sexta-feira, 9 de agosto de 2013

IBM está criando cérebro humano

IBM está criando uma arquitetura computacional baseada no cérebro humano

 
A IBM participou de um projeto onde desenvolveu um chip incluindo as inter-relações entre 530 bilhões de neurônios
 
Reprodução
 
 
O cérebro é um núcleo computacional incrivelmente rico e complexo que não não entendemos por completo — mas isso não impede a IBM de criar um novo tipo de arquitetura computacional em torno do que acontece em nossas cabeças.

Construído como parte da colaboração que fez ao programa SyNAPSE, da DARPA, em 2011, onde ela desenvolveu um chip computacional neurosináptico, a empresa está dando um passo adiante ao criar um ecossistema computacional completo inspirado no cérebro. Aquele chip original simulava algumas funções do cérebro — incluindo as interrelações entre 530 bilhões de neurônios –, mas a ideia agora é criar algo ainda mais realista.

Isso significa criar uma arquitetura computacional completamente nova — exatamente o que a IBM está fazendo. Como há pouco anunciado, ela está construindo todo tipo de coisas esquisitas e maravilhosas: simuladores de software multithread que replicam a maneira com que o cérebro processa dados; um modelo de neurônio que usa computação determinística e estocástica para dar sentido ao mundo; e programas que geram matrizes de “corelets”, cada um representando um núcleo discreto neurosináptico. Isso é coisa de ficção científica.

Há muito para se imaginar, mas as aplicações são de explodir cabeças: os computadores podem pensar e processar dados exatamente (ou pelo menos, um pouco) como humanos. Ele ainda está um pouco longe, considerando que mesmo um super computador de 83 mil processadores consegue se igualar a apenas 1% do seu cérebro no momento.

Mas isso não detém a IBM. Aparentemente, sua meta a longo prazo é construir uma versão em silício do cérebro. Como eles dizem, isso significa que é preciso um sistema em chip com 10 bilhões de neurônios e centenas de trilhões de sinapses, que consuma 1 kW de energia e ocupe menos de 2 litros de volume. É isso que eu chamo de desafio.

Senador Ivo Cassol é condenado

Senador Ivo Cassol é condenado a 4 anos e 8 meses de prisão

 
Supremo Tribunal Federal condenou Cassol (PP-RO) por crime de fraude a licitações quando era prefeito da cidade de Rolim de Moura (RO)
 
 
Senador Ivo Cassol é condenado a 4 anos e 8 meses de prisão
 
 
BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, por unanimidade, o senador Ivo Cassol (PP-RO) pelo crime de fraude a licitações quando era prefeito da cidade de Rolim de Moura (RO). O tribunal definiu que a pena aplicada ao senador será de 4 anos e 8 meses de prisão (regime semiaberto).

A relatora do processo, ministra Cármen Lúcia, havia estabelecido em seu voto pena de cinco anos, seis meses e 20 dias de detenção em regime inicial semiaberto.

O Ministério Público acusou Ivo Cassol de direcionar licitações de pavimentação e obras de engenharia para empresas cujos sócios eram seus parentes ou amigos. De acordo com o MP, os valores das obras eram artificialmente fracionados para que a licitação fosse feita por meio de convite às empresas. Por intermédio dessa metodologia, as empresas - ligadas, de alguma forma, a Cassol - eram privilegiadas.

O senador foi absolvido da acusação de formação de quadrilha, sendo vencidos os ministros Joaquim Barbosa e Marco Aurélio Mello. Os dois entendiam que Ivo Cassol, integrantes das comissões de licitações e diretores das empresas teriam formado uma quadrilha para a prática dos crimes. De acordo com os ministros do Supremo, não há indícios de que o senador tenha se beneficiado financeiramente das fraudes. Após a conclusão do julgamento, o senador poderá recorrer da decisão ao próprio STF.

Uma das possíveis consequências do julgamento é a discussão sobre a perda do mandato em razão da condenação, tema que já colocou em conflito a Câmara dos Deputados e o STF, no julgamento do mensalão. Na ocasião, deputados federais foram condenados e Supremo determinou que eles perdessem imediatamente os mandatos.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Humanizar a ciência

Humanizar a ciência pode fazer com que apareça mais gente apaixonada pelo conhecimento

Apesar de vivermos numa sociedade conectada e de sabermos que a ciência é o sustentáculo de tantas maravilhas eletrônicas, o saber científico parece algo a ser contemplado à distância

 
Para muitos de nós, desde o início de nossa alfabetização, a ciência parece um campo distante e completamente hermético em relação à nossa vivência cotidiana. Nossos estudantes – crianças e adolescentes – simplesmente não conhecem de fato os cientistas e, apesar de estudarem um componente curricular chamado “Ciências”, provavelmente não têm a dimensão do que seja essa prática humana. Sabemos que existiu um Galileu, um Newton e um Darwin, mas nos contentamos em nos encantarmos com seu brilhantismo.
Ciência é atividade humana e humano erra. Na maior parte dos casos, um cientista que se tornou célebre por um invento ou descoberta apenas concluiu um trabalho com idas e vindas.

Ainda assim, o aluno vê o cientista como ser iluminado, acima e além de seu tempo, e a ciência como um campo quase sagrado quando, na verdade, cientistas, filósofos, artistas e atletas é gente do povo, pessoas iguais às outras.

Ciência é atividade cotidiana, necessária e própria de quem tem dúvidas, inquietações e necessidades materiais. Fazer ciência é desenvolver conhecimento. Daí estas palavras serem sinônimos em muitas situações. E, o que é melhor, poder acontecer na sala de aula - não como pura repetição de feitos famosos, mas como empreitada do dia a dia.

É preciso mostrar aos alunos que o conhecimento que desenvolvem ali na sala de aula, hoje, pode gerar futuramente grandes descobertas ou invenções que melhorem a vida das pessoas - ou as alegre ou entretenha, não importa! É necessário criarmos momentos em que discorram sobre situações da natureza, tentando interpretá-las e propondo teorias que validem tais interpretações. É preciso desenvolver um grupo que investigue o mundo ao invés deste que apenas o cataloga e repete “verdades”. Afinal, será que as verdades conceituais são mais importantes para o estudante do que a postura de investigador que ele pode desenvolver?

Como professor, as oportunidades que tenho vivenciado de falar a alunos de ensinos fundamental e médio mostram-me claramente que podemos, sim, despertar um interesse maior pelas coisas do conhecimento. Talvez, mais do que mitos fantásticos, nossos jovens apreciem pessoas de carne e osso, que se imortalizaram justamente porque, não sendo gênios absolutos, eram grandes trabalhadores.

João Luiz Muzinatti é engenheiro, mestre em História da Ciência. Dirige a ABC Dislexia, entidade de atendimento a alunos, consultoria, cursos e palestras em Educação

Lei anticorrupção empresarial é sancionada

Lei anticorrupção empresarial é sancionada


A presidente Dilma Rousseff sancionou ontem lei que endurece as regras para punição de empresas envolvidas em atos contra a administração pública. O texto cria novos mecanismos de responsabilização de pessoas jurídicas, nas esferas civil e administrativa, mas não altera, contudo, a legislação criminal.

As normas, já chamadas pelo governo de "lei anticorrupção", também atingem empresas, fundações e associações estrangeiras.

As companhias ficam passíveis de multas de até 20% de seu faturamento bruto (ou de até R$ 60 milhões, caso o faturamento não possa ser calculado), dependendo da gravidade e dos valores envolvidos nas infrações.

A lei estabelece novos atos lesivos à administração pública, passíveis de punição direta da empresa, além das eventuais responsabilizações de seus dirigentes.

Entre eles: oferecer vantagem indevida a funcionário público ou pessoas a ele relacionada, como parentes; uso de laranjas; e fraude em licitações, incluindo acordos prévios com concorrentes.

A lei também cria o "acordo de leniência", uma espécie de delação premiada a empresas que identificarem outros envolvidos nas ilegalidades e ajudarem no fornecimento de documentos que ajudem a acelerar a investigação.

Caso cooperem, as empresas ficam livres da possibilidade de terem seus bens bloqueados ou mesmo de terem suas atividades suspensas. Além disso, a multa é reduzida em dois terços.

A lei sancionada por Dilma cria, ainda, o Cadastro Nacional de Empresas Punidas, que dará publicidade às pessoas jurídicas enquadradas na lei.

Atendendo recomendações da CGU, a presidente vetou três pontos do texto aprovado pelo Congresso depois de alterações de parlamentares.

Todos os vetos evitam brechas para punições mais brandas a empresas envolvidas em irregularidades.
O principal deles derruba um dispositivo que impedia a aplicação de multas acima do valor do serviço contratado. Assim, uma empresa poderia cometer série de irregularidades em um contrato de R$ 100 mil, e a multa não poderia exceder esse valor. Com a derrubada do veto, fica garantida a possibilidade de multa equivalente a 20% do faturamento bruto da empresa.

A presidente também derrubou pontos que exigiam a comprovação de dolo da empresa, que é incoerente com o espírito de responsabilização objetiva da lei. Para comprovar o dolo, teria que ser provado a intenção de pessoa jurídica, o que é impossível.

Outro ponto vetado possibilitava atenuar sanções contra a empresa, dependendo do grau de contribuição do servidor público para a fraude.

Companhias brasileiras investem no Iraque

Companhias brasileiras investem no Iraque

Evento no Curdistão terá participação de empresários do Brasil; região é vista como promissora pelos investidores

 
A Câmara de Comércio Árabe Brasileira, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), vai levar empresas brasileiras para participar da 9ª Feira Internacional de Erbil, no Iraque, que ocorre de 23 a 26 de setembro, na região do Curdistão. As inscrições estão abertas e esta é a terceira participação da entidade na mostra.
Entre outros, já está confirmada a participação da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e de gigantes brasileiros do setor, como Marfrig e JBS, bem como a Cibal, certificadora de produtos halal. A importação de carne brasileira pelos países da Liga Árabe foi recorde no primeiro semestre de 2013, aumentando mais de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior e atingindo um total de mais de US$ 2 bilhões.

O evento é multissetorial e oferece oportunidades para empresas nas áreas de alimentos, construção civil, moda (vestuário e calçado), equipamentos médicos e hospitalares, móveis, energia e eletroeletrônicos, entre outras. O pavilhão brasileiro terá 100 metros quadrados e as empresas participantes terão apoio das equipes da Câmara Árabe e da Apex.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Mussum inspira marca de cerveja

Mussum inspira marca de cerveja

“Biritis” será o nome do primeiro título da cervejaria que está sendo lançada por um dos filhos do humorista

 
 
 
O humorista Mussum, falecido em 1994, será o mote de uma nova linha de cervejas artesanais, que será lançada neste mês pela cervejaria criada pelo filho do eterno trapalhão. E o primeiro título já tem nome: “Biritis”.
A proposta é ter Mussum como referência da marca, que deve abusar do humor em sua comunicação. A “Biritis” deve ser o carro-chefe da Brassaria Ampolis, criada pelo filho de Mussum, Sandro Gomes, e outros dois empreendedores, Diogo Mello e Leonardo Costa.

A cerveja deve começar a ser vendidas em São Paulo e no Rio de Janeiro, em pontos específicos que ainda vão ser divulgados. A ideia dos empreendedores é produzir cerca de 50 mil litros da bebida nos primeiros seis meses e trabalhar uma expansão cautelosa.

Com informações do Estadão.

Encontrado novo vírus-espião que ataca Android

Encontrado novo vírus-espião que ataca Android

Ameaça pode ser encontrada em dispositivos como o Google Play

 
A F-Secure anunciou a descoberta de um novo malware apresentado como “altamente nocivo”, capaz de roubar dados, alterar configurações e deixar dispositivos vulneráveis a ataques. O vírus, conhecido como Dessert Strike, foi descoberto pelo analista sênior da F-Secure Zimry Ong, no mês passado, segundo a empresa.
A ameaça foi encontrada em dispositivos como o Google Play e tem o poder de coletar informações como o modelo do telefone, fabricante, versão do Android utilizada no aparelho, identificação do IMEI, localização do dispositivo e informações do usuário como nome e país de origem. O vírus pertence à família de malwares e também pode ser conhecido como Ropin, Leadbolt, Airpush ou PotentiallyUnwanted.

O Dessert Strike pode ser instalado nos equipamentos através de falsos anúncios de publicidade. Ao abrir o dispositivo da loja online, o vírus envia um alerta de notificação pra a assinatura de um falso sistema de varredura. Ao ativar o serviço, o malware invade o sistema e permite obter qualquer arquivo do aparelho infectado.

Segundo os experts da F-Secure, os usuários com Android 4.2 podem desabilitar notificações de aplicativos no campo “Gerenciamento de Aplicativo” disponível no sistema e evitar a infecção.

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