segunda-feira, 30 de julho de 2012

TJ gaúcho divulga salários de servidores e magistrados

TJ gaúcho divulga salários de servidores e magistrados mas mantém nomes em sigilo


A remuneração bruta mais alta do tribunal pertence a um desembargador e equivale a R$ 40.601,56


Juliana Bublitz

O Tribunal de Justiça do Estado divulgou em sua página na internet a lista com os cargos e salários de seus servidores e magistrados. Embora o material apresente em detalhes vantagens, indenizações e abonos, os nomes de seus detentores foram mantidos em sigilo.

A decisão contraria a resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que determinou a publicação completa dos dados, incluindo identificações.
O salário mais alto do TJ pertence a um desembargador e equivale a R$ 40.601,56. O valor inclui subsídio de R$ 24.117,62, vantagens pessoais de R$ 2.652,93 e eventuais de R$ 13.795,48, além de indenizações de R$ 35,53. Ao final, o líquido fica na casa dos R$ 31.797,88.

Diante da omissão dos nomes, o CNJ informou que pretende pedir explicações de todos os tribunais que se mostrarem resistentes à exigência.

Por meio da assessoria de imprensa, o TJ gaúcho declarou não ter apresentado a relação nominal dos salários "por haver vedação expressa pela Lei Estadual nº 13.507/2012". Ainda segundo a assessoria, o tribunal já teria avisado o CNJ a respeito das mudanças efetuadas e do motivo pelo qual os nomes não foram disponibilizados.

Obras da Copa do Mundo na Capital sairão 65% mais caras do que o estimado

Obras da Copa do Mundo na Capital sairão 65% mais caras do que o estimado


Oito projetos de mobilidade têm final previsto para maio de 2014, um mês antes do primeiro jogo


 
Obras da Copa do Mundo na Capital sairão 65% mais caras do que o estimado PMPA/Divulgação/
Avenida Beira-Rio está sendo duplicada para a Copa Foto: PMPA/Divulgação


Oito dos 10 projetos de mobilidade urbana para a Copa 2014 em Porto Alegre tiveram reajustes nos valores. Estimadas, há dois anos, em R$ 515,7 milhões, as obras da Capital, hoje, têm custo 65% maior – R$ 851,5 milhões. Além disso, devem ficar prontas apenas um mês antes do início do Mundial.

As informações foram publicadas nesta segunda-feira no Diário Oficial da União pelo governo federal, que atualizou a Matriz de Responsabilidades para a Copa – documento que define as obras para o Mundial em todo o país, firmado em 2010 entre a União, os Estados e os municípios que receberão jogos. A atualização traz modificações em 16 projetos no país – a metade, em Porto Alegre –, sendo que 13 delas foram provocadas por acréscimos acima de 25% sobre o estimado inicialmente.

Em Porto Alegre a diferença no valor será bancada pelo município. Porém, a cidade vai usar uma linha de financiamento criada pelo governo federal na Caixa para bancar essa contrapartida. Os maiores acréscimos em relação ao projeto original foram a duplicação da Voluntários da Pátria (217%) e o prolongamento da Severo Dullius (246%). As duas obras ainda aguardam início.

O secretário de Gestão e da Copa 2014 da Capital, Urbano Schmitt, explica que os valores maiores se devem à readequação dos projetos, que agora seriam mais completos do que os idealizados quando a lista de obras foi feita, em 2010. Também houve mudanças conceituais. No caso da Voluntários, inicialmente se pensou apenas na mudança do pavimento. Depois, a área técnica do município decidiu pela renovação completa da rede de esgotos, de iluminação e urbanismo, além de deparar-se com dificuldades adicionais na via, que tem prédios históricos. Isso tudo, segundo Schmitt, justifica o valor mais de três vezes maior do que o estimado há dois anos.

– Quando soubemos que haveria crédito a juros baixos, decidimos fazer projetos mais completos para que o legado à população fosse melhor – explica.

Outro ponto que chama a atenção no documento publicado pelo governo federal é o prazo de conclusão das obras: as oito portoalegrenses listadas estão previstas para serem finalizadas em maio de 2014. Praticamente junto com o início da Copa, que tem abertura marcada para o dia 12 de junho e o primeiro jogo no Estádio Beira-Rio, para o dia 15. Segundo Schmitt, as mais próximas do estádio, como a duplicação da Edvaldo Pereira Paiva, ficarão prontas antes disso.

Confira os oito projetos com valor maior do que o estimado em 2010:

- Cinco obras em cruzamentos da Terceira Perimetral: de R$ 120,4 milhões para R$ 194,1 milhões, aumento de 61,21%

- Duplicação da Avenida Beira-Rio e corredor Padre Cacique: de R$ 78,2 milhões para R$ 119,2 milhões, aumento de 52,43%

- BRT Protásio Alves: de R$ 53 milhões para R$ 77,9 milhões, aumento de 46,98%

- Duplicação Voluntários da Pátria: de R$ 30 milhões para R$ 95 milhões, aumento de 216,67%

- Prolongamento Severo Dullius: de R$ 24 milhões para R$ 83 milhões, aumento de 245,83%

- Viaduto e parada de ônibus próximo à Rodoviária: de R$ 21 milhões para R$ 31,5 milhões, aumento de 50%

- BRT Bento Gonçalves: de R$ 23 milhões para R$ 52,7 milhões, aumento de 129,13%

- BRT João Pessoa*: de R$ 32,5 milhões para R$ 64,5 milhões, aumento de 98,46%
*o BRT da João Pessoa substituiu o previsto originalmente, na Assis Brasil, que deve receber o metrô.

Governo quer investimento privado em infraestrutura

Governo quer investimento privado em infraestrutura

Estímulo ao investimento privado e cortes de impostos mais generalizados estão na base das medidas esperadas para agosto


Como o estímulo ao crédito e ao consumo se mostrou insuficiente para uma reação consistente do Produto Interno Bruto (PIB), o governo federal vai mudar de estratégia.

Com uma nova política de concessões, tentará reaquecer a economia via investimentos privados em infraestrutura, ao mesmo tempo removendo gargalos que atrasam o desenvolvimento.

As medidas, que incluem ainda corte de impostos, devem ser apresentadas na terça-feira da próxima semana, 7 de agosto, em Brasília. Nos bastidores, o novo pacote que engloba portos, aeroportos, rodovias e ferrovias é chamado de PAC da Infraestrutura ou das Concessões.

— O governo está analisando o problema de infraestrutura e avaliando o que pode administrar por conta própria e o que não tem como gerenciar para partir para privatização ou Parcerias Público-Privadas (PPPs) com objetivo de acelerar a economia. O governo não pode fazer tudo sozinho. Isso pode significar uma melhor infraestrutura, que hoje é um grande problema e fator de perda de competitividade — avalia o industrial gaúcho José Antonio Fernandes Martins, que já ajudou o governo federal a moldar medidas de socorro às indústrias.

As ferrovias terão destaque no pacote, com o reconhecimento de que a estatal federal Valec, também envolvida em denúncias de superfaturamento, não tem condições de ampliar a malha sozinha. Segundo Rodrigo Vilaça, diretor executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), o setor espera o anúncio de um modelo que dê condições de a iniciativa privada participar da construção de novas estradas de ferro, enquanto o governo se concentra na regulação. Entre os projetos que interessam o capital privado, está o prolongamento da ferrovia Norte-Sul que corta o Estado e chega ao Porto de Rio Grande, afirma Vilaça.

— Não tenho dúvidas de que haverá interesse das empresas. E poderá atrair também investidores internacionais — entende.

Para Vilaça, a renovação das atuais concessões de ferrovias também poderia ser trocada por mais investimentos na malha existente.

No caso dos aeroportos, no início do ano o governo repassou, por meio de leilão, o controle dos terminais de Brasília, Guarulhos (SP) e Campinas (SP) a consórcios privados. Os próximos poderiam ser Confins, em Minas Gerais, e Galeão, no Rio. Ligada à Presidência da República, a Secretaria de Aviação Civil (SAC) informa apenas que o assunto ainda é discutido no governo e não há definição. Semana passada, ainda em Londres, a presidente Dilma Rousseff afirmou que parte das medidas deve ser conhecida apenas em setembro.

Na área de portos, a expectativa é por medidas que destravem projetos privados. O presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Willen Mantelli, diz vigorar hoje uma confusão legislativa de decretos, resoluções e portarias que se sobrepõem à Lei dos Portos e geram insegurança nos investidores. Ao mesmo tempo, afirma, não há clareza sobre as atribuições da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antac), Secretaria Especial dos Portos e Tribunal de Contas da União (TCU).

— Existem R$ 11 bilhões em investimentos represados de associados da ABTP. Esperamos que a presidente remova esse entulho legislativo — adianta Mantelli.

O que vem pela frente
As ações cogitadas para o novo conjunto de medidas:
- Nova política de concessões para estimular o investimento privado em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos
- Simplificação da cobrança do PIS-Cofins com a unificação dos impostos
- Extensão do alívio de impostos (desoneração) sobre a folha de pagamento para vários setores
- Redução de pelo menos 10% da conta de energia, para todos os tipos de consumidores, por meio da retirada de encargos setoriais e renovação das concessões
- Possibilidade de reduzir também o PIS-Cofins para a energia elétrica
- Redução de ICMS na tarifa de energia para as indústrias, por meio de acordo com os governos estaduais que passa pela renegociação das dívidas dos Estados
- Avanço de ao menos uma das reformas estruturais — tributária, trabalhista, previdenciária — cobradas do governo

O que já foi feito
As principais iniciativas já adotadas para tentar reativar a economia:
— Redução de IPI para automóveis, eletrodomésticos da linha branca (como fogões e geladeiras), móveis e material de construção
— R$ 8,43 bilhões em compras governamentais em máquinas e equipamentos para as áreas de saúde, educação, defesa e agricultura
— Redução forçada dos juros para consumo e aquisição da casa própria por meio dos bancos oficiais
— Corte da Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP) de 6% para 5,5%, reduzindo os custos dos empréstimos do BNDES
— Redução da Selic ao menor patamar da série histórica: 8% ao ano
— Barreiras a importações de produtos como calçados e automóveis
— Aporte adicional de R$ 45 bilhões no BNDES para ampliar a concessão de financiamento
— Desoneração da folha de pagamento de 14 setores

5 jeitos inteligentes de usar sua poupança

5 jeitos inteligentes de usar sua poupança

Mesmo que busca maior rentabilidade pode usar a poupança como instrumento de redução de custos dos investimentos e educação financeira

 
SXC
Cofre de porquinho
A poupança é um instrumento para organizar seu fluxo financeiro e seus investimentos

São Paulo – A rentabilidade mais baixa não fez a caderneta de poupança deixar de ser a aplicação preferida do brasileiro. No primeiro semestre, a captação de 12,5 bilhões de reais foi 33% maior que o valor captado pela poupança em todo o ano passado. Para quem quer preservar o patrimônio da inflação com algum ganho real ou até mesmo enriquecer, será certamente necessário buscar outros tipos de investimentos. Mas isso não significa que a poupança deva ser demonizada e a sua conta encerrada. Mesmo para quem busca maiores rendimentos, a caderneta pode ser bem útil em algumas situações.

1. Para objetivos de curto prazo
Com a Selic a 8% ao ano, a caderneta de poupança é definitivamente a aplicação conservadora mais vantajosa para qualquer objetivo em um horizonte de seis meses, ganhando do Tesouro Direto, dos CDBs de grandes bancos e dos fundos DI disponíveis à pessoa física – mesmo aqueles com taxas de administração baixas. Uma rentabilidade ligeiramente maior que a poupança pode ser encontrada em CDBs pós-fixados de bancos médios que rendam 100% do CDI com liquidez diária.
Ou seja, se você está juntando dinheiro para comprar um tablet ou fazer uma viagem curta, a poupança será seu melhor instrumento. Até para um horizonte de 12 meses a poupança é vantajosa pela sua praticidade. Outras aplicações igualmente seguras e líquidas terão uma rentabilidade apenas levemente maior nesse prazo, em função da cobrança de IR sobre os rendimentos, da qual a poupança está isenta. Assim, até para planejar suas férias no fim do ano a caderneta será uma boa opção.

2. Para juntar dinheiro para investimentos mais caros
Para quem deseja buscar mais rentabilidade em outros tipos de investimento, mas tem pouca capacidade de poupança mensal, a caderneta é um excelente instrumento para literalmente juntar dinheiro. Isso porque, para algumas aplicações, quanto mais dinheiro você puder investir de uma só vez, menores serão os seus custos. É o caso do investimento direto em ações, dos fundos de investimento de todo tipo, dos CDBs de grandes bancos e dos fundos imobiliários.
No primeiro caso, os lotes-padrão de ações ou de cotas de ETF (fundos atrelados a índices e com cotas negociadas em Bolsa) muitas vezes demandam o investimento de alguns milhares de reais. Existe hoje a possibilidade de comprar lotes fracionários, mas para André Massaro, especialista em finanças pessoais da consultoria MoneyFit, isso não é recomendável.
“O mercado fracionário tem menos liquidez, o que faz com que os preços dos papéis oscilem mais do que no mercado de lotes-padrão. Fora o custo. Enquanto algumas corretoras oferecem taxas de corretagem mais baixas para esse mercado, outras cobram um valor fixo, o que impacta negativamente na rentabilidade”, diz Massaro.

3. Para a educação financeira dos filhos
De acordo com a educadora financeira Cássia D’Aquino, a caderneta de poupança deve ser o primeiro investimento de toda criança. Por ser um produto de fácil entendimento, ela pode ser apresentada aos pequenos já a partir dos dez anos de idade. Mas a poupança aberta em nome da criança para que ela mesma faça as movimentações deve ser diferente do investimento que os pais fazem para o futuro dos filhos.
“Eu recomendo aos pais que abram uma caderneta de poupança para que os filhos invistam as sobras da mesada e do dinheiro que recebem de presente para já aprender a poupar para alcançar seus objetivos de curto prazo. Os pais podem visitar o banco com a criança periodicamente e apresentá-la ao gerente, para que ela entenda desde cedo como as coisas funcionam”, aconselha Cássia.

4. Para o seu “colchão” de emergência
É recomendável que todo mundo, seja abastado ou dono de ganhos modestos, tenha uma reserva de emergência de alta liquidez suficiente para bancar suas despesas por um período de três meses a um ano e meio, dependendo do quão confortável a pessoa quiser se sentir. Esse fundo servirá para gastos em caso de desemprego ou qualquer eventualidade na família, como um problema de saúde grave.
O chamado “colchão” financeiro deve estar em alguma aplicação segura e altamente líquida. É claro que a poupança não é a única. Os títulos do Tesouro mais conservadores (as Letras Financeiras do Tesouro – LFT), os fundos DI e os CDBs também podem ser utilizados com essa finalidade. No caso dos títulos públicos, porém, o investidor deve manter em mente que só é possível vendê-los às quartas-feiras, o que pode atrapalhar um pouco o planejamento. De qualquer forma, o objetivo dessa reserva não é render, mas garantir a capacidade de sustento do investidor caso o pior aconteça.

5. Para os desorganizados começarem a poupar
Finalmente, a caderneta de poupança é o instrumento ideal para as pessoas menos organizadas começarem a pôr suas finanças em ordem. A boa e velha poupança é o instrumento ideal para aprender a poupar para fazer compras mais caras à vista ou mesmo juntar o primeiro pé de meia para investir em produtos mais sofisticados.
Após quitadas eventuais dívidas e feito o planejamento financeiro, deve-se começar a separar até 10% da renda mensal para destinar à poupança. Pode-se começar com apenas 1% e ir aumentando a quantia de ponto percentual em ponto percentual até atingir os 10% recomendados para quem está começando. O dinheiro deve ser o primeiro a sair da conta todo mês, e não as sobras. Se a sua conta poupança for atrelada à sua conta corrente, pode ser possível programar uma reserva mensal automática diretamente no caixa eletrônico, para não esquecer.

Apple e Samsung em histórica disputa judicial por smartphone

Apple e Samsung em histórica disputa judicial por smartphone

O grupo norte-americano pede US$ 2,5 bi e acusa o competidor sul-coreano de copiar seus desenhos e outras patentes. Já a Samsung acusa a Apple de violar algumas de suas patentes

 
©AFP / laurent fievet
Smartphone da Samsung
A Samsung é líder no setor, com 32,6% do mercado de telefones multifuncionais, com 50,2 milhões de aparelhos vendidos no segundo trimestre

San Francisco - Os dois líderes mundiais de smartphones, Apple e Samsung, se enfrentarão a partir de segunda-feira em um tribunal federal em San José (Califórnia, sudeste), no que deve ser um dos maiores processos por patentes da história dos Estados Unidos.

O grupo norte-americano pede mais de 2,5 bilhões de dólares e acusa a seu competidor sul-coreano de copiar seus desenhos e outras patentes. Já a Samsung acusa o norte-americano de violar algumas de suas patentes.

O processo tem o objetivo de resolver estas acusações cruzadas.

Os grupos monopolizam 49,5% do mercado mundial de telefones multifuncionais e também possuem disputas judiciais em vários países europeus e na Austrália.

Nos Estados Unidos, a Samsung está na defensiva. A juíza Lucy Koh, encarregada do caso, já suspendeu a venda do tablet Galaxy de 10 polegadas da Samsung, e do telefone Galaxy Nexus, concebido com a Google.

Na semana passada ficou estabelecido que a Samsung não teve o cuidado de preservar algumas provas ao destruir mensagens após o início das disputas.

"Nunca é um bom sinal quando o juiz observa que (a parte) não comunicou ou mesmo destruiu provas", disse o advogado Polk Wagner, professor especializado em direito de patentes na Universidade da Pensilvânia (leste).

Segundo Wagner, trata-se do maior processo por patentes desde o choque entre os gigantes da fotografia Kodak e Polaroid nos anos 80.

A lição australiana sobre gastar e poupar

A lição australiana sobre gastar e poupar

A Austrália economiza em tempos de bonança, gasta em épocas de crise e, assim, está há 20 anos sem saber o que é uma recessão

Ian Waldie/Getty Images
Vista aérea do Opera House de Sydney com ponte ao fundo, Austrália
Sydney: assim como o Brasil, a Austrália possui uma das maiores reservas de recursos naturais do mundo

São Paulo - Quem acompanha o noticiário econômico da Austrália pode, às vezes, ter a impressão de estar lendo uma versão em inglês de informações sobre a economia brasileira. Fala-se muito em exportação de commodities para a Ásia e do medo da desaceleração chinesa.

Da valorização da moeda local e do receio de uma devastadora desindustrialização. Da crise de confiança provocada pelos países da zona do euro e da necessidade de reduzir a taxa de juro. É uma pena que a lista de semelhanças pare por aí.

Na Austrália, o governo limitou o crescimento do gasto público a 1% ao ano em termos reais até que o orçamento volte a ter superávit, o que é esperado para 2013. Quando a meta for atingida, o aumento anual dos gastos terá como teto 2%.

Enquanto isso, no Brasil, o governo segue pelo caminho oposto: anuncia compras governamentais das mais variadas (de cadeiras escolares a vagões de trens), que somam 8 bilhões de reais, e novas rodadas de isenção fiscal a setores como o automotivo.

De acordo com os economistas Samuel Pessoa, da FGV, e Mansueto Almeida, do Ipea, o gasto público federal real cresceu, em média, à taxa de 7,3% ao ano de 1999 a 2009. E não há sinal de mudanças à vista. Infelizmente, ninguém no governo brasileiro está prestando atenção na aula que a Austrália tem dado nos últimos anos em termos de política macroeconômica.

Antes do estouro da crise mundial em 2008, o governo australiano teve uma década de superávit nas contas públicas. Veio a freada da economia global e o Ministério das Finanças agiu rapidamente. “Seu mérito foi ser certeiro no timing”, diz Werner Schule, vice-diretor do Fundo Monetário Internacional para o Pacífico.

Não por acaso, Wayne Swan, ministro das Finanças australiano, foi eleito o mais destacado do mundo em 2011 pela revista Euromoney. Swan lançou o primeiro pacote para reanimar a economia em outubro de 2008. Até meados de 2010, gastou o equivalente a 4,3% do PIB australiano com estímulos fiscais, acima da média do G20, que reúne as maiores economias.

Pequenas empresas foram isentas de impostos, investimentos na construção civil tiveram apoio e, em algumas circunstâncias, os trabalhadores chegaram a receber dinheiro para consumir. Ainda que tenha se destacado pela maneira rápida com que aumentou a liquidez, o maior mérito do governo australiano foi retirar os estímulos — tarefa bem menos simpática do que a de distribuir benesses.

Foi um dos primeiros a elevar as taxas de juro em 2009, exatamente um ano depois de começar a cortá-las — recentemente, houve novas quedas. Além disso, logo abriu a cartilha da disciplina fiscal. O governo segue a regra de poupar nas épocas favoráveis para gastar em tempos ruins, estratégia conhecida como anticíclica — tão falada e tão pouco praticada por aqui.

“Assim como foi correto apoiar a demanda quando a situação piorou, é certo dar espaço para o setor privado crescer agora que o ambiente melhorou”, disse Swan, num discurso. “Não dá para ser keynesiano na baixa e deixar de ser na alta”, completou, em referência ao economista britânico John Maynard Keynes, notório defensor de políticas anticíclicas.

Quando a economia mundial entrou em recessão em 2009, o PIB australiano cresceu 1,4%. Nos últimos cinco anos, a economia cresceu, em média, 2,6%, o que pode parecer pouco na comparação com os países emergentes, mas é um feito para uma economia madura.

Nos últimos dez anos, a fatia australiana no PIB dos países ricos mais que dobrou — saiu de 1,5% para 3,6%. Talvez mais importante seja a resistência da economia australiana: há duas décadas não sofre uma recessão. A sorte dos australianos vai além do fato de terem algumas das maiores reservas de recursos naturais do mundo. Lá o governo faz sua parte.

Multas de pardais das rodovias federais começam a ser emitidas hoje

Multas de pardais das rodovias federais começam a ser emitidas segunda-feira


Pardais das rodovias federais registram multas desde 30 de junho - Foto: Divulgação

A partir desta segunda-feira, o Dnit começa a emitir multas pelos controladores de velocidade que foram instalados nas rodovias federais de todo o Brasil. As autuações já estão sendo registradas desde o final do mês passado.

No Rio Grande do Sul, os pardais estão sendo instalados desde abril de 2011.  Ao todo, serão 117. Até junho, 56 controladores já foram colocados nas rodovias onde mais ocorrem acidentes de trânsito e atropelamentos. Destes, 42 já foram, inclusive, aferidos pelo Inmetro, ou seja, já estão em operação.

No Rio Grande do Sul, a vencedora da licitação de instalação foi a empresa Kopp Tecnologia. Como está previsto no edital, um estudo foi feito pela Kopp para apontar os locais onde os controladores serão instalados. De acordo com o Dnit, este levantamento não é determinante. Os pontos de colocação dos equipamentos têm como base um estudo da Polícia Rodoviária Federal.

Locais monitorados com controladores de velocidade instalados e aferidos:
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BR 158 – Itaara (Barreira Eletrônica):
- Km 309,500 - ENTR. RS-348 (VAL DA SERRA) / ENTR. RS-508 (P/SANTA MARIA)
- Km 309,690 - ENTR. RS-348 (VAL DA SERRA) / ENTR. RS-508 (P/SANTA MARIA)
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BR 285 – Bozano (Barreira Eletrônica):
- Km 448,000 - ENTR. RS-512 (P/ PEJUÇARA) / ENTR. RS-155 (IJUÍ)
- Km 448,100 - ENTR. RS-512 (P/ PEJUÇARA) / ENTR. RS-155 (IJUÍ)
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BR 287 - Santa Maria (Barreira Eletrônica):
- Km 235,901 - ENTR. RS-509 (CAMOBI) / ENTR. BR-158(A)/392(A) (P/ VAL DA SERRA)
- Km 236,000 - ENTR. RS-509 (CAMOBI) / ENTR. BR-158(A)/392(A) (P/ VAL DA SERRA)
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BR 287 - Santa Maria (Radar Fixo):
- Km 238,830 - ENTR. RS-509 (CAMOBI) / ENTR. BR-158(A)/392(A) (P/ VAL DA SERRA)
- Km 238,831 - ENTR. RS-509 (CAMOBI) / ENTR. BR-158(A)/392(A) (P/ VAL DA SERRA)
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BR 287 - Santa Maria (Barreira Eletrônica):
- Km 244,600 - ENTR. BR-392(B) (SANTA MARIA) / ENTR. BR-158(B) (AZEVEDO SODRÉ)
- Km 244,622 - ENTR. BR-392(B) (SANTA MARIA) / ENTR. BR-158(B) (AZEVEDO SODRÉ)
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BR 386 - Nova Santa Rita (Barreira Eletrônica):
- Km 434,806 - ENTR. BR 470 / ENTR 470/116 (A) (CANOAS)
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BR 386 - Nova Santa Rita (Radar Fixo):
- Km 428,689 - ENTR. BR 470 / ENTR 470/116 (A) (CANOAS)
- Km 428,795 - ENTR. BR 470 / ENTR 470/116 (A) (CANOAS)
- Km 439,170 - ENTR. BR 470 / ENTR 470/116 (A) (CANOAS)
- Km 439,210 - ENTR. BR 470 / ENTR 470/116 (A) (CANOAS)
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BR 392 - Santana da Boa Vista (Radar Fixo):
- Km 196,200 - ENTR BR-471(B) (P/ CORONEL PRESTES) / SANTANA DA BOA VISTA
- Km 196,201 - ENTR BR-471(B) (P/ CORONEL PRESTES) / SANTANA DA BOA VISTA
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BR 392 - Caçapava do Sul (Radar Fixo):
- Km 246,772 - ENTR BR-153 / ENTR RS-357 (CAÇAPAVA DO SUL)
- Km 246,773 - ENTR BR-153 / ENTR RS-357 (CAÇAPAVA DO SUL)
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BR 392 - São Sepé (Radar Fixo):
- Km 314,000 - ENTR RS-149 (P/FORMIGUEIRO) / ENTR BR-158(A)/287(A) (SANTA MARIA)
- Km 314,001 - ENTR RS-149 (P/FORMIGUEIRO) / ENTR BR-158(A)/287(A) (SANTA MARIA)
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BR 392 - Santa Maria (Barreira Eletrônica):
- Km 342,780 - ENTR RS-149 (P/FORMIGUEIRO) / ENTR BR-158(A)/287(A) (SANTA MARIA)
- Km 342,880 - ENTR RS-149 (P/FORMIGUEIRO) / ENTR BR-158(A)/287(A) (SANTA MARIA)
- Km 348,000 - ENTR RS-149 (P/FORMIGUEIRO) / ENTR BR-158(A)/287(A) (SANTA MARIA)
- Km 348,001 - ENTR RS-149 (P/FORMIGUEIRO) / ENTR BR-158(A)/287(A) (SANTA MARIA)
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BR 471 - Rio Grande (Barreira Eletrônica):
- Km 491,955 - ENTR BR-473 (SARANDI) / ENTR BR-392(B) (QUINTA)
- Km 492,000 - ENTR BR-473 (SARANDI) / ENTR BR-392(B) (QUINTA)
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BR 471 - Rio Grande (Barreira Eletrônica):
- Km 508,008 - ENTR BR-473 (SARANDI) / CURRAL ALTO
- Km 508,010 - ENTR BR-473 (SARANDI) / CURRAL ALTO
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BR 471 - Santa Vitória do Palmar (Radar Fixo):
- Km 542,098 - ENTR BR-473 (SARANDI) / CURRAL ALTO
- Km 542,097 - ENTR BR-473 (SARANDI) / CURRAL ALTO
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BR 471 - Santa Vitória do Palmar (Radar Fixo):
- Km 628,064 - CURRAL ALTO / ACESSO SANTA VITÓRIA DO PALMAR
- Km 628,065 - CURRAL ALTO / ACESSO SANTA VITÓRIA DO PALMAR
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BR 471 – Chuí (Radar Fixo):
- Km 644,600 - CURRAL ALTO / ACESSO SANTA VITÓRIA DO PALMAR
- Km 644,601 - CURRAL ALTO / ACESSO SANTA VITÓRIA DO PALMAR
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BR 471 – Chuí (Barreira Eletrônica):
- Km 650,000 - CURRAL ALTO / ACESSO SANTA VITÓRIA DO PALMAR
- Km 650,001 - CURRAL ALTO / ACESSO SANTA VITÓRIA DO PALMAR

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