quinta-feira, 16 de maio de 2013

Itaú Unibanco avança em cartões ao comprar Credicard

Itaú Unibanco avança em cartões ao comprar Credicard por R$ 2,77 bilhões

O negócio não inclui os cartões American Airlines, Credicard Platinum (exceto Credicard Exclusive) e as marcas Citi, Diners, nem os cartões corporate

 
 
O Itaú Unibanco anunciou nesta terça-feira a compra da Credicard por 2,767 bilhões de reais em dinheiro, elevando as apostas do grupo no setor de cartões.

A operação, da qual a marca Credicard faz parte, envolve a compra do Banco Citicard, com uma carteira de crédito de 7,3 bilhões de reais ao fim de 2012 e com uma base de 4,8 milhões de cartões de crédito, além de 96 lojas da Credicard Financiamentos, compondo ativos totais de 8 bilhões de reais.

O negócio não inclui os cartões American Airlines, Credicard Platinum (exceto Credicard Exclusive) e as marcas Citi, Diners, nem os cartões corporate. Os resultados realizados pelo grupo em 2013 já serão contados como parte do Itaú Unibanco.

"É uma aquisição que confirma e reforça nosso crescimento em mercados estratégicos", disse o presidente-executivo do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, em comunicado. "As oportunidades de crescimento no país passam pela bancarização e o cartão de crédito é um dos principais instrumentos para este fim".

Apesar de se apresentar como líder, o banco não informa qual sua participação do mercado que, segundo a Abecs, entidade que representa as indústria de cartões, movimentou 724,3 bilhões de reais em 2012, uma expansão anual de 17,9 por cento. Para este ano, a expectativa da Abecs é que o setor movimente 847 bilhões de reais, crescimento de 16,9 por cento.

Já o Citi, que vem se desfazendo de ativos em várias partes do mundo como parte do processo de reestruturação por que passa desde a crise financeira nos Estados Unidos, em 2008, viu a transação como meio de se concentrar em atividades mais estratégicas no país. Em dezembro, o banco anunciara o fechamento de 14 de suas 198 agências no país.

"Estamos encontrando formas de otimizar nossos negócios e de focar em segmentos específicos nos mercados emergentes, em linha com a nossa estratégia global" disse o presidente-executivo do Citi América Latina, Francisco Aristeguieta.

O Citi informou que deve ter um ganho de 300 milhões de dólares com a venda, após impostos.

Empresa japonesa de brinquedos chega ao Brasil

Empresa japonesa de brinquedos chega ao Brasil com investimento de R$ 10 milhões

Com a filial no Brasil, o grupo Epoch pretende tonar a distribuição da Sylvanian Families exclusiva

 
 
O grupo japonês Epoch, que fabrica e distribui brinquedos, está abrindo filial no Brasil para comercializar diretamente a marca Sylvanian Families nas lojas e redes do país a partir do segundo semestre de 2013. O grupo que faturou US$ 250 milhões em 2011, já possui outras seis filiais localizadas na França, Inglaterra, Estados Unidos, Rússia, China e Cingapura.
A linha Sylvanian Families está no Brasil há dois anos sendo comercializada por outros distribuidores. Com a filial brasileira, esta comercialização se torna exclusiva. Desenvolvida no Japão em 1985 com o objetivo de unir diversão com todo o estímulo lúdico, a marca é indicada para crianças de 3 a 8 anos.

O grupo Epoch pretende expandir a distribuição da Sylvanian Families por todo o mundo e se tornar uma companhia global. Para focar seus investimentos, o grupo realizou pesquisas de mercado e diante do favorável cenário brasileiro, que ocupa a 7ª posição na economia mundial, escolheu o país para potencializar seus negócios. “Nos próximos três anos, investiremos R$ 10 milhões na nova filial e pretendemos crescer 50% anualmente”, estima Michihiro Maeda, presidente do grupo. A empresa possui outras linhas de jogos eletrônicos, jogos cartonados e acessórios para meninas, projetadas para chegar ao mercado brasileiro posteriormente.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Taiwan e as ilhas de excelência brasileiras

Taiwan e as ilhas de excelência brasileiras: exemplos de uma cultura a ser cultivada

Design é adaptação criativa às restrições. Por que não procurar caminhos através do design thinking?

 
 
A pirâmide amarela faiscante era completamente irresistível. Linda. A enorme pilha estava descarregada no porto de Monte Dourado, a principal cidade do Projeto Jarí. Fascinado pelo grito da cor na selva do Pará, desci a rampa que me levaria a uma bela foto. Então, o vento mudou!
O odor do enxofre foi um radical nocaute nos sentidos. Em décimos de segundo, meus olhos se encheram de lágrimas e o pulmão, as pernas e a mente paralisaram. Dentro do cérebro, um alerta de sobrevivência me fez voltar e rastejar lentamente ladeira acima. Foi a experiência mais aterrorizante da minha vida, até então.

Não é à toa que o enxofre é relacionado com o inferno. Os mineiros de enxofre catam o elemento puro com as mãos livres até hoje. Mas, como eles aguentam o intenso cheiro de coisa podre? Seus cérebros se adaptaram à necessidade. O nariz adormecido bloqueia o odor infernal. A biologia sempre nos adaptou às restrições.

Thomas Friedman escreveu sobre sua admiração por Taiwan. A ilha é "uma rocha nua em um mar repleto de tufões sem recursos naturais que lhe permitam sobreviver. Ela precisa importar até areia e cascalho da China para construção, mas tem a quarta maior reserva financeira do mundo. Porque em vez de escavar a terra, Taiwan cultiva seus 23 milhões de habitantes, seu talento, energia e inteligência."

Nós, brasileiros, temos também nossas ilhas extraordinárias. O Ciep Glauber Rocha, vizinho "a um reduto do tráfico, onde as taxas de homicídio superam em vinte vezes a média da Zona Sul" do Rio conquistou 8,5 no Ideb, o lugar mais alto do ranking do Rio de Janeiro e em segundo lugar no Brasil. Esse exemplo de superação tem uma responsável, Ioliris Paes Alves, na administração da escola há 17 anos, engajando os pais dos alunos, cultivando a leitura, organizando o currículo e incentivando os professores.

Outra ilha de excelência é a pequena Paulista, uma cidade do alto sertão da Paraíba, onde não chovia desde outubro de 2011. Lá, no interior semi-árido, a maestrina é a professora Jonilda Alves Ferreira. Sua pequena turma de alunos conquistou na Olimpíada de Matemática de 2012 incríveis 22 prêmios. Onde Jonilda achou tantos talentos? O número de habitantes de Paulista é 3,5 menor do que a capacidade do menor estádio da Copa do Mundo de 2014, em Curitiba. Pois nessa concentração de restrições, Jonilda consegue ser uma fonte de energia que transborda a sua sala de aula e invade a sua apertada sala de estar, onde dá aulas de reforço grátis para quem quiser.

Por último, a Associação Di Thiene, em São Caetano do Sul, onde Marcos Goto treina o campeão olímpico de ginástica Arthur Zanetti. O abafado ginásio com goteiras não oferece equipamentos adequados e suficientes. Os poucos que existem estão avariados. Foi lá, nessa ilha de restrições, que o atleta se preparou sem patrocinador e sem qualquer apoio da Confederação Brasileira de Ginástica. A medalha de ouro olímpica deve ter um brilho especial para ambos.

"Mentes criativas são conhecidas por resistirem a todo tipo de maus tratos" (Anna Freud)

A diferença fundamental é que as nossas ilhas foram inseminadas pelo talento de poucos dedicados. A oriental Taiwan é o resultado de uma cultura que não depende de abnegados isolados, mas de um permanente processo coletivo.

A Inglaterra de Tony Blair gerou um movimento chamado "Cool Britannia", um movimento de re-posicionamento estratégico do Reino Unido no cenário global. Com início em meados da década de 90, essa re-orientação das indústrias criativas produziu uma nova geração de empreendedores.

Pela pobre herança dos políticos brasileiros, não devemos esperar que o governo assuma um papel semelhante. Pelo conservadorismo do nosso empresariado, não seria prudente esperar que as tradicionais empresas invistam na indústria criativa como solução para o impasse econômico.

Os brasileiros e os sul-americanos deveriam assumir coletivamente as imensas restrições do continente para gerar uma cultura permanente de inovação reversa, que Vijay Govindarajan tanto defende. Somos capazes disso. Afinal, os brasileiros recriaram gloriosamente o Carnaval, uma experiência coletiva que falava grego antes de Cristo. Agora, temos a web para reverberar a nossa voz criativa.

Design é a capacidade de tornar tangível uma intenção de transformação.

Vamos então empreender uma fraterna colaboração. Se precisarmos de uma ferramenta para facilitar a criatividade grupal, experimentem o design thinking e vamos ser felizes juntos. O design thinking é uma metodologia desenvolvida para resolver problemas complexos de forma empática, interdisciplinar, colaborativa e centrada na diversidade humana. A sua prática abre a cabeça, incentiva os sentidos, enfrenta os limites e foca na solução dos problemas.

O Brasil "deitado eternamente em berço esplêndido" quer levantar e clama por uma nova geração de inovadores. Vamos inventar um novo futuro que supere as restrições com ousadia, criatividade, irreverência e descontração.

Por Rique Nitzsche

Ingressos como benefícios

Funcionários de empresas gostariam de ter ingressos para futebol e cinema como benefícios, diz pesquisa

O levantamento foi realizado com 384 pessoas em 2013 e elaborou um ranking com as dez atividades que os profissionais mais gostariam ter como benefício

 
 
 
Uma pesquisa encomendada pelo Benefits Club, realizada pelo Instituto Hibou, apontou que 18% dos paulistanos que atuam em empresas na região da Vila Olímpia, em São Paulo, gostariam de receber ingressos para jogos de futebol como benefício no emprego. Em segundo lugar, aparecem ingressos de cinema com 15% da preferência.

O levantamento foi realizado com 384 pessoas em 2013 e elaborou um ranking com as dez atividades que os profissionais mais gostariam ter como benefício. Aparecem na lista ainda o teatro com 14% e academia com 6%.

A diretora da Benefits Club e consultora de Recursos Humanos, Maria Beatriz Borges explica que o conceito de benefício aos funcionários hoje deve ser elástico e incluir atividades culturais. “O ideal é que esse pacote de serviços oferecidos permita também uma interação com pessoas de interesses e áreas comuns”, afirmou.

Veja a lista dos 10 benefícios preferidos do profissional paulista:

1) Futebol
2) Cinema
3) Teatro
4) Academia
5) Caminhada
6) Corrida
7) Museus
8) Shows
9) Bares
10) Ciclismo

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Esse é o futuro que o Google Glass quer criar


Esse é o futuro que o Google Glass quer criar

Confira um vídeo de como o Google Glass poderia fazer parte do cotidiano


Você acorda e a primeira coisa que vê são ícones de redes sociais à sua frente. Enquanto toma café, começa a agendar os compromissos do dia e checa as condições climáticas antes de sair de casa. Ao chegar na estação de trem, o Google avisa que as linhas estão congestionadas; então você pede ao Glass que trace um trajeto a pé até o local de destino.
É assim que o Google imagina o seu cotidiano com o Glass. O aparelho sequer foi lançado comercialmente, mas já despertou várias críticas (e piadas) em relação à sua usabilidade - misturando comandos por movimentos da cabeça e por voz. O Saturday Night Live, programa norte-americano de humor, fez uma paródia sobre o uso do gadget. Veja abaixo:

Mas o que o Google mostra é uma realidade bem mais interessante - e um pouco assustadora. Afinal, como seria se as metrópoles se infestarem de pessoas utilizando esses óculos? Veja o vídeo e deixe sua opinião nos comentários.

As 10 práticas de gestão de um líder transformado


As 10 práticas de gestão de um líder transformador

O foco da liderança deve estar na criação de experiências e inovações funcionais, úteis e significativas



Líderes eficazes estão criando organizações inteligentes que utilizam seu conhecimento para criar vantagem competitiva sustentável. Eles sabem que o sucesso de uma organização inteligente depende da construção e da rapidez de aplicação do conhecimento, impactando e criando desejo de compra nos clientes enquanto traz engajamento e desempenho para sua equipe.
O foco da liderança deve estar na criação de experiências e inovações funcionais, úteis e significativas. Funcionais no sentido de facilitar a vida dos funcionários, para que possam focar na perfeita realização de seu trabalho, úteis no sentido de servirem a um real propósito e significativas no sentido de terem impacto relevante, a chave para o verdadeiro engajamento.
Quando o líder sabe o que realmente quer dizer e manifesta uma rota clara à luz dessa sabedoria, os relacionamentos e feedbacks melhoram, a ação fica mais eficaz e ajustada à estratégia. Pode-se dizer que ele alcança o Desempenho de Alta Performance. Esses resultados consistentes de liderança não provêm de estilos ou da sua personalidade, mas de práticas muito bem desenhadas e aplicadas por essas pessoas que estão à frente.
Para ser bem-sucedida nessas práticas, a organização precisa de líderes muito bem capacitados a responder três fundamentais perguntas:
Que conhecimentos a organização precisa adquirir para se tornar constantemente competitiva?
Que conhecimentos eu, como líder, preciso apresentar para conseguir criar, transferir e incorporar as competências essenciais da empresa?
Que conhecimentos cada um de minha equipe precisa para atuar no mais alto grau de excelência, a fim de cumprir com maestria a execução exemplar da estratégia?
Para garantir a aplicação e a performance do conhecimento estratégico, os líderes utilizam três áreas de Atuação: Traduzir o caminho estratégico, Incorporar Valores e Capacitar Talentos.
A partir destas três áreas, foram detectadas as dez práticas de gestão
fundamentais para o gerenciamento exemplar do líder. Elas foram destacadas por dois relevantes critérios: as principais necessidades da equipe quanto à atuação do líder e a eficácia de atuação do mesmo em relação aos principais problemas de performance.
As 10 práticas de gestão mais impactantes para um Líder de Alta Performance são:
1 - Definir a promessa estratégica (Objetivo, Indicador, Meta, Prazo e Orçamento).
2 - Comunicar, esclarecer e engajar a equipe para conhecer o Norte e realizar os objetivos estratégicos.
3 - Definir valores, expectativas de performance, regras, critérios e procedimentos específicos.
4 - Eliminar ambiguidades de decisão e de prioridades.
5 - Envolver-se e demonstrar maior engajamento em seu papel de líder e representante da empresa, administrando conflitos e criando coerência estratégica.
6 - Conseguir promover o senso de equipe, gerenciando o desenvolvimento da mesma de forma singular e justa.
7 - Quando a equipe está sobrecarregada, transmitir compreensão, apoio, confirmação e reconhecimento.
8 - Proporcionar instrução, feedback e apoio para melhorar o desempenho de novos procedimentos e tarefas.
9 - Construir espaços de conversação e compartilhamento de informações e conhecimento, a fim de propor idéias, melhorias e resoluções de problemas.
10 - Verificar constantemente o curso de ação dos processos e atividades estratégicas.
Eduardo Carmello é consultor, diretor da Entheusiasmos e um dos cinco mais requisitados palestrantes sobre gestão de pessoas segundo o Top of Mind  de RH.

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