segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O ex-boia-fria hoje fatura R$ 600 milhões

O ex-boia-fria hoje fatura R$ 600 milhões

Inconformado com a ideia de viver de colheita em colheita no interior de São Paulo, Aparecido Viana tentou a sorte na capital. Hoje, ele é dono de uma imobiliária especializada no ABC paulista que deve faturar 600 milhões de reais em 2011

EXAME PME
Daniela Toviansky
Aparecido Viana, dono da imobiliária Aparecido Viana Imóveis,
Viana: "Criei uma extensa rede de relacionamentos que foi fundamental para a expansão da empresa"

O empreendedor Aparecido Viana tinha 14 anos quando deixou para trás uma vida de trabalho árduo como boia-fria nas fazendas de café, batata e arroz do interior paulista para morar com a família em São Caetano do Sul, na região do ABC, na época um polo industrial emergente. Na cidade, ele trabalhou em metalúrgicas, indústrias plásticas e foi escrevente de cartório até conseguir um emprego como corretor de imóveis.
 
Foi o começo de uma trajetória que levou Viana a abrir a própria imobiliária, a Aparecido Viana Imóveis, no começo dos anos 80 — uma empresa com receitas de 600 milhões de reais em 2011. Nesta entrevista a Exame PME, Viana, hoje com 62 anos, conta sua história e fala sobre seus planos para o futuro.  

Nasci em Bálsamo, uma peque­na cidade perto de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Sou o quinto de seis filhos. Não tive uma infância fácil. Vivíamos na roça e a família inteira trabalhava como boia-fria durante a colheita de café, arroz e milho.

No período da entressafra, co­mo não havia trabalho, inventei uma atividade. Juntava esterco no pasto das fazendas da região, transformava em adubo e oferecia, junto com pequenos serviços de jardinagem, aos moradores da cidade. Costumo dizer que fui o primeiro corretor de esterco da região.

* Para ler na íntegra o-ex-boia-fria

Frase do dia

domingo, 22 de janeiro de 2012

Cerca de 5 mil fazem passeata na Paulista contra maus-tratos a animais

Cerca de 5 mil fazem passeata na Paulista contra maus-tratos a animais

SÃO PAULO - Cerca de cinco mil pessoas fizeram uma passeata pela Avenida Paulista, em São Paulo, na manhã deste domingo, 22, contra a crueldade feita a animais, segundo a Polícia Militar.

animais (Foto: AE)
Crianças participam de protesto na Avenida Paulista na manhã deste domingo (Foto: AE)

A manifestação, que teve a presença de alguns animais de estimação, teve início por volta das 10 horas. O grupo saiu em passeata a partir do Masp e seguiu por uma faixa da Avenida Paulista em direção à Praça do Ciclista, na Avenida Consolação, de acordo com a PM.

A manifestação estava prevista para acontecer simultaneamente também em outras cidades do país e até mesmo em Nova York, segundo informações do site Manifestação Crueldade Nunca Mais, que pede mudanças na legislação e penalização correta e efetiva para quem comete crueldades e maus tratos contra os animais.

No Rio de Janeiro, mesmo com o sol forte, centenas se reuniram na Praia de Copacabana, em frente ao Copacabana Palace, para o protesto, segundo o site Manifestação Crueldade Nunca Mais.

China continua importando mais minério de Brasil e Austrália

China continua importando mais minério de Brasil e Austrália


Por David Stanway e Lucy Hornby
PEQUIM, 21 Jan (Reuters) - Durante 2011, a China diversificou suas importações de mineral de ferro, em geral favorecendo a África do Sul, mas não conseguiu reduzir sua dependência de seus principais provedores, Austrália e Brasil, de acordo com dados aduaneiros divulgados neste sábado.

Por muitos anos, as autoridades chinesas disseram que o fornecimento do insumo da Índia e de outros países poderia ajudar a romper o domínio das três principais produtoras de mineral de ferro do mundo: as australianas BHP Billiton e Rio Tinto e a brasileira Vale.

Mas, em 2011, a China importou 64 por cento do material desses países, sem variação em relação ao ano anterior. As compras na Índia caíram cerca de 24 por cento, em meio a queixas pelo declive da qualidade. As compras da África do Sul aumentaram cerca de 22 por cento, mas a Índia continua sendo o terceiro provedor da China, entregando o dobro dos sul-africanos.

As compras de minério de ferro gerais aumentaram 10,94 por cento, porque a indústria siderúrgica da China continuou crescendo, frente à desaceleração do crescimento econômico interno. A estratégia da diversificação da China levou o país a buscar mineral de ferro em lugares como Mauritânia e Mianmar.

O crescimento de fontes não tradicionais reflete os fornecimentos restringidos, uma boa demanda e preços altos, mais do que uma estratégia explícita de reduzir a dependência de Austrália e Brasil, disseram analistas.

Espera-se que os preços do mineral de ferro fiquem em torno de 150 dólares por tonelada durante 2012, segundo uma pesquisa da Reuters realizada em meados de dezembro, contra os 168 dólares de 2011.

Pela primeira vez, Brasil tem menos de 1% de domicílios na classe E

Pela primeira vez, Brasil tem menos de 1% de domicílios na classe E


Pela primeira vez a classe E, a base da pirâmide social, representa menos de 1% dos 49 milhões de domicílios existentes no País. Isso significa que o número de brasileiros em situação de pobreza extrema teve uma drástica redução nos últimos dez anos, conforme apontam duas pesquisas de consultorias que usaram metodologias distintas.

Em números exatos: 404,9 mil ou 0,8% dos lares são hoje de classe E, segundo os cálculos do estudo IPC-Maps, feito pela IPC Marketing, consultoria especializada em avaliar o potencial de consumo. Em 1998, a classe E reunia 13% dos domicílios, indica o estudo baseado em dados do IBGE.

Marcos Pazzini, responsável pelo estudo, explica que os dados são atualizados segundo um modelo desenvolvido pela consultoria, que leva em conta a pesquisa do Ibope Mídia sobre a distribuição socioeconômica dos domicílios, projeções de crescimento da população e da economia, entre outros indicadores. Os lares são classificados segundo o Critério Brasil, da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa (Abep), que leva em conta a posse de bens e o nível de escolaridade do chefe da família.

O Instituto Data Popular, especializado em baixa renda, vai na mesma direção. Em 2001, a classe E era 10% da população (17,3 milhões) e, em 2011, tinha caído para 3,6% ou 7 milhões, segundo o estudo que divide a população pela renda mensal per capita - R$ 79 para a classe E.

'Não dá para dizer que acabaram os pobres, mas diminuíram muito, e a condição social deles melhorou porque tiveram acesso a vários bens de consumo, o que antes era praticamente impossível', afirma Pazzini.

Segundo o sócio diretor do Data Popular, Renato Meirelles, a tendência das pesquisas é a mesma: uma forte redução do contingente de pobres. 'Em dez anos, foram 10 milhões de pessoas a menos na classe E', observa, ponderando que a divergência entre a ordem de grandeza dos resultados pode ser decorrente do fato de muitas pessoas da classe E não terem domicílio.

Mobilidade. As participações das classes E e D na estrutura social encolheram por causa da forte migração que houve entre 1998 e 2011. A fatia dos domicílios de classe D caiu quase pela metade no período, de 33,6% para 15,1%. Já os estratos C e B cresceram. Em 1998, 17,8% dos domicílios eram da classe B e, em 2011, representavam 30,6%.

Na classe C, o crescimento foi ainda mais significativo, de 31% em 1998 para 49,3% em 2011, aponta o IPC-Maps. Resultado: quase 80% dos lares brasileiros hoje já são de classe C ou B. 'Não dá mais para falar em pirâmide social, com a baixa renda representando a maior parte da população. Agora a estratificação social é como um losango', diz Pazzini. Ele destaca que hoje o porcentual de domicílios mais pobres (0,8%) quase empata com o total de mais ricos (0,5%).

Dilma supera Lula em avaliação de primeiro ano de gestão

Dilma supera Lula em avaliação de primeiro ano de gestão


estadão.com.br

O primeiro ano de gestão da presidente Dilma Rousseff atingiu índice recorde de aprovação, maior do que a avaliação do governo Lula no início de governo e inédito desde a volta das eleições diretas no Brasil. Segundo a pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal ?Folha de S.Paulo? neste domingo, 22, 59% considera a administração de Dilma boa ou ótima. Nos dois primeiros anos de gestão, Lula conseguiu a aprovação positiva de 42% e 50%, respectivamente.

A aprovação de Dilma teve um crescimento de 10 pontos percentuais. No ínicio do ano, o governo da petista era considerado ótimo ou bom por 47% dos brasileiros. Em agosto, o índice subiu para 49%.
A melhora na avaliação da presidente ocorreu principalmente entre homens e mulheres e entre todas as faixas de renda e idade. Por região, Dilma teve melhor aprovação no Norte e Centro-Oeste, onde 63% consideram a sua gestão ótima ou boa.

O levantamento aponta ainda que a presidente teve a gestão avaliada como regular por 33% e ruim ou péssima por 6%. Há seis meses, 38% dos brasileiros consideravam sua gestão regular e 10%, ruim ou péssima. A pesquisa ouviu 2.575 pessoas nos dias 18 e 19 de janeiro.

Frase do dia

"Grandes gerentes são tão importantes quanto grandes líderes."
Fast Company

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