segunda-feira, 2 de julho de 2012

A Era do Gelo 4

Um milhão

Primeira semana de sucesso

A estreia de A Era do Gelo 4 arrastou um milhão de pessoas para os cinemas brasileiros no fim de semana. Segundo a Rentrak, o filme faturou 12,9 milhões de reais com o público.

E Aí Comeu, comédia brasileira estrelada por Bruno Mazzeo, ficou em segundo lugar na disputa com 216 360 espectadores. O filme poderá ser o primeiro nacional a ultrapassar a marca de um milhão de espectadores em 2012 – mais de 729 000 pessoas já pagaram para assisti-lo.

Pacote de incentivo é positivo, mas não o suficiente para alavancar a economia

Pacote é positivo, mas não o suficiente para alavancar a economia

Fecomercio apoia o pacote, mas destaca que resultados só devem ser sentidos no final do ano e pede incentivos para o consumidor


O novo pacote de estímulos à economia deve ter resultado modesto, ao menos no curto prazo. De acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), os estímulos anunciados em 27/6 pelo governo são positivos, principalmente por reduzir a taxa de juros de longo prazo (TJLP) de 6% ao ano para 5,5% ao ano nos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), o que permitirá avanços nos investimentos produtivos no Brasil apesar da oferta de crédito internacional apresentar retração. O que também deve baratear o preço final dos produtos. Além disso, a utilização de R$ 8,4 bilhões para aquisição de equipamentos nos setores de saúde, educação e segurança, entre outros, deve representar um aumento de 8% na produção industrial no segundo semestre de 2012.

A FecomercioSP entende que o governo está agindo de maneira correta e mostra que está preocupado e atento aos fatores de risco para a economia nacional. Contudo, a entidade destaca que o novo pacote, mesmo somado as quedas de juros e a redução do spread bancários - graças ao aumento da concorrência com a intervenção dos bancos estatais, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil -, deve começar a mostrar seus efeitos somente no final do ano.

Desta forma, mesmo apoiando a atitude do governo, a FecomercioSP reafirma a necessidade de elaborar medidas que visem o estímulo ao consumo e a confiança do consumidor, que apesar dos ótimos índices de emprego e renda mostra-se resistente a comprometer seus recursos. Afinal, é o consumo das famílias o motor que tem possibilitado o desenvolvimento do País e a manutenção dos bons indicadores, mesmo frente ao cenário internacional.

Arrecadação do Supersimples supera R$ 151 bilhões

Arrecadação do Supersimples supera R$ 151 bilhões

Os números abrangem receitas da União, estados e municípios

Dilma Tavares


O Simples Nacional, sistema especial de tributação dos micro e pequenos negócios, já arrecadou mais de R$ 151,7 bilhões. Balanço da Receita Federal mostra que é crescente a arrecadação com o Simples Nacional - também conhecido como Supersimples e em vigor desde julho de 2007.

“O Simples é um excelente exemplo de mini-reforma tributária. Empresários pagam alíquotas menores e, com o aumento da formalização, a arrecadação também cresce, ao contrário do que alguns setores temiam antes da implantação do Simples”, destaca Luiz Barretto, presidente do Sebrae.

No primeiro ano de vigência, foram R$ 8,3 bilhões. Em 2008, o sistema recolheu R$ 24,1 bilhões, passando para R$ 26,8 bilhões, em 2009. No ano seguinte, o valor saltou para mais de R$ 35,5 bilhões e para R$ 42,2 bilhões, em 2011. Do total arrecadado no período, R$ 113,2 bilhões ficaram com a União. Aos estados foram repassados R$ 27,4 bilhões e ao municípios, R$ 11 bilhões.

O pagamento dos tributos pelo Simples pode ter uma redução superior a 70%, em comparação ao recolhimento pelo lucro presumido. O regime simplificado unifica o recolhimento do Imposto de Renda – Pessoa Jurídica (IRPJ), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Programa de Integração Social e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Contribuição sobre o Lucro Líquido (CSLL) e a parcela patronal para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), dos estados, o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), dos municípios.

Em 2007, cerca de 1,3 milhão de empresas aderiram ao Simples. Hoje, o sistema conta com 6,4 milhões de micro e pequenos negócios. O número inclui mais de 2,5 milhões de empreendedores individuais (EI), trabalhadores por conta própria que ganham no máximo R$ 60 mil por ano em atividades como cabeleireiro, manicure, vendedor de roupas e de cosméticos e fotógrafo. Projeções do Sebrae apontam que, até o fim de 2012, haverá cerca de 10 milhões de negócios no sistema, dos quais 4 milhões de EI.

domingo, 1 de julho de 2012

Plano real completa 18 anos

Plano real completa 18 anos hoje com o desafio de ser renovado para manter vigor da economia


Programa econômico que trouxe estabilidade à moeda brasileira enfrenta provações impostas pela crise internacional


Plano real completa 18 anos hoje com o desafio de ser renovado para manter vigor da economia Arivaldo Chaves/Agencia RBS
Um dos formuladores do plano, Gustavo Franco lembra que a inflação acumulada nos 12 meses anteriores ao Real era de 7.500% Foto: Arivaldo Chaves / Agencia RBS


Ele liquidou com o dragão da inflação, que devorava salários antes do final do mês e acionava quase diariamente o gatilho de remarcar preços nos supermercados. Elevou o poder de compra dos brasileiros e permitiu investir a longo prazo. Resistiu a crises internacionais, enquanto outras moedas sucumbiram. Em 1º de julho de 1994, há 18 anos, o Real concretizou aquele que é considerado o mais eficaz plano de estabilização econômica da história recente do país.

Mas como anda a saúde do Real? Como se proteger diante do Produto Interno Bruto (PIB) em desaceleração e do tsunami europeu que pôs de joelhos Grécia e Espanha? Gestado pelo ex-presidente Itamar Franco, tendo por timoneiro o então ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso em meio a críticas, hoje é quase unanimidade. Afinal, a nova moeda exterminou uma inflação de 1,1 quatrilhão por cento - acumulados entre 1965 e 1994. Foram necessários 16 dígitos para medir a inflação pré-Real em três décadas.

Um dos formuladores do Real - era secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda na época de seu lançamento -, Gustavo Franco diz que a nova moeda encerrou um ciclo de incertezas, no qual o país teve oito padrões monetários em 30 anos. Lembra que, nos 12 meses anteriores ao Real, a inflação alcançou cerca de 7.500%.

- É claro que teve êxito. Em 1998, a inflação foi de 1,7%. Em vez de congelamentos e calotes, tivemos reformas e modernização - destaca Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central no governo FHC.

Franco observa que a agenda de estabilização há muito deu lugar a planos de desenvolvimento. No entanto, não vê progressos na mudança de rota, pois a taxa de crescimento do país se mantém quase inalterada. Para Franco, medidas como aumento dos gastos públicos (como o pacote de quarta-feira passada, que anunciou R$ 8,4 bilhões para a compra de equipamentos pesados) serão de curto alcance.

- Vai nos levar a mais um voo de galinha, como os dos últimos anos - critica Franco.

Ex-ministro da Economia, o diplomata Marcílio Marques Moreira enaltece os "frutos positivos" do Real. Mas, para que a moeda continue forte, pondera que é necessária "uma nova visão de longo prazo", em que seja possível aumentar a poupança e investir na infraestrutura e logística.

- É importante continuar as reformas trabalhista, previdenciária e tributária para melhorar o ambiente de negócios - diz o especialista, sócio-gerente da Consultoria Contexto e Conjuntura, com sede no Rio de Janeiro.

Moreira entende a estratégia de incentivar o consumo com a redução de impostos para acelerar a economia chegou à exaustão. Não por fracasso, mas porque cumpriu sua fase. Diz que o momento é de passar à etapa seguinte, com investimentos em longo prazo.

Consultor econômico e ex-diretor do BC, Carlos Eduardo de Freitas ressalta que o Real instaurou no Brasil o que define como "regime de estabilidade monetária". Elogia a "contribuição colossal", mas acredita que o governo Dilma Rousseff abandonou a meta de preservar a firmeza da moeda. Freitas alerta que a inflação não desapareceu. Diz que a soma acumulada nos últimos três anos - calcula que foram 5,9% em 2010, 6,5% em 2011 e serão algo em torno de 4,6% neste ano - resultará num índice de quase 25%. Ex-diretor do Banco Central, considera que é um patamar preocupante no atual cenário de baixa atividade:

- A inflação está sob controle, é verdade. Mas se mostra renitente, e daí a virar crônica não custa muito. As pessoas já começam a fazer contas, olham para o futuro sem muita confiança em investir o seu dinheiro.

Rio recebe título de Patrimônio Cultural da Humanidade

Rio recebe título de Patrimônio Cultural da Humanidade

Chancela da Unesco garante mais políticas públicas para áreas turísticas.
Votação do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco aconteceu na Rússia.

 
Previsão do tempo 28 de junho Rio de Janeiro (Foto: Marcos Teixeira Estrella/ TV Globo)
Rio de Janeiro se torna Patrimônio Cultural da Humanidade (Foto: Marcos Teixeira Estrella/ TV Globo)

Este domingo (1º) é um dia histórico para o Brasil. Esta é a data em que a cidade do Rio de Janeiro tornou-se a primeira do mundo a receber o título da Unesco de Patrimônio Mundial como Paisagem Cultural Urbana. A candidatura, apresentada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), foi aprovada durante a 36ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, em São Petersburgo, na Rússia. As informações são do Iphan.


A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e o presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, que acompanharam os trabalhos, comemoraram a decisão que resultou na inclusão de mais um bem brasileiro na Lista de Patrimônio Mundial. A votação estava prevista para acontecer no sábado (30), mas foi adiada para este domingo (1º).

O secretário municipal de Turismo, Pedro Guimarães, se pronunciou logo após o anúncio da Unesco.
Para ele, o título foi merecido: "A cidade que é um orgulho para seu povo e uma paixão para todo turista que a visita recebe, de forma merecida, o reconhecimento oficial de seu carinhoso apelido de Cidade Maravilhosa", comemorou ele.

O Jardim Botânico é considerado um dos principais pontos turísticos do Rio (Foto: Rodrigo Vianna / G1)
O Jardim Botânico é considerado um dos principais pontos turísticos do Rio (Foto: Rodrigo Vianna / G1)

Para a ministra, o resultado vem “coroar um belíssimo trabalho que evidencia a cidade que nasceu e cresceu entre o mar e a montanha e, com criatividade e talento criou paisagens - hoje mundialmente conhecidas - que a tornaram excepcional e maravilhosa”.

Já o presidente do Iphan explicou que “a paisagem carioca é resultado da utilização intencional da natureza que, atendendo aos interesses econômicos dos colonizadores portugueses, formou espaços únicos no mundo que destacam a originalidade do Rio de Janeiro expressa pela troca entre diferentes culturas associadas a um sítio natural”.

A partir de agora, os locais da cidade valorizados com o título da Unesco serão alvo de ações integradas visando à preservação da sua paisagem cultural. São eles: Pão de Açúcar, Corcovado, Floresta da Tijuca, Aterro do Flamengo, Jardim Botânico e a Praia de Copacabana, além da entrada da Baía de Guanabara. As belezas cariocas incluem, ainda, o forte e o Morro do Leme, o Forte de Copacabana e o Arpoador, o Parque do Flamengo e a enseada de Botafogo.

Praia do Leblon (Foto: José Raphael Berrêdo/G1)
Rio foi a primeira cidade a se candidatar como Patrimônio Mundial com Paisagem Cultural Urbana (Foto: José Raphael Berrêdo/G1)

O Rio como Patrimônio da Humanidade
O Iphan trabalha na candidatura do Rio como Paisagem Cultural da Humanidade há alguns anos, em parceria com a Associação de Empreendedores Amigos da Unesco, da Fundação Roberto Marinho, do governo e da prefeitura do Rio. Em setembro de 2009 o Iphan entregou à Unesco o dossiê completo da candidatura, justificando sua importância e seu valor universal que está principalmente na soma da beleza natural da cidade com a intervenção de humana.

Em janeiro de 2011, o Centro do Patrimônio Mundial da Unescp, sediado em Paris, decidiu pela inclusão da candidatura do Rio de Janeiro na agenda da 36ª WHC.

Candidata por inteiro

O Rio foi a primeira cidade a se candidatar inteira a Patrimônio Mundial como Paisagem Cultural Urbana. O reconhecimento do Rio de Janeiro culminará uma nova visão e abordagem sobre os bens culturais inscritos na Lista do Patrimônio Mundial.

Rio ao amanhecer (Foto: Christiano Ferreira/G1)Locais como Corcovado serão alvo de ações integradas visando a preservação (Foto: Marcos Teixeira Estrella / TV Globo)

O conceito de paisagem cultural foi adotado pela Unesco 1992. Até o momento, os sítios reconhecidos mundialmente como paisagem cultural relacionam-se a áreas rurais, a sistemas agrícolas tradicionais, a jardins históricos e a outros locais de cunho simbólico, religioso e afetivo.

Há cerca de dois anos, o Rio se candidatou ao título de Sítio Urbano Misto, que acabou não sendo aceito pela Unesco. O Iphan foi orientado então a valorizar as paisagens culturais.
O Brasil conta atualmente com 18 bens culturais e naturais na lista de 911 bens reconhecidos pela Unesco.

Fiat fecha 5 fábricas da Iveco até final do ano


Fiat fecha 5 fábricas da Iveco até final do ano

Atividades dessas unidades serão reagrupadas em uma única fábrica, na Alemanha

Divulgação/Iveco
Produção de caminhões da Iveco
Produção de caminhões da Iveco: Fiat fechará cinco unidades

A Fiat fechará cinco fábricas na Europa da sua divisão de veículos utilitários Iveco, até o final de 2012, reagrupando as atividades em apenas uma unidade, na Alemanha, informou neste domingo o diretor-geral da empresa, Alfredo Altavilla, citado pela agência Ansa.

As unidades de Chambéry, na França, de Weisweill e Ulm, na Alemanha, e de Graz e Goerlitz, na Áustria, serão fechadas, para dar origem a um "polo de excelência" de veículos contra incêndios em Ulm, disse Altavilla.

A decisão afetará 1.075 funcionários da Iveco, revelou Altavilla, que fez o anúncio durante a apresentação do novo caminhão Stralis.

"É uma decisão dolorosa mas que servirá para reforçar a empresa em seu conjunto. Não deixamos de investir e quando os mercados reagirem, estaremos prontos", destacou Altavilla.

O construtor de carros de bombeiros Camiva, filial da Iveco, já havia anunciado em meados de maio o fechamento da sua unidade em Saint-Alban-en-Leysse, na França, que empregava 171 funcionários.

No primeiro trimestre de 2012, a Fiat Industrial registrou uma alta de 93% em seu lucro líquido, que atingiu 207 milhões de euros, contra 114 milhões no primeiro trimestre de 2011.

Católicos deixarão de ser maioria no Brasil em 2030

Católicos deixarão de ser maioria no Brasil em 2030, prevê especialista

Para 2040, a expectativa é de que católicos e evangélicos estejam empatados

Stock Xchng
Mãos de padre
Padre rezando: especialista estima que católicos deixarão de ser maioria no Brasil em 2030

Rio de Janeiro - Os últimos 20 anos representam para o quadro das religiões no Brasil o período de maior transformação. Desde 1872, ano do primeiro levantamento considerado na série histórica, os católicos representavam quase a totalidade da população, com mais de 90% de seguidores. Dados do IBGE mostram que, a partir de 1970, o catolicismo começou a não acompanhar o ritmo de crescimento da população, ao mesmo tempo em que correntes evangélicas se expandiam à medida que cresciam periferias e formavam-se novos municípios. A partir de 1991, esse processo se deu de forma mais acelerada, a ponto de, na última década, ser registrada a primeira perda real – em números totais – de católicos no Brasil.

Pesquisadores acreditam que, até 2030, as filiações católicas serão menos de 50% da população brasileira. Em 2040, pelas projeções, católicos e evangélicos estariam empatados. A notícia é ruim para o Vaticano, afinal, a tendência brasileira de pluralidade implica, necessariamente, em perda de poder da Igreja. O Brasil ainda é, atualmente, o único entre os 10 países mais populosos do mundo com nação majoritariamente católica. Mas uma prévia do novo mapa religioso do Brasil, que se consolida para as próximas décadas, está no estado do Rio de Janeiro.

Mais precisamente no entorno da capital, área em que o Censo de 2010 identifica como a de maior pluralidade religiosa e onde os católicos têm a menor fatia de seguidores. O Rio é o estado onde havia, em 2010, os menores percentuais de católicos (45,8%) e os maiores índices dos sem religião (15,5%) e das outras religiões (sem considerar os evangélicos, que também cresceram no estado e chegaram a 29,4%).

A razão para crer que este cenário se repetirá, em intensidades diferentes, mas na mesma direção, está no fato de o território fluminense historicamente ‘puxar’ a tendência nacional. Com base no censo de 2010, José Eustáquio Diniz, Suzana Cavenaghi – ambos professores do Instituto Nacional de Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE) – e Luiz Felipe Walter Barros, do IBGE, concluíram que os estados onde há maior diversidade religiosa são os que apresentaram maior queda no número de católicos.

Vai sair de linha em 2019

Vai sair de linha!  Confira quais carros serão retirados do mercado em 2019 Listamos sete automóveis que deverão sair do mercado ou ganha...