sexta-feira, 11 de agosto de 2017

O que a salvação de Temer diz sobre a política brasileira?

O que a salvação de Temer diz sobre a política brasileira?

O deputado Rodrigo Maia, que prometeu acabar a votação antes do jogo do seu Botafogo, comanda sessão na Câmara

Há cerca de dois meses, o governo Michel Temer era dado como morto. Após o escândalo da JBS, que implicou diretamente o próprio presidente, surgiram especulações sobre uma renúncia, nomes que poderiam substituí-lo começaram a aparecer na imprensa, e alguns partidos da base romperam com o Planalto.
Mas o presidente reagiu. Distribuiu bilhões de reais em emendas parlamentares, ofertou cargos na máquina federal e atendeu demandas de setores da direita ruralista e evangélica da Câmara para conseguir sobreviver. A estratégia foi vitoriosa na quarta-feira (02/08) à noite, quando os deputados rejeitaram a aceitação da denúncia criminal contra Temer por suspeita de corrupção por 263 votos – contando ausências e abstenções, o total de apoios chegou a 284. Já a oposição, conseguiu magros 227 votos dos 342 necessários.
Operando em sua própria lógica, a maioria da Câmara ignorou a vontade de 81% dos brasileiros, que, segundo uma pesquisa do Ibope, queriam a aceitação da denúncia criminal e o consequente afastamento de Temer até a realização de um julgamento. Entre os apoiadores de Temer que discursaram durante a votação, foram poucos que disseram que o presidente é inocente.
A maior parte deles argumentou que a manutenção do presidente ajudaria o "crescimento econômico" e que o Brasil "precisa de estabilidade". Outros falaram que a queda de Temer traria o PT da ex-presidente Dilma Rousseff, derrubada em um processo de impeachment em 2016, de volta ao poder.
Nas falas, pouco se mencionou que um assessor do presidente foi flagrado recebendo 500 mil reais, que o próprio Temer teve um diálogo com um empresário que disse ter subornado procuradores e juízes e nada fez. "Investigar é preciso, mas não é urgente", disse Julio Lopes (PP-RJ), que foi citado na Lava Jato e votou a favor do governo, sintetizando a lógica de muitos deputados.
A votação foi histórica, já que envolvia pela primeira vez um presidente da República alvo de uma denúncia criminal, mas seu resultado, segundo observadores europeus ouvidos pela DW, foi típico da forma como opera a política brasileira.
"Esse caso diz muito sobre o atual estado lamentável da política", diz Gaspard Estrada, analista político do Observatório Político da América Latina e do Caribe do Instituto de Ciências Políticas de Paris (Sciences Po).
Segundo o analista, o caso também demonstrou que "o impeachment não passou de uma simulação, um teatro". "No caso de Dilma, os deputados usaram um suposto crime de responsabilidade fiscal para justificar sua saída. Agora, em um caso com provas que demonstram corrupção pura e simples, escolheram manter o presidente. Os deputados não estão preocupados com a lei, mas apenas com seus próprios interesses e sobre o que podem arrancar do governo", diz.
Já o cientista político suíço Rolf Rauschenbach, do Centro Latino-Americano da Universidade de St. Gallen, afirma que, do ponto de vista moral e ético, as ações da Câmara são uma "catástrofe".
"É claro que do ponto de vista democrático eles tinham o poder de rejeitar a denúncia, mas elas atenderam a apenas uma lógica política imediata. É impressionante: quando o país está com tantos problemas econômicos e de infraestrutura, os deputados operem apenas nesse nível de debate", opina.
Ajuda indireta
Não havia dúvidas no início da votação de que oposição não conseguiria os 342 votos para afastar Temer. A questão era saber se o Planalto conseguiria quórum para encher o Plenário da Câmara. O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que seria o principal beneficiado pela saída de Temer, exigiu a presença de 342 deputados para dar início à votação. Parte da oposição queria boicotar a sessão, na esperança que ela fosse adiada e de que os votos pudessem ser reunidos mais tarde.
Mas os opositores também estavam divididos e desarticulados. Vários deputados que queriam a saída de Temer compareceram para discursar, tendo suas presenças registradas, dessa forma ajudando a formar o quórum mínimo. O deputado Sílvio Costa (PTdoB-PE) disse que a oposição foi "burra".
"Não se trata só de incompetência. Havia uma divisão entre a oposição. Ninguém gosta de Temer, mas vários deputados da oposição levaram em conta seus objetivos eleitorais, avaliando que é melhor que uma troca só ocorra em 2018, dando tempo para que seus candidatos tenham tempo de se organizar", analista o cientista político Estrada.
Ao contrário do impeachment, não ocorreram protestos relevantes na quarta-feira. Na Esplanada dos Ministérios só havia um manifestante solitário – na votação que marcou o fim de Dilma Rousseff, havia mais de 50 mil. A falta de pressão das ruas também acabou facilitando a manutenção do presidente.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Transformando a maneira como nos alimentamos

5 empresas que estão transformando a maneira como nos alimentamos

Mesmo sem tempo para escolher e preparar, o consumidor brasileiro não abre mão de alimentos frescos e saudáveis

Nos Estados Unidos, maior economia do planeta, cerca de 27 milhões de pessoas vivem em áreas conceituadas como "food deserts" (desertos alimentares), apesar de haver um restaurante de comida rápida em cada esquina. Essas áreas são caracterizadas pela ausência -- ou impossibilidade de aquisição -- de alimentos frescos, como frutas e vegetais. E quem mais se prejudica é a população pobre das periferias.
No Brasil, a situação não é muito melhor. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), a obesidade já atinge 20% dos brasileiros, enquanto mais da metade sofre com o sobrepeso. Entre 2010 e 2014, o aumento na taxa de sobrepeso subiu de 51,1% para 54,1%; já a de obesidade saiu de 17,8% para 20%, com maior prevalência entre mulheres.
À medida em que profissionais passam mais tempo fora de casa, aumenta a busca pela alimentação fora do lar, setor que vem crescendo ano após ano na última década -- em 2016, auge da crise, o segmento de foodservice teve um crescimento de 3% no faturamento, com um total de R$ 184 bilhões, segundo dados do Instituto Foodservice Brasil (IFB).
Esse crescimento não veio de graça. Mesmo sem tempo, o consumidor brasileiro não abre mão de alimentos frescos e saudáveis. Um estudo global da Nielsen aponta que 66% dos brasileiros aceitam pagar mais por alimentos que não contenham "ingredientes indesejáveis" -- como lactose ou glúten. Para atender às exigências desse perfil de consumidor, empresas que querem aumentar as vendas investem em inovações operacionais, ingredientes frescos e produtos de origem certificada, mas sem abrir mão da necessária praticidade.

InFarm

O varejo é a ponta de um processo que tem início no plantio. Entre a colheita, processamento, logística, distribuição e venda, grande parte dos alimentos é desperdiçada sem nunca ter chegado aos consumidores. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), cerca de 30% de tudo o que é produzido no planeta se perde antes de chegar à mesa do consumidor -- o que representa um prejuízo de quase US$ 1 trilhão por ano.
A startup alemã InFarm desenvolve uma solução que pode reduzir drasticamente esse quadro, possivelmente refundar o modelo de negócios predominante no varejo de alimentos: fazendas verticais dentro dos supermercados.
O conceito de agricultura vertical não é novo, mas a ideia de colocar as estufas próximas ao consumidor, que pode adquirir o alimento na sua origem sem o bônus dos pesticidas, é inédita. As fazendas podem ser instaladas em supermercados, farmácias, shoppings ou lojas de conveniência.
Cada módulo conta com sensores conectados a sistemas de irrigação e nutrição que podem ser controlados pela internet. Com tecnologias de Inteligência Artificial e machine learning, a solução pode desenvolver a capacidade de identificar e resolver problemas referentes a colheita, por exemplo. Além de contribuir para a redução do desperdício, anula os impactos negativos e garante que os produtos entregues estejam frescos.

Petit Poti

O hábito de comer bem começa na infância com a introdução de alimentos adequados a cada faixa etária na dieta -- além do exemplo paterno. Hábitos alimentares nocivos -- como o consumo em excesso de carnes processadas e açúcares -- contribuem para o desenvolvimento de obesidade na adolescência, cujas taxas chegam a 8,4% entre os adolescentes brasileiros, de acordo com o Ministério da Saúde.
A empresa Petit Poti, sediada em Natal (RN), atua com foco na produção e venda de alimentos saudáveis para bebês, além da orientação nutricional junto aos pais. O foco é no atendimento de crianças entre seis meses e dois anos de idade. A empresa oferece opções no menu pela internet e redes sociais e providencia a entrega -- o pico de demanda é nos fins de semana.
O diferencial está em oferecer produtos frescos que atendem a todas as necessidades nutricionais dos bebês para suas respectivas faixas etárias, diferenciando-se das papas e sopas industrializadas disponíveis nas gôndolas dos supermercados. As refeições são divididas em ciclos e podem ser consumidas com porções reduzidas de sal.
Com o sucesso das vendas, as sócias -- a nutricionista Gabriela Villa Boas, a pediatra Sonia Mesquita e a jornalista Nathalia Groner -- passaram a oferecer oficinas de capacitação para os pais. Dessa maneira, além de disseminar conhecimento, cativam um público fiel de clientes.

Frugale

Quando a fome bate durante a jornada de trabalho, a menor preocupação é com a qualidade da alimentação. Qualquer salgado ou fritura vendidos na barraca mais próxima quebram o galho. Com o hábito diário, surgem os problemas de saúde que vão desde indisposição e dores até patologias cardiovasculares. A Frugale, empresa fundada em 2013, oferece uma alternativa.
O negócio de catering in company já conquistou grandes empresas, como Vale, Cyrela e GE. A ideia é disponibilizar um ponto de vendas móvel nos corredores com opções de alimentação saudáveis para os funcionários -- evitando não só a perda de produtividade com o tempo gasto para ir comprar lanches, como também o consumo de produtos pouco saudáveis.
O cardápio vai desde snacks até sucos e refeições completas. "O funcionário não precisa mais se deslocar para ter acesso a um produto saudável ou de qualidade, ou seja, não perde tempo saindo do escritório: tanto o colaborador quanto a empresa se beneficiam", afirmou o diretor de operações da Frugale, Maurício Nogueira, ao Jornal do Brasil.

Saladenha

Quando a agência de publicidade onde Acchile Biagioli trabalhava começou a sentir a queda no faturamento por conta da crise econômica, ele precisou pensar em outras possibilidades de complementar a renda. A primeira ideia foi comercializar saladas em potes e atender via delivery, um produto até então pouco disponível no mercado.
Na cozinha da própria agência, montou os primeiros potes adquiridos com um empréstimo de R$ 200 da noiva. Seu sócio, o dono da agência, criou a identidade visual para ilustrar os rótulos; as fotografias eram postadas diretamente nas redes sociais.
As vendas chegaram a 50 unidades no primeiro mês. Um ano depois, o negócio já se expandia por meio de franquias com uma previsão de faturamento de R$ 1,5 milhão entre dezembro de 2015 e março de 2016. Atualmente, o cardápio já é mais diversificado, com ofertas de sanduíches, sucos e wraps naturais.

Do bem

Em 2009, quando a marca de sucos que hoje pertence à Ambev foi lançada como linha de produtos de um pequeno negócio, as bebidas em caixa que predominavam nas gôndolas pouco tinham de natural. A quantidade de açúcar é equivalente à encontrada em bebidas gaseificadas. Para evitar a deterioração rápida, o uso de aditivos químicos é corriqueiro. Tudo isso colabora para um preço de venda acessível às custas da saúde e do bem-estar do consumidor.
A marca do bem, criada pelo administrador Marcos Leta, identificou um nicho de mercado que ainda estava germinando. Quem prefere sucos ao invés de refrigerantes procura um benefício para a saúde e um status enquanto consumidor. A partir daí, Leta, ainda em 2007, começou a buscar conhecimento sobre como embalar e comercializar sucos em caixa no varejo sem que a deterioração natural prejudique a experiência do consumidor.
O resultado foi não apenas um produto com a qualidade prometida, mas uma estratégia de marketing que se comunicava diretamente com os consumidores-chave: jovens de renda média a alta, bem informados e cuidadosos com o corpo.
Deu certo: a marca hoje é distribuída em pontos de venda espalhados por todo o país e conquistou diversos prêmios, incluindo o de empresa de bebidas mais disruptiva do Mundo, realizado por um consórcio de companhias que inclui Facebook e Bolsa de Valores de NY (NYSE). Em abril de 2016, a do bem foi adquirida pela Ambev por um valor não revelado.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Qual o impacto da condenação de Lula por Moro nas eleições de 2018?

Qual o impacto da condenação de Lula por Moro nas eleições de 2018?

Manifestante em ato pró-Lula na avenida Paulista: Para especialistas, condenação não deve diminuir intenções de voto em Lula

A condenação de Lula pelo juiz federal Sergio Moro não deve diminuir a vantagem que o ex-presidente, hoje líder nas pesquisas de intenção de voto, tem na corrida eleitoral de 2018, segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil. Eles acreditam que os eleitores do petista são indiferentes a notícias negativas sobre ele - e citam a corrida de 2008, quando Lula se reelegeu mesmo após as denúncias do Mensalão.
Caso os desembargadores do Tribunal Federal da 4ª Região (TRF-4), que julgarão o recurso do ex-presidente, o condenem em segunda instância nos próximos meses, entretanto, Lula se tornaria inelegível e abriria espaço para candidatos menos ligados à política tradicional - como Marina Silva (Rede-AC), Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e João Doria (PSDB-SP). Em qualquer situação, dizem os analistas, o PT adotará um discurso emocional na campanha, de vitimização do ex-presidente.
"O impacto da notícia [da condenação] sobre a imagem de Lula não é forte. Ele já passou por episódios como o do mensalão e ainda assim conseguiu se eleger", diz o diretor do Instituto Datafolha, Mauro Paulino.
Para ele, mesmo que Lula fique fora da disputa do próximo ano, seu "poder de influência" continuaria forte e sua imagem seria explorada pelo partido para alavancar o candidato substituto. A força desse capital político não é a mesma que elegeu Dilma Rousseff, ele pondera, mais segue expressiva. "Lula não é carta fora do baralho", comenta.
"Quem já decidiu o voto, decidiu a despeito das denúncias. Se ele fosse inocentado, também não haveria mudança", afirma o cientista político e professor do Insper Carlos Melo. A sentença de nove anos e meio de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro divulgada na quarta-feira, ele avalia, não mancha a imagem do petista e será combustível para que o PT "dramatize" a condenação durante a campanha, "vitimizando" o ex-presidente.
A reação, ele acrescenta, seria semelhante à de qualquer outro candidato na mesma situação. "É algo parecido com o que Temer vem fazendo em relação à PGR [Procuradoria Geral da República, autora das denúncias contra o atual presidente]". 

2018 sem Lula

Em uma disputa ao Planalto sem Lula, diz Paulino, do Datafolha, candidatos menos associados à política tradicional, como Marina Silva (Rede-AC) e Jair Bolsonaro (PSC-RJ), saem na frente. Pesquisas feitas pelo instituto em junho mostram que as intenções de voto na candidata crescem de 15% para 22% nessa situação.
"Quem realmente pode ganhar com a condenação dele são os dois que vêm atacando a figura do Lula, que se posicionaram no campo oposto: Bolsonaro e Doria, supondo que concorram em 2018", acrescenta Danilo Cersosimo, diretor do instituto de pesquisas Ipsos Public Affairs, que faz o levantamento "Barômetro Político".
"Ainda que Bolsonaro e Doria tenham índice de aprovação pequeno em comparação com Lula ou outros, de acordo com nossas pesquisas, aprovação e desaprovação não necessariamente significam votos. Quem consegue converter sua aprovação em probabilidade de votos são Lula e Moro. Mas Moro não deve se candidatar."
Para Cersosimo, a condenação de Lula, mesmo que não signifique prisão imediatamente, pode reforçar o cenário "pulverizado e fragmentado" das eleições do próximo ano.
"Se Lula não concorre, o capital eleitoral dele, em tese, se distribuiria entre outros nomes mais à esquerda como Ciro, Marina, etc. Mas acho que essa pulverização das pessoas que votariam no Lula na verdade ajudará os candidatos que estiverem no polo oposto."
As pesquisas do Datafolha com um 2018 sem Lula candidato também sinalizam maior pulverização, com aumento expressivo da proporção de votos brancos e nulos. "O aumento da indecisão favoreceria candidaturas que flertam com a negação da política", ressalta Paulino.
A sentença de Moro, acrescenta Melo, do Insper, também mexe com o xadrez político à medida em que gera maior apreensão em Brasília. "Uma série de outros agentes passarão a se perguntar se a condenação abriu uma série ou se foi seletiva", destaca. Seja qual for seu desfecho, ele conclui, o episódio de quarta-feira deve aumentar a pressão da sociedade sobre o sistema político e judiciário do país.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

10 coisas que um chefe nunca deve dizer ao seu funcionário

10 coisas que um chefe nunca deve dizer ao seu funcionário

"Você não constrói um negócio. Você constrói pessoas, e elas constroem o negócio"




Em pelo menos metade dos casos em que funcionários deixam suas empresas a culpa é de um mau chefe. De acordo com um estudo da Gallup, cerca de 50% dos empregados deixaram suas companhias apenas para se afastar dos chefes. Um mau gerente pode assumir uma boa equipe e destruir sua moral, forçando os melhores funcionários a sair e os que ficam perdem a motivação. Qualquer que seja a situação, um gestor nunca deve dizer essas 10 frases.

1. "Esse lugar desmorona sem mim"

Funcionários interpretam essa frase como se eles não fossem suficientemente capazes. Dá a impressão de que a organização existe em torno do chefe. Um gestor responsável reconhece as contribuições dos funcionários e nunca demonstra superioridade.

2. "Passei a noite aqui e trabalhei durante todo o fim de semana"

Transmitir a pressão indireta de que um funcionário deveria se comprometer por mais tempo do que suas vidas pessoais permitem é um caminho garantido para a insatisfação. Estudos mostram que passar mais tempo no escritório não torna os funcionários mais produtivo, é exatamente o contrário.

3. "Não estou pedindo sugestões"

Se você usar essa frase, irá desmotivar seus funcionários a participar das discussões. Como chefe, você deveria procurar ativamente opiniões e feedback dos seus empregados. Caso contrário, você irá nutrir uma cultura que não encoraja opiniões honestas.

4. "Precisamos fazer mais com menos"

É isso o que cada empregado escuta quando você diz a frase acima: "você terá que trabalhar durante mais horas sem receber pagamento por isso". Os negócios podem ser difíceis, mas a solução não é sobrecarregar os funcionários ou criar expectativas irreais para eles.

5. "Sim, porque eu sou o chefe"

Os funcionários já sabem que você é o chefe, não precisa arrotar sua autoridade por aí. A menos que você seja militar, evite empurrar hierarquias. Um estilo autocrático não inspira os funcionários, mas os afasta. Mesmo que você tenha a palavra final, a maioria das decisões deve envolver diálogo.

6. "Se você não gosta daqui, vá trabalhar em outro lugar"

Isso é simplesmente grosseiro. Quando funcionários têm demandas legítimas, você precisa ouvi-las ao invés de responder com reprimendas. Você precisa mostrar a eles que tem sorte de tê-los na equipe.

7. "Você não pode ir para casa" ou "não me apareça aqui a menos que termine o serviço"

Ameaças e jogos de poder não são as melhores maneiras de inspirar lealdade ou boas performances nos empregados. Seus funcionários já estão estressados e, quando você diz algo assim, mostra que você não se importa com a maneira como eles estão lidando com as tarefas e as cargas de trabalho.

8. "Se você continuar assim, não terá um aumento"

Ameaçar funcionários com o corte de aumentos e bônus como forma de obrigá-los a fazer o que você quer não é sustentável. Pode ser que eles façam o que você pede, mas eventualmente eles se tornarão desmotivados e desinteressados em fazer mais do que o mínimo para obter os benefícios. Isso se eles não se demitirem antes.

9. "Você precisa saber onde estão suas prioridades"

Você não deveria fazer um funcionários se sentir como se estivesse fazendo algo errado de forma pouco específica. Não faça um escândalo e deixe-os no limbo. Seja específico sobre o que você está insinuando.

10. "Questões pessoais não devem ser trazidas para o trabalho"

Somos seres humanos e sim, carregamos nossas questões pessoais conosco. Tente ser mais sensível quando um funcionário estiver lidando com uma situação pessoal difícil. Não precisa ser tão profissional ao ponto de se tornar desatento às experiências dos funcionários. Mostre que você se importa.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Não existe pergunta ridícula...

Não existe pergunta ridícula...

Tentem imaginar como seriam as nossas vidas se certas perguntas surpreendentes nunca tivessem sido feitas. Aquele tipo de pergunta ingênua que as crianças não têm medo de fazer.

Veja esses exemplos:

Bill Bowerman (inventor dos calçados da NIKE): “O que acontecerá se eu despejar borracha numa forma de bolo?”

Fred Smith (fundador da Federal Express): “Por que não pode haver um serviço postal de entrega rápida e confiável?”

Massaru Ibuka (presidente honorário da SONY): “Por que não removemos a função gravação e o alto-falante, colocando fones de ouvido no gravador?” (Resultado: o walkman)

Muitas dessas perguntas pareceram absurdas a princípio. As outras fábricas de calçados acharam a ideia de Bowerman ridícula. Massaru suportou comentários como: “Um gravador sem alto-falantes... Você ficou louco?”

A palavra inglesa question (pergunta) deriva do latin quaerere (procurar), sendo da mesma raiz de quest (procura). Uma vida criativa é uma procura constante, e boas perguntas são guias utilíssimos.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Um time campeão...

Um time campeão...

Com 12 apóstolos, Jesus criou a maior, a mais longa, a mais rica, a mais popular organização do mundo. Suas escolhas foram feitas a partir da diversidade de talentos, temperamento e experiência, porque Jesus sabia que pessoas heterogêneas tornam uma equipe bem mais forte. 

Veja o perfil de alguns dos discípulos que assessoraram Jesus:

ANDRÉ: Empresário. Era sócio no negócio de secagem de peixes.

MATEUS: Era um bom homem de negócios. Adaptava-se bem a qualquer meio social e havia sido dotado com a capacidade de fazer amigos e de se dar muito bem com uma grande variedade de pessoas. Era um eficaz homem de propaganda e angariador de recursos financeiros.

TOMÉ: Era cético, mas leal e um líder da aldeia onde vivia. Apesar da pouca instrução, possuía uma mente perspicaz e de bom raciocínio. Possuidor da única mente de fato analítica dos doze, Tomé era realmente o cientista do grupo.

PEDRO: Tinha sido mercador. Ele era um organizador muito eficiente das diversões e das atividades de recreação dos doze. Enfim, sua função era a de motivador do grupo. 

Jesus não possuía um departamento de marketing, logística, vendas, nem de RH, mas era possuidor de uma visão estratégica fantástica. Ele poderia ter recrutado alguns dos maiores conhecedores das leis de Deus, mas Sua visão não sairia das paredes da sinagoga. É verdade que um dos doze o traiu, mas quem de nós teria a capacidade de acertar nas escolhas, nas decisões onze vezes em cada doze?

* Palestrante Professor Menegatti

terça-feira, 13 de junho de 2017

O que é mais importante?

O que é mais importante?

Se você quer saber alguma coisa sobre o caráter de alguém, veja como essa pessoa lida com o dinheiro. O industrial Henry Ford declarou certa vez: "o dinheiro não muda os homens, apenas o desmascara". Se um homem é naturalmente egoísta, arrogante ou ganancioso, o dinheiro o revela, nada mais. 

As pessoas geralmente se dão mal quando fazem da acumulação de riquezas uma prioridade maior do que é efetivamente. Nós temos que usar o dinheiro como uma ferramenta. No entanto, essa é uma ferramenta afiada, e se não for manuseada de maneira adequada, pode machucar e muito.

Em minhas viagens pelo Brasil, tenho encontrado muitos executivos que estão com sua vida pessoal despedaçada e seus lares destruídos. Eles costumam dizer: “Eu não entendo minha mulher, meus filhos. Eles têm tudo o que querem!” O que esses executivos não conseguem entender é que o dinheiro pode comprar qualquer coisa, menos o amor, o companheirismo, a integridade, o respeito.

Uma vez li sobre a lista impressionante de títulos e posições que o pai, George Bush conquistou: congressista, embaixador, chefe de relações junto ao governo da China, diretor da CIA, vice-presidente e finalmente presidente dos Estados Unidos. Mas, quando sua vida pública chegou ao fim, ele disse que ainda mantinha seus três títulos mais importantes: marido, pai e avô.

Por: Prof Menegatti http://palestrante.srv.br/ 

Vai sair de linha em 2019

Vai sair de linha!  Confira quais carros serão retirados do mercado em 2019 Listamos sete automóveis que deverão sair do mercado ou ganha...