sábado, 14 de dezembro de 2013

Papa Francisco é escolhido Pessoa do Ano pela revista Time

Papa Francisco é escolhido Pessoa do Ano pela revista Time

"Muito do que ele fez em seus breves nove meses no cargo realmente mudou o tom daquilo que emana do Vaticano", disse a editora da Time, Nancy Gibbs

 
 
 
(Reuters) - A revista Time nomeou o papa Francisco como sua Pessoa do Ano na quarta-feira, creditando a ele a mudança na mensagem da Igreja Católica ao mesmo tempo em que capturou a "imaginação de milhares" que estavam desiludidos com o Vaticano.

"Muito do que ele fez em seus breves nove meses no cargo realmente mudou o tom daquilo que emana do Vaticano", disse a editora da Time, Nancy Gibbs, ao anunciar o escolhido no programa de TV "Today", do canal NBC. "Ele está dizendo 'nós temos a ver com a missão de cura da igreja, e não com o trabalho de policiamento teológico'."

O papa superou o ex-prestador de serviço da Agência Nacional de Segurança dos EUA Edward Snowden e a ativista pelos direitos homossexuais Edith Windsor na conquista do prêmio. Outros finalistas foram o presidente sírio, Bashar al-Assad, e o senador norte-americano do Texas Ted Cruz.

"O que faz esse papa tão importante é a velocidade com a qual ele capturou a imaginação de milhões que haviam desistido de ter qualquer esperança pela Igreja", disse a Time em sua página na Internet.

Em um comunicado lido no "Today", o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, disse que "o Santo Padre não está em busca de se tornar famoso ou receber honrarias. Mas se a escolha de Pessoa do Ano ajudar a disseminar a mensagem do evangelho -uma mensagem do amor de Deus por todos- ele certamente ficará feliz."
 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

7 aplicativos indispensáveis para empreendedores

7 aplicativos indispensáveis para empreendedores

Veja sete aplicativos necessários para você e o seu negócio

 
 
Com a variedade de aplicativos disponíveis para smartphones e tablets, fica até difícil escolher os mais úteis para as mais diversas situações.
Pensando nos desafios de quem é dono do próprio negócio, Carla Castilho, especialista em Marketing Digital e Planejamento na Unius Multimídia e Comunicação, agência de publicidade e marketing, listou as sete principais ferramentas para auxiliar no dia a dia. Confira a lista:

Duolingo

Ideal para quem precisa atualizar o inglês ou o espanhol. O aplicativo é totalmente gratuito e oferece versão básica e avançada de estágios. Conta com atividades dinâmicas e interessantes. Permite o aprendizado de vocabulário, além de construção de frases escritas e faladas.

Dropbox

Fundamental para armazenamento de arquivos nas nuvens, o aplicativo possibilita o compartilhamento com clientes e fornecedores. Disponibiliza 2 GB de espaço gratuito para cada usuário. Há a opção de 100 GB por US$ 9,99 ao mês. É possível configurar para que o upload de fotos seja feito automaticamente, o que não é indicado, pois os 2 GB disponíveis "acabam" muito rápido. Essa é uma ferramenta para armazenamento de documentos que precisam estar sempre à mão e oferece total segurança de confidencialidade de dados.

TaxiJá

O TaxiJá é uma aplicativo que as empresas podem utilizar para suas equipes em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador. Com cobrança mensal, oferece veículos de frota e taxistas independentes. Através de um clique é possível escolher o taxista e até se comunicar com ele. A frota de São Paulo é bem maior que a das outras cidades, mas o número de taxistas que estão aderindo é crescente.

WeatherMagic

É um aplicativo interessante para quem viaja bastante ficar por dentro do clima. Ao escolher a cidade, a tela de fundo correspondente aparece com a luminosidade do horário, o que deixa o visual agradável e interessante. Disponibiliza várias configurações. Além de mostrar a temperatura mínima e máxima em Celsius e Fahrenheit, conta com informações como a data, o horário, umidade, precipitação, pressão, visibilidade e bússola. Há versão paga e gratuita.

Pages

Perfeito para a criação rápida de documentos e apresentações. Conta com mais de 60 modelos de templates e várias ferramentas de redação e diagramação avançadas, como definição de fontes, estilos, inserção de imagens, vídeos, gráficos 2D e 3D, equações com o MathType, além de apresentar um design muito legal. Após a conclusão do arquivo, recursos como compartilhamento, comentários e feedbacks fazem toda a diferença nesse aplicativo. A versão está disponível para iOS e o custo é de US$ 19,99.

Wunderlist To-Do & Task List 2

Muito bom para fazer o gerenciamento das tarefas diárias, o que para um empresário é fundamental. É possível administrar e compartilhar a agenda com terceiros. Há versão gratuita para todas as plataformas. Na versão paga é possível adicionar comentários e ter uma conversa com a equipe, além de anexar arquivos e tarefas para participantes do grupo. A navegação é simples e há lembretes claros para facilitar a lembrança de todos os compromissos

Waze

Para quem precisa se deslocar para reuniões e eventos, este é um aplicativo que não pode faltar. Além de ser um GPS com pesquisa por voz para mais de 40 idiomas, tem um design bem divertido e mapas interessantes. Através da interação com os mais de 50 milhões de usuários, o aplicativo possibilita a disponibilização de informações de rota, trânsito, acidentes e ajuda na melhor escolha dos percursos que devem ser feitos para economizar tempo.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

As áreas com os maiores salários

Cargos gerenciais da área de Finanças têm os maiores salários, aponta estudo

Em São Paulo, os cargos de Regional Controller e Controller têm as maiores remunerações entre os profissionais da área

 
 
 
A recrutadora Michael Page acaba de divulgar o seu Estudo de Remuneração 2013 / 2014, mostrando cargos de várias áreas e suas respectivas remunerações. Nesta edição, o destaque ficou para a área de finanças, onde se concentram os maiores salários.

Na área de finanças, a pesquisa mostra que, em nível gerencial e em empresas de grande porte, os cargos de Regional Controller e Controller são os mais bem remunerados. Em São Paulo, a remuneração de um Regional Controller varia de R$ 22 mil a R$ 35 mil, enquanto que o de Controller oscila entre R$ 20 mil e R$ 25 mil. Em 2012, o salário destes profissionais aumentou em relação a 2012. No ano passado, um Controller ganhava entre R$ 18.000 a R$ 25.000. Já o Regional Controller recebia, em média, R$ 18.000 a R$ 28.000.

Segundo Henrique Bessa, diretor da Michael Page, as posições de controller estão em alta porque, normalmente, o cargo é responsável pelas informações financeiras da empresa (fechamento contábil, fiscal e report para matriz). Além disso, a área é escassa de profissionais com boa formação contábil e habilidades de comunicação , assim como fluência no inglês, (exigência das multinacionais/nacionais). Então, os profissionais que possuem estas habilidades são supervalorizados no mercado.

Com relação à diferença entre os dois cargos, Bessa diz que o que caracteriza a disparidade entre eles é a região de responsabilidade e, por consequência, a senioridade. “No Brasil, o Regional Controller tem responsabilidade por toda a região da América Latina e possui "controllers" locais respondendo para ele. Além disso, viaja constantemente, gerenciando os resultados das equipes. Já o Controller é um cargo operacional e estratégico, já que ele é responsável pelo fechamento contábil da empresa, apuração e planejamento tributário, atendimento a auditorias externas, conversão e report de balanço para matriz, funções fundamentais para todas as companhias.

O Estudo de Remuneração da Michael Page foi realizado com 75 mil profissionais nos 10 escritórios da Michael Page pelo Brasil. No total, foram analisados 527 cargos nas 15 divisões de atuação da empresa. São elas: Finanças, Tributos, Bancos, Seguros, Jurídico, TI, Vendas, Marketing, Varejo, Saúde, Engenharia e Manufatura, Suplly Chain, Propriedade e Construção, Óleo e Gás e RH.

Seguem abaixo as tabelas que mostram a remuneração de 20 cargos da área financeira:





sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Morre Nelson Mandela

Morre Nelson Mandela, líder antiapartheid e ex-presidente sul-africano

 
AFP

O ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela, conhecido mundialmente por sua luta contra o apartheid, faleceu nesta quinta-feira em Johanesburgo aos 95 anos.
'A nação perdeu seu maior filho', disse o presidente Jacob Zuma, ao anunciar a morte do líder sul-africano.
O primeiro presidente negro da África do Sul, que lutou contra o regime de segregação racial vigente no país até 1994, começou em junho deste ano a ter complicações decorrentes de uma infecção pulmonar.
Mandela passou 27 anos na prisão por se opor ao regime do apartheid. Em 1994, quatro anos após ser libertado e um ano após receber o prêmio Nobel da Paz, foi eleito presidente da África do Sul, promovendo um governo conciliador que não excluísse a minoria branca.
Em 1999, Nelson Mandela encerrava seu mandato de presidente da África do Sul, colocando fim a uma das mais fantásticas trajetórias políticas de todo o mundo.
Rolihlahla Dalibhunga, seu nome de batismo, nasceu em 18 de julho de 1918, na pequena vila de Mvezo, na região de Transkei, na África do Sul. Uma professora lhe deu o nome em inglês pelo qual ficou internacionalmente conhecido.
Ele era membro da tribo Tembu, parte da nação Xhosa. Pertencia ao clã Madiba, como era chamado por muitos sul-africanos.
Mandela formou-se em direito pela Universidade da África do Sul em 1942 e estudou também nas universidades de Fort Hare e Witwatersrand.
Em 1943, aproximou-se de militantes do partido CNA (Congresso Nacional Africano), que viria a ser uma importante força política de combate ao regime segregacionista do apartheid. Pelas mãos de Gaur Radebe, Mandela passou a frequentar reuniões do partido e participou de um protesto contra o aumento de tarifas de ônibus.

Influências
Admirador do sistema político britânico e de Mahatma Ghandi, no início de seu contato com a política Mandela foi muito influenciado por Walter Sisulu, um companheiro na luta contra o apartheid.
'Walter Sisulu nunca perdia a cabeça em uma crise. Ele estava sempre em silêncio quando os outros estavam gritando', escreveu Mandela em sua autobiografia, Longa Caminhada para a Liberdade.
Em 1944, Mandela participou da formação da Liga Jovem do CNA, marcando oficialmente seu engajamento no partido.
Quatro anos depois, o Partido Nacional, liderado por Daniel Malan, venceu as eleições na África do Sul e estabeleceu em lei o que na prática já ocorria no país: a segregação da população negra.
A África do Sul passou então a ser regida pelo apartheid, um sistema de dominação que, como dizia a própria ideologia do Partido Nacional, mantinha os brancos como senhores supremos dos negros.

Campanha de resistência
Em 1952, Mandela participou ativamente da campanha do CNA de resistência à nova legislação segregacionista. Quatro anos mais tarde, em meio à crescente movimentação contra o regime, o governo prendeu 156 ativistas do partido.
Eles foram acusados de traição em uma série de julgamentos que se arrastou até 1961. Mandela foi porta-voz do grupo durante o processo, e todos acabaram sendo absolvidos.
Em 1960, ocorreu o massacre de Sharpeville, em que dezenas de negros foram mortos quando a polícia abriu fogo contra uma multidão. Em seguida, o CNA foi colocado na clandestinidade, e Mandela foi preso.
Em 1961, ele foi libertado, passou a viver na clandestinidade e ajudou a fundar a ala militar do CNA, o Umkhonto we Sizwe, ou MK. Mandela chegou a ir para a Argélia receber treinamento militar, mas acabou sendo preso em 1962 por deixar o país ilegalmente.

Prisão
Já na cadeia, cumprindo uma pena de cinco anos, Mandela foi condenado à prisão perpétua por sabotagem no célebre julgamento de Rivonia.
Em seu testemunho durante o julgamento, ele atacou as leis sul-africanas que haviam deixado os negros quase sem direito algum e disse sonhar com o estabelecimento da democracia no país.
'Eu tenho o ideal de uma sociedade livre e democrática', afirmou Mandela. 'É um ideal pelo qual eu espero viver e que eu espero alcançar. Mas, se for preciso, é um ideal pelo qual eu estou preparado para morrer.'
Mandela ficou na prisão durante 27 anos, divididos entre os presídios de Robben Island e Pollsmoore. Apesar de mantido na cadeia, ele viu sua força política crescer ao longo dos anos e se tornou um símbolo mundial da repressão na África do Sul.
Na década de 80, Mandela rejeitou uma proposta do então presidente P.W. Botha, que concordou em soltá-lo desde que ele renunciasse à violência como instrumento político.
Mandela respondeu dizendo que só poderia sair da prisão no dia em que todo o povo negro da África do Sul também se tornasse livre. Ele acabou sendo libertado em fevereiro de 1990, depois de dois anos de negociações secretas com o governo sul-africano.
Esse processo de transição, que levou ao fim do apartheid, rendeu a Mandela e ao presidente Frederick De Klerk o prêmio Nobel da Paz de 1993.

Prestígio
A África do Sul ganhou uma nova Constituição, em que negros e brancos passaram a ter os mesmo direitos.
Depois de um difícil processo, em que o país foi palco de várias batalhas entre negros de diferentes etnias, em 1994 ocorreu a primeira eleição democrática da história sul-africana.
Nelson Mandela foi eleito o primeiro presidente negro do país e conseguiu manter seu prestígio até o fim do governo, em 1999.
Na África, ele se tornou uma referência em termos de política internacional e provocou polêmica ao visitar a Líbia em 1997.
Mandela irritou os Estados Unidos ao pedir que os países do Ocidente acabassem com as sanções econômicas contra a Líbia (impostas por causa do suposto envolvimento líbio com o terrorismo internacional).
Mandela conseguiu eleger como seu sucessor um herdeiro político, seu vice-presidente Thabo Mbeki.
Longe da Presidência, Mandela se tornou uma espécie de embaixador do país, liderando campanhas contra a Aids e lutando para que a África do Sul sediasse a Copa do Mundo de 2010.
Também se envolveu em negociações de paz em diversas partes do mundo, especialmente na África, caso da República Democrática do Congo e do Burundi.

Reflexão
Em 2001, Mandela descobriu que tinha câncer de próstata. Três anos depois - aos 85 anos - anunciou que se retiraria da vida pública para 'refletir tranquilamente'.
'Não me liguem. Eu ligo para vocês', alertou, em tom de brincadeira, referindo-se aos inúmeros convites que recebe.
Parte de sua extraordinária popularidade se explica por seu carisma, bom humor e ternura apesar das dificuldades que enfrentou, não só em sua vida política mas também na pessoal.
Aos nove anos, ele perdeu o pai, vítima de tuberculose. Dos quatro filhos que teve com sua primeira esposa, Evelyn Mase, apenas a mais nova continua viva.
O filho mais velho, Madiba Thembekile, morreu aos 25 anos em um acidente de carro, enquanto Mandela cumpria pena de prisão que duraria 27 anos. Não foi permitida sua presença no enterro do filho. Sua mãe também morreu no período em que esteve preso.
O segundo filho do casal, Makgatho Mandela, foi vítima, em 2005, de complicações relacionadas à Aids. A perda contribuiu para que Mandela se lançasse em várias campanhas de combate à epidemia.
A terceira filha morreu aos nove meses, o que fez com que o casal batizasse a filha seguinte com o nome da irmã falecida, Malaziwe Mandela.

Lápide
Além de Mase, Mandela também teve outras duas esposas. Em 1958, ele se casou com Winnie Madikizela, que teve um papel importante em sua libertação. Eles se divorciaram em 1992.
Em seu aniversário de 80 anos, Mandela se casou novamente - dessa vez com a moçambicana Graça Machel.
Ele fez raras aparições públicas nos últimos anos, e a principal delas foi na cerimônia de encerramento da Copa do Mundo da África do Sul, em julho de 2010, quando ainda estava de luto pela morte da bisneta, que morrera dias antes ao sair de um evento ligado ao Mundial.
Em maio de 2012, ele participou das comemorações do centenário do CNA. Em agosto, foram divulgadas fotos do almoço que teve em sua casa com a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton.
Em dezembro, porém, foi internado com uma infecção pulmonar.
Anos antes de sua morte, o ex-presidente sul-africano foi questionado sobre como gostaria de ser lembrado. Mandela afirmou que em sua lápide gostaria apenas que fosse escrito: 'Aqui jaz um homem que cumpriu o seu dever na Terra'.

BBC Brasil

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Brasil invadido por zumbis em ação contra o crack

Brasil invadido por zumbis em ação contra o crack

Cerca de 100 mil pessoas assistiram ao trailer criado pela Master Roma Waiteman

 
A Associação Parceria Contra as Drogas (APCD) criou uma campanha diferenciada para conscientizar jovens e crianças quanto aos perigos do crack: um filme que mostra usuários da droga como zumbis. O curta criado pela Master Roma Waiteman retrata um Brasil invadido pelos mortos-vivos, viciados em crack, utilizando-se de uma linguagem própria da juventude para informar sobre a droga e suas consequências para os usuários.

Primeiramente foi exibida uma versão menor do vídeo, um trailer, em 60 salas de cinema da rede Cinemark em São Paulo, Brasília, Curitiba, Rio de Janeiro, Manaus e Salvador. Depois o filme maior, que tem pouco mais de 7 minutos de duração, foi divulgado no Youtube da associação.

Cerca de 100 mil pessoas assistiram ao trailer e o vídeo teve mais de 70 mil comentários no Twitter, além de outros milhares no Facebook e YouTube. A grande maioria partindo dos adolescentes, foco da campanha na expectativa do lançamento do filme.

Assista ao vídeo:

 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Ensinamentos da vida...

Ensinamentos da vida...
 
Um senhor idoso estava cuidando de uma planta com todo o carinho. Um jovem se aproximou dele e perguntou:
 
Que planta é esta que o senhor está cuidando?
 
Ah! É uma jabuticabeira – respondeu o senhor.
 
E ela demora quanto tempo para dar frutos?
 
Pelo menos uns quinze anos – informou ele.
 
E o senhor espera viver tanto tempo assim? Perguntou com ironia o rapaz.
 
Não, não creio que viva mais tanto tempo, pois já estou no fim da minha jornada! Disse o ancião.
 
Então, que vantagem você leva com isso?
 
Nenhuma, exceto a vantagem de saber que ninguém colheria jabuticabas se todos pensassem como você...

http://menegatti.srv.br

sábado, 30 de novembro de 2013

Richard Branson da dicas para os empreendedores

Nem o céu é o limite para o bilionário Richard Branson

As lições do excêntrico bilionário inglês Richard Branson, fundador do grupo Virgin, que inclui operadoras de celular, gravadoras de música, companhias aéreas e uma empresa para levar gente ao espaço


Richard Branson vestido de aeromoça


São Paulo - Ele já cruzou o oceano atlântico em um balão, o canal da Mancha em um carro-anfíbio e pretende em breve deixar a órbita terrestre numa nave espacial. Richard Branson, de 62 anos, o britânico por trás de todas essas estripulias, é um personagem fascinante.

Dono do grupo Virgin, conglomerado de mais de 300 empresas que faturaram 24 bilhões de dólares em 2012, ele criou um jeito próprio de administrar os negócios — tema de seus dois livros recém-lançados no Brasil (Like a Virgin e Ouse: Fazer o Bem — Se Divertir — Ganhar Dinheiro). Eis um apanhado do que sir Branson tem a ensinar.
Não se leve tão a sério
Tente gerenciar seus negócios sem tanta pompa e suntuosidade. "Você ficará surpreso ao ver quanta gente vai encará-lo com mais seriedade", diz Branson, no livro Like a Virgin.
Branson transferiu seu estilo de vida irreverente para todos os seus negócios. Uma de suas últimas travessuras aconteceu em maio deste ano. Branson se vestiu de aeromoça — com salto alto, pernas raspadas e meia arrastão — durante um voo da companhia aérea concorrente AirAsia para pagar uma aposta feita em 2010 com o fundador da empresa.
Naquele ano, a equipe de Fórmula 1 patrocinada pela Virgin perdeu posições para a escuderia financiada pela AirAsia. "Sou voluntário de todo tipo de aventura para promover a Virgin", diz Branson. 
Dê muita autonomia
Branson recomenda que o empreendedor tenha desprendimento para contratar funcionários melhores do que ele para executar o dia a dia da empresa.
"Nossas equipes são desafiadas a conduzir as empresas como se fossem donas do negócio", diz. "Quando as coisas vão mal, elas se sentem responsáveis de tal maneira pelo estrago que, quase sempre, arregaçam as mangas e conseguem reverter a situação."
No livro like a Virgin, Branson conta a história de um cliente importante da classe executiva que deveria ser pego num hotel de Nova York pela limusine da Virgin Atlantic, companhia aérea do grupo. O motorista não o encontrou porque o cliente aguardara na porta errada.
O passageiro pagou caro por um táxi até o aeroporto e chegou irritadíssimo com a possibilidade de perder o voo. A primeira funcionária da Virgin que ele localizou assumiu o controle da situação. 
Desrespeitando uma ordem contábil da empresa, ela reembolsou o táxi do passageiro com seu próprio dinheiro e o embarcou por uma via de acesso exclusiva da tripulação. O rapaz chegou ao avião antes do fechamento das portas.  "Salvamos o dia daquele passageiro e tenho certeza de que ele falou bem de nossa empresa por muitos anos", diz Branson. "Fiz questão de parabenizar a funcionária."
Saia do escritório
Um bom líder não fica o tempo todo encastelado numa sala. Bon vivant assumido, Branson está sempre viajando, conhecendo pessoas ou  promovendo festas em sua mansão nas Ilhas Virgens Britânicas. Esteja onde estiver, frequentemente tira do bolso um bloquinho de papel para anotar perguntas, preocupações e boas ideias.
"Para um empreendedor que dirige uma empresa em expansão, manter a forma e fugir do escritório de vez em quando não é luxo", afirma Branson. "É uma necessidade."
Sonhe grande
A Virgin é um conglomerado incomum. A maior parte das receitas vem de um punhado de linhas aéreas e ferrovias, de operadoras de telefonia e do selo musical V2. Mas em torno de 20% do faturamento é gerado de centenas de pequenos empreendimentos — tantos que é difícil acreditar que o próprio Branson se lembre de todos.
Há a Virgin Cosmetics, a Virgin Radio, a Virgin Wines... Branson não tem medo de arriscar. No entanto, usa um método para decidir o momento de investir: "A hora de entrar num setor é quando ele está sendo mal administrado pelos outros".  Antes de entrar num negócio novo, seus executivos elaboram o que chamam de rota de fuga.
"Quando iniciamos na aviação, combinamos que devolveríamos as aeronaves para a fabricante em alguns meses se o negócio não desse certo", diz Branson. "Eu estava preparado para assumir o risco, mas, se falhasse, não prejudicaria o restante dos negócios."
Combata a burocracia
O grupo Virgin é composto de uma série de empresas que operam de maneira independente. A ideia é preservar ao máximo a agilidade e a flexibilidade dos pequenos negócios, em contraponto com os processos normalmente engessados de uma grande corporação.
Branson explica: "Quando uma companhia atinge determinado tamanho, em vez de deixá-la crescendo e instalá-la em escritórios cada vez maiores, chamo, digamos, o gerente de marketing e o diretor de vendas e digo a eles: agora vocês passam a ser administradores de uma nova empresa".
Foi isso que aconteceu com a Virgin Records, que foi dividida em cinco gravadoras de música. De acordo com Branson, a marca era suficientemente grande para atrair nomes importantes, como os Rolling Stones, que sabiam que não seriam apenas uma superbanda em uma lista repleta delas.
Ao mesmo tempo, parte das operações permanecia pequena para que os funcionários não perdessem o foco na descoberta de novos artistas.
Apoie causas humanitárias
Branson defende a ideia de que as pessoas com habilidades para gerar lucros também devem usar seu talento para colaborar em causas como a melhoria da educação e da saúde e o combate à pobreza nos países subdesenvolvidos.  "Não existe contradição entre objetivos ambientais, sociais e comerciais", afirma Branson no livro Ouse: Fazer o Bem — Se Divertir — Ganhar Dinheiro.
Ele colabora com diversas instituições sem fins lucrativos. Em 2007, anunciou um prêmio de 25 milhões de dólares a quem mostrasse viabilidade comercial para retirar pelo menos 1 bilhão de toneladas de carbono por ano da atmosfera. "Se alguém conseguir essa proeza nos próximos cinco anos, o mundo pode estar a salvo do aquecimento global", diz.

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