segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Mercado de cosméticos ainda está em falta com a pele negra

Em um levantamento entre as principais marcas, raras foram as que dispunham de itens exclusivos para essas consumidoras

Divulgação
Modelo negra
Apesar da predominância morena e negra no País, é difícil encontrar uma tonalidade ideal entre a ampla gama vendida para mulheres de pele branca

São Paulo - A variedade da pele negra é enorme, mas o mercado de beleza não tem oferecido produtos na mesma proporção. Em um levantamento entre as principais marcas, raras foram as que dispunham de itens exclusivos para essas consumidoras. A base, por exemplo, é essencial na maquiagem, mas é difícil encontrar uma tonalidade ideal entre a ampla gama vendida para mulheres de pele branca, observa Mirian Costa, maquiadora da marca de cosméticos Dailus. "Fizemos uma pesquisa e percebemos essa carência", diz a profissional. "Para preencher essa lacuna, a empresa criou uma vasta linha para essas mulheres."

Ao desenvolver maquiagem para pele negra, a Dailus delineou um panorama do consumo de beleza feminino por região. Mirian conta que, no Sul, a venda se concentra em maquiagens de tom rosa por causa da ascendência europeia, na qual predomina pele bem clarinha. Já nas cidades do Rio, Vitória e Salvador, os campeões de vendas são os produtos direcionados para as muitas tonalidades que vão da morena à negra. Em São Paulo, contudo, a mistura é tão grande que fica impossível definir um perfil dominante.

Apesar da predominância morena e negra no País, Julia Petit reclama da postura das empresas nacionais. "É como se aqui fosse um país nórdico", brada a produtora expert em make-up, autora do blog Petiscos e apresentadora do programa "Base Aliada" (GNT) - ambos com conteúdo de beleza e moda.

Sua indignação é tão grande que ela não cansa de fazer a mesma pergunta quando encontra alguém do ramo de cosméticos: "Você tem linha para pele negra?" Mas a resposta que mais escuta é: "Não há mercado para esse nicho". Julia questiona: "Será que não tem mercado porque não tem produto?" Para ela, o mercado brasileiro é muito atrasado nesse sentido.

Coreia do Norte investe em cassinos e cruzeiros para atrair turistas

Cruzeiro norte-coreano chega a ter um hotel flutuante para atrair visitantes chineses ao país

Feng Li/Getty Images
Bandeira da Coreia do Norte
Apesar dos cassinos irem contra a doutrina comunista norte-coreana, o regime está há anos tentando transformar a zona nordeste de Rason em "sua própria Hong Kong"

Seul - A Coreia do Norte investe em cassinos e cruzeiros para renovar seu projeto turístico do Monte Kumgang, que contou com colaboração da Coreia do Sul, para atrair novos visitantes.

O primeiro dos cruzeiros, mais parecido com um navio de carga, comporta um grande e luxuoso hotel flutuante. O navio chegou na semana passada ao novo Kumgang com centenas de turistas, a maioria chineses, procedentes de Rason, outra região norte-coreana que quer atrair capital externo.

A Coreia do Norte pretende começar administrar o complexo de Kumgang por conta própria. No entanto, a área é considerada um exemplo da cooperação entre as duas Coreias desde a inauguração em 1998 até 2008. O cenário complicou após a morte de uma turista sul-coreana, que foi assassinada por disparos de um soldado do Norte. O fato resultou na suspensão das viagens.

No mês passado, o regime de Kim Jong-il decidiu congelar todas propriedades sul-coreanas existentes no complexo fronteiriço construído em conjunto, que incluem um campo de golfe, hotéis e restaurantes no valor de quase US$ 300 milhões.

O plano norte-coreano, que deve começar oficialmente em outubro, busca a criação de uma intensa zona hoteleira para ocupar os sinais de abandono da região antes ocupada pelo governo sul-coreano. A ideia é atrair turistas chineses com a construção de um cassino.

"O cruzeiro (da semana passada) não foi mais que uma tentativa da Coreia do Norte de pressionar o governo sul-coreano para voltar a liberar visitas de seus habitantes. Seus planos de atrair turistas chineses não vão ser rentáveis", explicou à Agência Efe Yang Um-chul, analista sobre assuntos intercoreanos do Instituto Sejong.

Segundo sua opinião, os novos investimentos na zona montanhosa de Kumgang não têm futuro, porque os chineses estão principalmente interessados em conhecer as belezas naturais do local, considerado um dos lugares mais formosos da Coréia pelos sul-coreanos.

Até 2008, dezenas de milhares de sul-coreanos eram autorizados a visitar anualmente a região de Kumgang, que se encontra do outro lado de fronteira que divide os países desde a Guerra da Coreia (1950-1953) e onde se chega facilmente de ônibus.

Miss Universo, um trampolim para beldades e negócios

Após quase 60 anos, o concurso sustenta negócios que vão da moda até, claro, a descoberta de modelos

Paula M. Shugart

Paula M. Shugart, presidente da Miss Universe Organization: ela chegou à companhia através do Miss Hawai, que organizou em 1998

São Paulo - Na noite de hoje, quando 89 misses desfilarem, entre 10 milhões de dólares e 20 milhões de dólares terão, finalmente, cumprido sua função. Esse é o custo do show de cerca de duas horas, cujos ingressos já estão esgotados.

Paula M. Shugart, presidente da Miss Universe Organization (joint venture entre a NBC Universal e a Donald Trump Organization) chegou à companhia através do Miss Hawai, que organizou em 1998. Na época, uma forma de sentir o impacto do evento foi quando o site caiu no momento da apresentação.

A organização calcula que o evento seja assistido por 1 bilhão de pessoas, em 109 países. A Miss Universe Organization já conta com uma linha de esmaltes que leva seu nome, parceria com a O.P.I. e negocia uma coleção de biquínis – com a empresa que deu origem ao concurso.

Mensagem do dia

"Quando você ao acordar, abrir a janela, olhar o céu, e contemplar o brilho do sol, imagine que o seu dia terá um brilho muito maior do que este, porque você assim o deseja, assim o quer. E mesmo que não consiga ver este brilho com os olhos, o sentirá refletido em você na sua alma, pois ele nada mais é que a sua felicidade, ou sua vontade de lutar, para encontrá-la."

domingo, 11 de setembro de 2011

Nova York redesenha linha do horizonte com novo World Trade Center

Ao contrário do WTC das Torres Gêmeas, a segurança é posta acima do custo e do design; infográfico mostra disposição de prédios

Carolina Cimenti, de Nova York, especial para o iG | 09/09/2011 08:00 - Atualizada às 10:31

Quando as Torres Gêmeas foram destruídas no 11 de Setembro, não deixaram um buraco somente ao sul da ilha de Manhattan. Elas também criaram um rombo moral na maior potência do mundo e um vazio de 110 andares no orgulho dos americanos. As torres do World Trade Center (WTC) foram um ponto turístico, presença na linha do horizonte nova-iorquino e um símbolo da riqueza capitalista da maior economia da Terra durante 30 anos. O ex-governador de Nova York George Pataki chegou a dizer que reerguer o WTC “não era apenas um capricho, mas um dever patriótico”.

Em 2003, foi aberto um concurso para escolher o projeto do novo WTC, que foi então apelidado de Freedom Tower (Torre da Liberdade). O arquiteto Daniel Libeskind apresentou o projeto vencedor, que veio a ser modificado diversas vezes pelo arquiteto contratado David M. Childs até chegar à sua versão final, em 2005.

Em maio do ano seguinte, a construção no Marco Zero (onde ficavam as Torres Gêmeas) foi iniciada. Além do prédio mais alto - o One World Trade Center -, o novo WTC será composto por mais três edifícios e terá como vizinhos uma estação de transportes, um centro de apresentações culturais e um memorial e museu para as vítimas dos ataques. (Veja infográfico acima)

Quando concluído, em 2013, o One World Trade Center será o prédio mais alto dos EUA e o terceiro do mundo, com 1.776 pés de altura (quase 542 metros) - uma homenagem ao ano em que os EUA declararam sua independência. Contando com a antena que será colocada no seu topo, ela será ligeiramente mais alto que as Torres Gêmeas.

“A linha do horizonte de Nova York será finalmente corrigida”, disse o prefeito Michael Bloomberg quando a nova torre chegou ao 50º andar, em julho. Mas, pelo lado comercial, reconstruir o complexo de prédios talvez não faça muito sentido. Em primeiro lugar, os EUA ainda estão no meio de uma profunda crise econômica e apresentam altos índices de desemprego. Em segundo, quem pagaria para se mudar para o topo de um prédio que substituirá o maior alvo terrorista de todos os tempos? Medo nunca vendeu bem, e em maio o chefe do Departamento de Polícia de Nova York, Ray Kelly, publicamente descreveu o novo WTC como “o alvo terrorista número um da nação”.



Foto: Site do WTC/ Silverstein Properties
Ilustração mostra como ficará linha do horizonte de Manhattan após conclusão de novo complexo do World Trade Center, que substituirá o destruído no 11 de Setembro

Promessa de segurança

Para atrair inquilinos, a Autoridade Portuária, agência pública proprietária do WTC, terá de convencer a todos que a nova torre será infinitamente mais segura que as Torres Gêmeas.

O primeiro passo foi contratando a consultoria de uma equipe da Universidade de Illinois, constituída por engenheiros, arquitetos, policiais e bombeiros especializados em emergências em espigões. John Norman, um ex-chefe do Departamento de Bombeiros de Nova York, fez parte dessa equipe e concedeu uma entrevista exclusiva ao iG.

“Prédios muito altos podem resistir a um grande incêndio, mas não podem seguir as regras da construção atual; têm de ser construídos de forma mais conservadora”, disse. “Um exemplo disso é o prédio número 70 da rua Pine em Nova York. No 11 de Setembro, ele queimou por 24 horas descontroladamente, mas não entrou em colapso como as Torres Gêmeas, e continua em uso até hoje.”

Quando fala sobre as construções mais antigas, como o Empire State em Nova York, Norman se refere ao maior uso de concreto, em vez do predomínio atual de aço nas construções (que, com o vidro, era o material predominante no antigo WTC). “Quanto mais concreto, menos o fogo se espalha, por isso é fundamental usar concreto mais que possível, principalmente nas escadas de emergência”, afirmou.

Algumas das recomendações que Norman e seus colegas deram à Autoridade Portuária foram:
1. proteger as escadas de emergência com concreto reforçado;
2. construí-las mais largas e espaçosas, incluindo saídas de água para mangueiras e sprinklers (sistema anti-incêndio), além de exaustores de fumaça;
3. instalar cabos elétricos de emergência para o caso dos normais serem cortados ou interrompidos;
4. ter certeza de que os elevadores abrem as portas automaticamente em caso de emergência, e de que existem aberturas a cada três andares na parede da coluna de cada elevador (para que possam ser localizados rapidamente em caso de pane geral);
5. usar a maior parte do aço da construção dentro de armaduras de concreto em vez de simplesmente protegê-lo com spray anti-incêndio;
6. instalar detectores de fumaça, de agentes químicos, de agentes biológicos e de radiação em todas as salas de todos os andares.



Foto: AP Ampliar
Estátua da Liberdade é vista tendo ao fundo guindates e o One World Trade Center em construção em Manhattan (30/7/2011)
 
    “Todas as nossas recomendações procuraram aumentar a possibilidade de sobrevivência dos ocupantes do prédio no caso de um novo ataque”, disse o ex-chefe do departamento dos bombeiros.

    Além de aceitar quase todas as recomendações (detectores de agentes químicos e de radiação provavelmente não serão colocados), a Autoridade Portuária também divulgou em seu site que o novo WTC “criará um novo modelo de segurança para prédios altos”. Esse modelo inclui múltiplos backups para as luzes de emergência, escadas de emergência pressurizadas (nas quais a fumaça não conseguirá entrar), proteção de concreto em todos os sprinklers e saídas de emergência “que facilitarão uma rápida e fácil retirada”.

    Todos os veículos serão revistados antes de entrar no prédio, incluindo com tecnologia de detecção de material radioativo, em uma rua subterrânea que levará à garagem. Além disso, todos os visitantes passarão por uma área de segurança e revista parecida com a dos aeroportos. Mais de 400 câmeras monitorarão o WTC durante 24 horas, transmitindo o sinal diretamente para a polícia de Nova York, e um computador com um software de vídeo-analítico ajudará a apontar potenciais perigos, como bolsas e sacolas abandonadas ou fisionomias parecidas com a de supostos terroristas ou criminosos.

    Além de tudo isso, o projeto inicial foi modificado para afastar o prédio de uma estrada próxima, pois a polícia temia que um carro-bomba pudesse ser acionado nas proximidades. Mais importante, o projeto foi radicalmente modificado para que fosse criada uma base de 60 metros de altura, feita toda em concreto e sem janelas, para protegê-lo no caso de um carro-bomba. Um espécie de bunker de entrada.

    Apesar de ter a mesma altura das Torres Gêmeas, o novo One WTC terá menos andares. As torres originais tinham 110 andares, sendo o 106º o último a ser ocupado comercialmente. A nova torre terá 82 andares, sendo alguns subterrâneos e 74 acima do térreo. O primeiro andar acima da base de concreto será designado como 20º e será o primeiro andar de escritórios. Dos 82 andares, apenas 69 serão alugados como escritórios, contando dois andares especificamente para canais de televisão e dois restaurantes. Acima deles, estarão dois decks de observação e, no topo do edifício, uma antena de 124 metros de altura esculpida pelo artista Kenneth Snelson.

    Mudança de jogo

    Apesar de o prédio parecer mais sólido e mais seguro que o antigo WTC, fica a pergunta: quem, além de funcionários públicos da Autoridade Portuária, vão ocupá-lo? O ex-governador de Nova York Eliot Spitzer chegou a chamar o complexo de “elefante branco do mundo imobiliário” anos atrás. E, inicialmente, ele parecia realmente fadado a falir. Em 2008, os proprietários conversaram com grandes bancos, como Merrill Lynch e JPMorgan Chase, mas, em meio à crise financeira, nenhum deles considerou uma mudança de endereço.

    Finalmente, em maio de 2011, o projeto conquistou seu maior voto de confiança de todos os tempos. A editora Condé Nast, que publica revistas como Vogue, The New Yorker, Wired e Vanity Fair, anunciou que alugaria um milhão de metros quadrados do novo prédio por 25 anos (acredita-se que por US$ 2 bilhões). Christopher Ward, o executivo da Autoridade Portuária responsável pelo WTC, disse em uma coletiva que o contrato com a Condé Nast era uma “fenomenal mudança no jogo” e a editora “criaria muito mais interesse na área sul de Manhattan”.

    De acordo com a publicação New York Magazine, os dois lados foram rápidos para acertar o valor do acordo, mas fizeram dezenas de reuniões posteriores para alcançar “outros detalhes”, como a liberdade das centenas de carros da empresa entrarem e saírem sem revista e o cálculo de quanto tempo Anna Wintour, a famosa editora de Vogue, precisaria esperar para que um vestido subisse até a sua sala para que fosse aprovado. A Autoridade Portuária acabou dando luz verde para todos as requisições de Condé Nast, e o contrato foi assinado.

    O novo One World Trade Center originalmente seria inaugurado em 2011, mas, em outubro de 2008, teve sua inauguração protelada para 2013. O valor estimado de toda a construção, que neste mês atingiu mais da metade de sua altura final, é de US$ 6,1 bilhões.
    Jornal: MPF alerta para explosão de custos da Copa de 2014


    MPF quer detalhes sobre garantias do estádio do Corinthians, a ser construído em Itaquera. Foto: Aloisio Mauricio/Terra
    MPF quer detalhes sobre garantias do estádio do Corinthians, a ser construído em Itaquera
    Foto: Aloisio Mauricio/Terra
    De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o Ministério Público Federal (MPF) fez um alerta em relação aos custos da Copa do Mundo de 2014, que ainda não tem suas contas fechadas a menos de três anos de seu início. O procurador-chefe do MPF do Amazonas, Athayde Ribeiro Costa, afirma que o Mundial corre o risco de sofrer uma "explosão" de custos por conta da precariedade dos projetos, da falta de transparência dos financiamentos, dos atrasos nas obras e da falta de garantias.

    Athayde, que também é coordenador do Grupo de Trabalho Copa do Mundo 2014 (órgão de fiscalização de obras e serviços do Mundial), teme por um descontrole dos preços. O jornal também destaca que o Portal da Transparência do governo federal avalia o custo da Copa em R$ 23,4 bilhões, enquanto a Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base), que tem acordo de cooperação com a CBF e o Ministério do Esporte, faz a mesma conta com o resultado de R$ 84,9 bilhões.
    Suécia: 4 são presos sob suspeita de planejarem ataque
    Quatro pessoas foram presas neste domingo na Suécia sob a suspeita de estarem planejando um ataque terrorista, informou um porta-voz da polícia de segurança sueca, segundo cita o site da Forbes. O porta-voz, Stefan Johansson, disse que os quatro foram presos na segunda maior cidade da Suécia, Gotemburgo, que possui 513 mil habitantes e fica a 470 km da capital, Estocolmo. Johansson, no entanto, se negou a dar mais detalhes sobre o ocorrido.

    Já o site BNONews informou ter a polícia sueca dito que a galeria de artes Sten Roda foi evacuada após a meia-noite (por volta das 19h no horário de Brasília) devido a um "grande perigo".
    Segundo a BBC, cerca de 400 pessoas comemoravam a abertura de um festival internacional de arte contemporânea quando a polícia mandou-os sair do edifício.

    "Cerca de meia-noite, fui chamado pela polícia e eles disseram que havia uma ameaça para o edifício e nos pediu para parar tranquilamente a festa, o que fizemos e todos saíram", disse a chefe da galeria, Mia Christersdotter Norman, à agência Associated Press, citada pela BBC.

    Segundo a CNN, as prisões foram feitas por uma equipe da SWAT. A rede cita um outro porta-voz da polícia, Ulf Edberg, que teria dito que o número de policiais foi aumentado nas ruas da cidade depois do incidente.

    O promotor encarregado do caso, Hilding Qvarnstrom, disse em comunicado no site da promotoria de Gotemburgo que investigação ainda está numa fase inicial e que as autoridades não podem revelar quaisquer detalhes sobre as prisões por enquanto.

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