 milhões. As alíquotas cobradas também caíram – no comércio, por exemplo, passaram de 5,47%, na menor faixa, para 4%.

As alterações preveem benefícios ainda para pequenos empresários que vendem produtos para outros países. O limite anual para enquadramento no Supersimples, segundo Dilma, será de R$ 7,2 milhões para os casos em que metade do valor vem de exportações.


Em relação ao programa Microempreendedor Individual (MEI), o limite de renda foi reajustado de R$ 36 mil ao ano para R$ 60 mil ao ano.

Fonte: Agência Câmara

Curso de etiqueta

Cursos de etiqueta social ensinam meninas a vestir-se, portar-se à mesa e receber visitas

As aulas são voltadas para jovens entre 10 e 17 anos




Há algum tempo, toda boa menina era obrigada a fazer um curso de etiqueta. Aprender a se portar em festas e visitas, cumprimentar amigos e desconhecidos, saber usar todos os talheres em um jantar formal e se mover com graça e feminilidade eram indispensáveis a qualquer moça de família. Mas as aulas, outrora imprescindíveis, perderam um pouco do glamour. De uns tempos para cá, no entanto, a etiqueta está voltando e conquistando mocinhas cada vez mais novas. Para satisfazer os interesses desse novo público, as boas maneiras foram associadas a dicas de moda e estilo.

— São coisas que toda menina deve saber — adianta Anna Paula Ramalho, diretora de uma escola que oferece cursos de moda e comportamento.

Desse acervo de informações, constam, naturalmente, etiqueta e boas maneiras. Tudo começa com um faz de conta. Na brincadeira, meninas de 10 a 17 anos simulam uma visita. Aprendem a se comportar como convidadas e anfitriãs. A professora observa e corrige o que está errado. Normalmente, a postura e os cumprimentos.

— Ensinamos que, quando a garota vai visitar uma amiga, tem de cumprimentar a mãe e não pode sair sem agradecer. Hoje em dia, as adolescentes entram em casa sem dar bom-dia nem boa-tarde, elas só entram e saem — lembra a professora de etiqueta Sílvia Seabra.

À mesa, a conversa é outra. Dispor corretamente os talheres e saber usá-los. Pousar o guardanapo no colo. Saber se comportar mesmo num restaurante self-service. Ou ainda: como pedir licença para ir ao banheiro.

Crise na Europa - Famílias empobrecidas

Família volta a ser pobre depois de ganhar mais de R$ 12 mi

A crise marcou a vida do espanhol A.N.P., dividindo-a em dois períodos distintos. Ele chegou a ganhar milhões de euros e hoje, desempregado, é obrigado a pedir ajuda para não passar fome. Um ano antes da crise ele tinha duas casas, três carros e salários anuais equivalentes a R$ 150 mil. Um ano depois, dívidas, bens confiscados e necessidades básicas desatendidas. "É difícil de acreditar", desabafa.
 
A.N.P., 54 anos (ele pediu para não ter o nome ou o rosto divulgado) é um retrato fiel da crise que atinge trabalhadores que até pouco tempo atrás tinham bons níveis de vida e perderam tudo Mestre de obra em mais de 30 anos na construção civil, chegou a ganhar mais de R$ 12 milhões em oito anos no período do boom do setor.
Os salários que superavam os R$ 13 mil mensais lhe animaram a comprar duas casas, três carros e a consentir que o filho deixasse os estudos antes de concluir o segundo grau. Como operário, o rapaz ganhava mais do que um universitário.
 
Mas a realidade mudou. A construtora em que pai e filho trabalhavam faliu. A empresa, que também financiava a compra de imóveis para os empregados, deixou de pagar bancos, fornecedores e trabalhadores.
Resultado: bens confiscados, dívidas acumuladas e toda a família desempregada há um ano. Desde fevereiro, a solução tem sido o restaurante comunitário da organização de caridade católica São Vicente de Paula no centro de Madri.
 
Poço
"Veja bem o que há aqui! Não estamos falando de indigentes. São trabalhadores: asseados, arrumados, educados... Caíram num poço sem saber como. É uma situação impressionante", explicou à BBC Brasil a freira Maria Mercedes Morilla, coordenadora do restaurante S. Vicente.
 
A.N.P. ouviu a descrição e se emocionou. Confessou que no princípio sentia "imensa vergonha" de pedir ajuda. Mas passou a contar com o apoio também psicológico das freiras da congregação Filhas da Caridade.
 
"Aprendi a ser agradecido e a ver este auxílio como uma salvação para esta etapa duríssima", afirmou. "Porque o pior não é ter caído neste poço. O pior é não ver saída na minha idade, ter deixado meu filho se endividar, largar os estudos... Se não fosse por isso aqui (mostra a sacola com alimentos dada pelas religiosas), minha família não teria o que comer", diz.
 
A.N.P. tem como única renda a subvenção pública de R$ 950,00 para desempregados a longo prazo. Quase tudo vai para o banco para saldar as dívidas dos imóveis que ele já perdeu, mas ainda tem que pagar.
Como ele, milhares de espanhóis fazem fila todos os dias nos centros de ajuda social com restaurantes para necessitados. O de S. Vicente fornecia 350 refeições diárias em 2009 e agora fornece 700 desde janeiro de 2011.
 
Na Cruz Vermelha, o panorama é o mesmo. São 2.500 atendimentos diários nas sedes principais do centro de Madri para pessoas em busca de alimentos, dinheiro para pagar o aluguel e contas de abastecimento (luz, água e gás) e assessoria jurídica.
 
Segundo a ONG, no primeiro trimestre de 2011 quatro de cada dez pedintes de ajuda eram novos pobres, pessoas que nunca haviam demandado auxilio social.

Negócios - Google

Aquisição põe Google na disputa pelo promissor mercado de smartphones

Dados recentes mostram que, em maio, existiam no País 19,7 milhões de celulares inteligentes; em junho, número saltou para 21,2 milhões

A compra da Motorola pelo Google repercutiu imediatamente nas ações da Nokia, empresa que pode ser uma das beneficiadas pelo negócio fechado entre a concorrente e o gigante da internet. Os papéis da companhia finlandesa, que vinham acumulando perdas de mais de 40% desde o início do ano, avançaram 17,4% ontem após o anúncio. As ações da Motorola também dispararam 55,8%, para US$ 38,13. Já as do Google, fecharam em queda de 1,2%, US$ 557,23.


Para especialistas do setor, a aquisição pode fazer com que outras fabricantes de celulares abandonem o sistema operacional do Google (Android) - líder de mercado com 43% de participação - para adotar o software da Microsoft. E nisso, a Nokia está na frente.

No início do ano, a fabricante finlandesa abandou seu próprio sistema operacional, o Symbian, para adotar o Windows Phone 7, como sua principal plataforma de software em smartphones. "Isso reforça ainda mais nossa tese de que as oportunidades para o braço de smartphones da Nokia serão maiores com o Windows", disse um porta-voz da Nokia à imprensa internacional.

O negócio anunciado ontem fez voltarem ao mercado as especulações de que a Microsoft estaria tentando comprar a Nokia. Os primeiros aparelhos resultantes da parceria entre as duas empresas devem chegar ao mercado no ano que vem.

Líder de vendas no segmento de telefones inteligentes desde 1996, quando lançou seu primeiro modelo, a Nokia caiu este ano para a terceira posição no ranking. A empresa foi ultrapassada pela Apple e pela Samsung no último trimestre. Em volume, no entanto, ela continua sendo a maior fabricante de telefones do mundo.

Concorrentes. "Se priorizar a Motorola e abandonar os outros parceiros, o Google vai sair perdendo", diz Thiago Moreira, gerente regional de produtos da Nielsen Telecom Practice Group. "Deixar de lado a multiplataforma, iria contra a ideia de fazer um sistema aberto, onde todo mundo colabora, fabricantes e desenvolvedores de aplicativos."

Para evitar especulações a respeito disso, o Google tratou de divulgar em seu blog, imediatamente após o anúncio, declarações de apoio ao negócio dos principais executivos de fabricantes de smartphones, como a Samsung.

Telefones inteligentes. Segundo dados divulgados pelo próprio site de buscas, mais de 150 milhões de smartphones já operam com o sistema Android, lançado em 2008. E outros 550 mil novos aparelhos aderem ao sistema diariamente. Como o software é oferecido gratuitamente, o Google baseia sua estratégia na publicidade móvel.

Agora, com a aquisição da Motorola, o gigante da internet passa a contar com uma nova fonte de receita. O Google vai abocanhar parte do mercado de telefones inteligentes, que explodiu nos últimos anos.
No mundo, o mercado de smartphones saiu de 2 milhões de aparelhos em 2009 para 476 milhões de unidades vendidas até o fim deste ano, segundo levantamento da consultoria especializada IDC. No Brasil, segundo dados da consultoria Teleco, existem 21,2 milhões de smartphones. Os consultores brasileiros dizem que ainda não é possível mensurar o impacto do negócio no País. "Num primeiro momento, não sentiremos diferença", diz Eduardo Tude, da Teleco. / LUIZ GUILHERME GERBELLI E AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Greve - Professores

Professores de escolas públicas fazem paralisação nacional nesta terça

Categoria pede cumprimento da lei que estabelece piso salarial; pelo menos em 11 estados os sindicatos prepararam assembleias

BRASÍLIA - Professores de escolas públicas de todo o país param as atividades nesta terça-feira, 16, para pedir o cumprimento da lei que estabelece um piso salarial para a categoria. A paralisação foi convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e pelo menos em 11 estados os sindicatos locais prepararam assembleias e outras atividades de mobilização.

A Lei do Piso foi sancionada em 2008 e determinou que nenhum professor da rede pública com formação de nível médio e carga horária de 40 horas semanais pode ganhar menos do que R$ 950. O valor do piso corrigido para 2011 é R$ 1.187. Naquele mesmo ano, cinco governadores entraram com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando a constitucionalidade da legislação e só este ano a Corte decidiu pela legalidade do dispositivo. Desde então, professores de pelo menos oito estados entraram em greve no primeiro semestre de 2011 reivindicando a aplicação da lei.

"É uma teimosia e um descaso dos gestores em cumprir essa lei, o que caracteriza falta de respeito com o educador. Prefeitos e governadores estão ensinando a população a desrespeitar a lei quando não cumprem ou buscam subterfúgios para não cumprir", defende o presidente da CNTE, Roberto Leão.

Um dos pontos da lei que foi questionado pelos gestores é o entendimento de piso como remuneração inicial. O STF confirmou, durante o julgamento, que o piso deve ser interpretado como vencimento básico: as gratificações e outros extras não poderiam ser incorporados à conta como costumam fazer algumas secretarias de Educação. "Isso [incorporação de gratificações] descaracteriza o piso e a carreira. Como a lei determina um piso para professores de nível médio, em alguns estados a diferença do piso do profissional de nível médio para o de nível superior é apenas R$ 30. Desse jeito, a carreira não atrai mais os jovens para o magistério porque ele não tem perspectiva", diz Leão.

As prefeituras alegam que faltam recursos para pagar o que determina a lei. Levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) com 1.641 prefeituras mostra que, considerando o piso como vencimento inicial, a média salarial paga a professores de nível médio variou, em 2010, entre R$ 587 e R$ 1.011,39. No caso dos docentes com formação superior, os valores variaram entre R$ 731,84 e R$ 1.299,59. "Eu nunca vi município ir à falência porque construiu biblioteca ou pagou bem a seus professores", reclama o presidente da CNTE.

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