terça-feira, 1 de maio de 2012

Petrobras é a marca mais valiosa do Brasil pelo terceiro ano consecutivo

Petrobras é a marca mais valiosa do Brasil pelo terceiro ano consecutivo

Com valor de mercado estimado em R$ 19,7 bilhões, a Companhia superou marcas como Bradesco, Itaú, Skol e Banco do Brasil

Agência Petrobras
Pelo terceiro ano consecutivo a Petrobras ficou em primeiro lugar no ranking de marca mais valiosa do Brasil, promovido pela Consultoria BrandAnalytics e pelo Instituto inglês Millward Brown. Com valor de mercado estimado em de R$ 19,7 bilhões, a Companhia superou marcas como Bradesco, Itaú, Skol e Banco do Brasil.

O diretor Corporativo e de Serviços da Petrobras, José Eduardo Dutra, recebeu a premiação em São Paulo, na última sexta-feira (27), em cerimônia realizada pela revista IstoÉ Dinheiro. "Nesses 59 anos, a Petrobras superou todos os desafios, obstáculos e a desconfiança sobre a sua capacidade. Hoje ela é um orgulho para seus empregados e para todos os brasileiros, uma empresa global, reconhecida internacionalmente pela sua competência", afirmou.

Em sua apresentação, Dutra detalhou os investimentos de US$ 224,7 bilhões da Petrobras para o período 2011-2015 e mostrou o posicionamento da marca Petrobras, que inclui atributos como competência, ética, cordialidade e respeito à diversidade. "Em 2004, a responsabilidade social e ambiental foi incluída como direcionadora do nosso planejamento estratégico. Não basta ser lucrativa e eficiente, é fundamental que a empresa contribua com a sociedade", explicou o diretor.

Ranking

O ranking das marcas mais valiosas do Brasil avaliou 220 marcas de 162 empresas nacionais e de capital aberto. A metodologia para valoração das marcas considera as dimensões financeiras e de mercado, utilizando dados do serviço Bloomberg de setembro do ano passado até março de 2012 e parâmetros dos relatórios anuais das companhias.

11% dos graduados em Administração estão desempregados

11% dos graduados em Administração estão desempregados

Setor privado é o que mais emprega profissionais da área

Infomoney
O setor privado é o que emprega a maior parte dos profissionais formados em Administração, segundo revela pesquisa realizada pelo CFA (Conselho Federal de Administração), elaborada pela FIA (Fundação Instituto de Administração).

De acordo com o estudo, 58% dos profissionais trabalham em empresas privadas, sendo a maior parte em grandes organizações (46%). As médias e pequenas empresas empregam 18% e 19% destes profissionais, respectivamente, enquanto que 17% trabalham em microempresas.

O setor público é responsável pelo emprego de 32% dos profissionais de Administração e 11%, revela a pesquisa, estão atualmente desempregados.

Satisfação e competências
O levantamento do CFA apurou ainda o nível de satisfação dos profissionais com a graduação em Administração.

Para 63%, o curso atendeu satisfatoriamente as expectativas. Outros 22% alegaram que o curso atendeu completamente as expectativas, 14% que a graduação não atendeu de forma satisfatória o que o profissional esperava e 1% que não atende em nada as expectativas.

Sobre as competências mais exigidas destes profissionais, a administração de pessoas e equipes é a mais citada, com 73% das respostas, seguida por administração estratégica, lembrada por 68% dos entrevistados, administração financeira e orçamentária (61%), visão ampla, profunda e articulada do conjunto das áreas de conhecimento (61%), administração de vendas e marketing (50%), e administração de sistemas de informação (49%).

segunda-feira, 30 de abril de 2012

10 pecados mortais para os empreendedores


10 pecados mortais para os empreendedores

Conheça os principais deslizes cometidos na hora de abrir um negócio e como se proteger

  

Stock Exchange
Homem deprimido com as mãos no rosto

São Paulo – A empolgação de quem está prestes a abrir uma empresa é enorme. Muitas expectativas acabam afastando o empreendedor da realidade e dão espaço para erros que podem afetar o sucesso do negócio. “Empreendedorismo é a grande disciplina que dá a percepção de tudo que a empresa precisa para ser tocada”, diz o professor Edison Kalaf, da Business School São Paulo.

Mesmo sem formação acadêmica, é importante fazer um checklist de pontos cruciais na hora de começar uma empresa. Da escolha do ponto comercial à capacidade administrativa, o empreendedor precisa colocar os pés no chão para não cometer pecados mortais para as pequenas empresas.

1. Não ter capital
O primeiro problema apontado por especialistas é a falta de dinheiro. Reinaldo Messias, consultor do Sebrae/SP, explica que é comum o empreendedor investir tudo o que tem para fazer o negócio funcionar e esquecer que os clientes não chegam tão rápido quanto ele gostaria. “Geralmente, leva tempo para o dinheiro entrar. Ele gasta o dinheiro imobilizando e não deixa nenhuma reserva para os problemas do negócio”, explica Messias.

2. Misturar despesas pessoais e empresariais
Outro problema que envolve dinheiro é o descontrole administrativo e contábil, muito comum em negócios de pequeno porte. O principal motivo é confundir o caixa da empresa com a própria carteira. “Tem empresas até médias em que gastos pessoais entram nas despesas da empresa. Essas contas são pagas com o lucro”, diz Kalaf. Esse problema geralmente leva o empreendedor a recorrer a instituições financeiras para cobrir dívidas e os juros podem matar o negócio.

3. Não ter capacidade administrativa
Os dois primeiro pecados estão relacionados a um problema ainda maior, que é a falta de capacidade administrativa. “O empreendedor pode ser um bom técnico, mas nunca viu um fluxo de caixa na vida. Ele não entende que o negócio dele tem custos perenes e faturamentos pontuais”, explica Kalaf.
O professor alerta ainda para a atenção que deve ser dada aos custos fixos. “O custo fixo vai ser executado independente da quantidade de produtos que vender. Trabalhando ou não, o custo fixo ocorrerá. Se ele for baixo, o empreendedor tem grandes chances de ser bem sucedido”, complementa.

4. Escolher mal o sócio
A escolha de um sócio é algo que parece simples em pequenas empresas. Geralmente, um amigo ou familiar topa entrar na sociedade. Nem sempre, no entanto, as coisas funcionam como se espera. “Escolher o sócio de forma incorreta é comum. Ou escolhe só por capital e o negócio não responde ou escolhe a pessoa pela habilidade e ela não entrega o que era esperado”, explica Messias.

5. Errar no mix de produtos
Um erro fatal em pequenas empresas é o mix de produtos. “Geralmente, o empreendedor escolhe com o próprio olho e não com o olho do cliente. Não foca em pesquisa técnica ou de opinião. Acha que sabe o que cliente quer”, analisa Messias. Acertar detalhes do ponto de venda, como características da região, do perfil de público e de produtos, é outro fator que merece a dedicação do futuro empresário.

6. Escolher um ponto ruim
A escolha do ponto para a instalação do negócio é crucial. Em tempos de altos preços e grande demanda, este é um dos momentos mais importantes da abertura. “A localização do teu imóvel é muitas vezes a razão do seu sucesso”, define Messidas.
Para Kalaf, avaliar a região pensando no tipo de negócio e na circulação de clientes é a chave para não errar. “Existem negócios, principalmente serviços, que dependem muito do ponto escolhido. Clínica, restaurante ou escola podem ser muito bem sucedidos em um lugar ou muito mal a duas quadras dali”, alerta.

7. Desconhecer o mercado
O pecado de instalar a empresa em um ponto comercial ruim está muito ligado ao desconhecimento do mercado. “O fato de ser um bom técnico não o credencia naturalmente a conhecer o mercado”, afirma Kalaf.

8. Apostar em modismos
Muitos empreendedores não têm uma ideia de negócio e acabam pegando um modismo da época na esperança de faturar alto com a onda. “Ele acha que vai arrebentar, mas a moda passa e ele fica na mão”, explica Kalaf. Para não cair na tentação de seguir as tendências que podem não se confirmar, o melhor é que a empresa tenha um planejamento de longo prazo, que garante um futuro mais sólido para o negócio.

9. Operar na ilegalidade
“Um negócio ilegal não para em pé”, define o professor da Business School São Paulo. Empreender sem seguir os trâmites legais e burocráticos não funciona. "Para ter uma empresa sustentável, tem que garantir que o negócio é legal e que ainda vai deixar uma margem para o empreendedor”, ensina Kalaf. A carga tributária é alta, mas também obrigatória. Por isso, burlar a lei pode causar problemas na justiça e acabar com o sonho do negócio próprio.

10. Não ser empreendedor
Nem todo mundo que pensa em abrir uma empresa realmente serve para isto. Ter atitude empreendedora é requisito básico para não escorregar no começo do negócio. “Tocar um negócio é bem diferente de executar a função específica do negócio. Uma coisa é produzir e outra é conseguir clientes, administrar, ter funcionários”, diz Kalaf. Para ele, não estar preparado para empreender é um problema da sociedade. “Nós deveríamos preparar melhor os profissionais para o empreendedorismo”, opina.

A burocracia precisa morrer


A burocracia precisa morrer

O secretário de Comércio e Serviços, Humberto Luiz Ribeiro, diz que a burocracia pode impedir as pequenas e médias empresas de aproveitar as oportunidades que se abriram para o país


Humberto Luiz Ribeiro, secretário de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
Ribeiro: "Eu também já vivi o problema da burocracia na pele ao registrar minha primeira empresa"
São Paulo - O goiano Humberto Luiz Ribeiro, de 39 anos, ocupante da cadeira de secretário de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, não veio do meio político. Ao fundar uma empresa de comércio eletrônico, nos anos 90, ele passou pelo mesmo calvário enfrentado pelos empreendedores brasileiros para poder legalizá-la.

"Foram nove meses até conseguir o registro", diz Ribeiro. Agora, sua missão é ajudar a remover este enorme obstáculo para fazer negócios no Brasil — a burocracia. "A vida precisa ser mais simples para quem quer empreender", diz Ribeiro. "Senão, podemos perder as oportunidades que estão se abrindo no mercado global."

O público-alvo da secretaria são as empresas emergentes com faturamento anual de até 16 milhões de dólares. Também estão na sua alçada todas as juntas comerciais, responsáveis por registrar os momentos cruciais na expansão de um negócio. Nesta entrevista exclusiva a Exame PME, Ribeiro fala sobre como a burocracia rouba competitividade das pequenas e médias empresas.


EXAME PME - Como empreendedor, o  senhor já sofreu muito com a burocracia brasileira? 
Ribeiro - Nem me fale! Vivi o problema na pele quando fui registrar minha primeira empresa. Era 1998, e eu tinha começado  um negócio de comércio eletrônico que deveria ser registrado na Junta Comercial do Distrito Federal.
Foi a primeira vez que alguém registrava uma empresa de comércio eletrônico em Brasília. Para a junta, minha empresa era coisa de outro planeta. O que era comércio eletrônico? O que era internet? Até  sair o registro, passaram-se nove meses. Foi um verdadeiro parto.


EXAME PME - Nossa! É mais do que o dobro do tempo que se leva, em média, segundo um estudo do Banco Mundial.  Por que demorou tanto? 
Ribeiro - Porque eu tinha de dar as mesmas explicações em várias instâncias do mesmo processo. Esclarecia uma coisa num lugar, depois falava tudo de novo em outro e, quando parecia que tinha ficado resolvido, algo prescrevia e eu tinha de escrever tudo novamente e reenviar para a junta.


A casa do futuro é verde


A casa do futuro é verde

Responsável por 40% do consumo de energia no mundo, padrão de edificação atual é insustentável. A boa notícia: tecnologia já está disponível e não há perda de conforto. Falta o mercado se adaptar

Cecília Ritto e João Marcello Erthal, de

Divulgação
Condomínio Pedro do Rio, em Petrópolis
Condomínio em Petrópolis: busca de certificação verde

Em uma área verde a duas horas do Rio de Janeiro começa a ganhar forma o que pode ser a casa do futuro. A água dos chuveiros e torneiras será reaproveitada para a descarga dos banheiros, e o esgoto passará por tratamento nas instalações de cada uma das oito residências do condomínio, na região de Pedro do Rio, distrito de Petrópolis.

O planejamento de iluminação, com amplas janelas e luzes de led de baixo consumo, deve reduzir a conta de energia elétrica em até 30%. O aquecimento de água é feito com placas solares. Apesar do padrão sofisticado, não há previsão de ar-condicionado. Em vez disso, há um telhado com cobertura vegetal, que reduz em 30% a variação de temperatura em relação ao ambiente externo. A primeira casa está em construção, e os preços começam em 1,1 milhão de reais.

O projeto, uma exceção nos padrões brasileiros, segue regras que já vigoraram na Europa e nos Estados Unidos, onde há cerca de 200.000 construções com o selo Breeam (Building Research Establishment Environmental Assessment Method), considerada a mais rigorosa certificação em matéria de exigências ambientais.

O condomínio Movimento Terras foi pensado para ser uma casa de campo de luxo. Mas morar e construir de forma “sustentável” caminha para ser o padrão em um futuro próximo. “Há quem pense que uma casa sustentável é algo de garrafas pet. Definitivamente, não é o caso”, diz o arquiteto Sérgio Conde Caldas, que coordenou os projetos do empreendimento.

O modo de vida em um mundo mais preocupado com o meio ambiente passa, necessariamente, por transformações na forma de morar e fazer casas. O padrão de edificação nos dias de hoje é algo altamente poluente – ou, para usar a palavra do momento, insustentável.

Prédios comerciais e residenciais são responsáveis por 40% do consumo anual de energia do mundo, por um terço dos recursos naturais consumidos pela sociedade – incluídos na conta 12% de toda a água potável da terra – e por 40% do lixo sólido. Os recursos são consumidos de forma inadequada na construção e ao longo da vida útil dos imóveis, com o alto consumo de energia para climatização, iluminação e aquecimento de água.

Ir de helicóptero é mais barato


Ir de helicóptero é mais barato

Caiu o preço do táxi aéreo? Não. Os custos com o trânsito cada vez mais caótico das cidades brasileiras tornaram-se tão elevados que ir pelo ar pode sair por menos

Humberto Maia Junior, de

Germano Lüders/EXAME.com

Lucro da Ambev sobe 12,3% no 1º trimestre


Lucro da Ambev sobe 12,3% no 1º trimestre

A Companhia de Bebidas das Américas registrou lucro líquido de R$ 2,346 bilhões no período ante R$ 2,088 bilhões em 2011


Fábrica da AmBev
A receita líquida do primeiro trimestre somou R$ 7,235 bilhões, alta de 10,3%

São Paulo - A Ambev (Companhia de Bebidas das Américas) registrou lucro líquido de R$ 2,346 bilhões no primeiro trimestre de 2012, o que representa uma alta de 12,3% na comparação com o resultado de igual período de 2011, que foi de R$ 2,088 bilhões. Este dado é o atribuído ao controlador, excluindo a participação dos acionistas minoritários.

Já o lucro consolidado, que inclui a parte dos minoritários, subiu 12,4%, para R$ 2,366 bilhões, ante os R$ 2,106 bilhões registrados no primeiro trimestre de 2011, neste mesmo critério.

Outra medida informada é o lucro líquido "normalizado", antes de receitas e despesas especiais, cuja cifra neste primeiro trimestre foi de R$ 2,346 bilhões, 12,3% maior que os R$ 2,106 bilhões de janeiro a março do ano passado.

Já o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) teve alta de 9,4%, para R$ 3,390 bilhões, com margem Ebitda de 46,9%, contração de 0,3 ponto porcentual ante os 47,2% no primeiro trimestre de 2011.

No critério "normalizado", o Ebitda foi o mesmo: passou a R$ 3,390 bilhões, ou 9,4% superior ao do mesmo período de 2011, de R$ 3,098 bilhões, com margem Ebitda normalizada de 46,9%, 0,3 ponto porcentual a menos do que o 47,2% registrado.

A receita líquida do primeiro trimestre somou R$ 7,235 bilhões, alta de 10,3% sobre os R$ 6,562 bilhões registrados nos meses de janeiro a março de 2011.

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