sexta-feira, 26 de julho de 2013

'Bote Cristo na vida'

'Bote Cristo na vida', diz papa na acolhida a participantes da Jornada

Em discurso para um público estimado em 1 milhão de pessoas na Praia de Copacabana, Francisco voltou a falar da 'ilusão de felicidade' e pediu que jovens voltem à espiritualidade
 
'Bote Cristo na vida', diz papa na acolhida a participantes da Jornada
"Papa elogiu disposição dos fiéis, que enfrentaram frio e chuva para vê-lo"

RIO - Em contraste com o discurso que fez de manhã na Favela da Varginha, no qual abordou questões terrenas e brasileiras como os protestos nas ruas, as injustiças sociais e a pacificação das favelas, o papa Francisco fez nesta quinta-feira, 25, às centenas de milhares de jovens que foram vê-lo à noite na Festa de Acolhida da Jornada Mundial da Juventude, na praia de Copacabana, um apelo para que se voltem para a espiritualidade.

No pronunciamento marcado por citações da Bíblia e linguagem coloquial, o pontífice recorreu a uma gíria bem carioca - "bote fé"- para conclamar o público a se engajar no cristianismo, deixar as obsessões materiais - "o ter, o dinheiro, o poder"- e trocar a si mesmos por Deus como centro da vida. Francisco chamou esse processo de "revolução copernicana"´, em alusão a Nicolau Copérnico (1473-1543), o cientista que formulou o heliocentrismo, teoria segundo a qual o centro do universo seria o sol, não a Terra.

"Mas o que podemos fazer? "'Bote fé'", pediu o Santo Padre, no discurso, no qual recorreu a uma imagem familiar - a preparação de comida - para expor seu pensamento . "A cruz da Jornada Mundial da Juventude peregrinou através do Brasil inteiro com este apelo. "Bote fé": o que significa? Quando se prepara um bom prato e vê que falta o sal, você então "bota" o sal; falta o azeite, então "bota" o azeite... "Botar", ou seja, colocar, derramar." Para o papa, a Bíblia mostra o caminho para a jornada espiritual que recomendou aos jovens. "No Evangelho, escutamos a resposta: Cristo", afirmou. "Jesus é Aquele que nos traz a Deus e que nos leva a Deus; com Ele toda a nossa vida se transforma, se renova e nós podemos olhar a realidade com novos olhos, 'a partir da perspectiva de Jesus e com os seus olhos'."

Francisco pediu também aos jovens que se perguntassem, com sinceridade, em quem depositavam confiança, em si próprios ou em Jesus e propôs uma troca. "Sentimo-nos tentados a colocar a nós mesmos no centro, a crer que somos somente nós que construímos a nossa vida, ou que ela se encha de felicidade com o possuir, com o dinheiro, com o poder", declarou. "Mas não é assim! É verdade, o ter, o dinheiro, o poder podem gerar um momento de embriaguez, a ilusão de ser feliz, mas, no fim de contas, são eles que nos possuem e nos levam a querer ter sempre mais, a nunca estar saciados. '(...) Vejam, queridos amigos, a fé realiza na nossa vida uma revolução que podíamos chamar copernicana, porque nos tira do centro e o restitui a Deus; a fé nos imerge no seu amor que nos dá segurança, força, esperança."

O papa citou São Pedro para falar da sua satisfação por estar na Jornada Mundial da Juventude. "É bom estarmos aqui!": exclamou Pedro, depois de ter visto o Senhor Jesus transfigurado, revestido de glória", disse. "Queremos também nós repetir estas palavras? Penso que sim, porque para todos nós, hoje, é bom estar aqui juntos unidos bem torno de Jesus!" O pontífice afirmou ainda que era bom estar em Copacabana, reunido com os jovens da JMJ, "botando Cristo na nossa vida, botando a fé, a esperança, o amor que Ele nos dá".

Logo ao chegar, em sua saudação aos jovens, o papa disse ver neles "o rosto do jovem Cristo" e pediu um minuto de silêncio e oração pelas vítimas de um acidente na Guiana Francesa. O pontífice não seguiu estritamente o texto previamente distribuído à imprensa. Por seis vezes, improvisou algumas frases descontraídas, algumas até em português ao longo do pronunciamento feito principalmente em espanhol. O primeiro improviso foi dirigido aos moradores da cidade. "Sempre ouvi dizer que os cariocas não gostam da chuva e do frio", afirmou, logo no início. "Mas vocês estão mostrando ser mais fortes que o frio e a chuva. Parabéns! Vocês são verdadeiros guerreiros!" Ele também fez alguns improvisos no discurso, como quando perguntou aos jovens se estariam dispostos a "entrar nesta revolução da fé".

Dilma estabiliza em 31%

CNI/IBOPE: Popularidade do governo Dilma estabiliza em 31%

Após a aprovação cair desde as manifestações de junho, o quadro, agora, mostra que a petista permanece estável
 
 
CNI/IBOPE: Popularidade do governo Dilma estabiliza em 31%
"Presidente Dilma Rousseff teve queda na aprovação desde as manifestações de junho"

BRASÍLIA - Pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quinta-feira, 25, revela que a avaliação do governo Dilma Rousseff foi de 55% (da sondagem anterior, de junho) para 31%. Pesquisas anteriores - do Ibope/Estadão e Datafolha - já tinham captado a queda brusca da popularidade da presidente após as manifestações de junho que tomaram conta do País.

No Datafolha, a queda de popularidade foi de 21 pontos porcentuais (de 51% para 30%). No Ibope, de 28 pontos (de 58% para 30%). O quadro, nesta sondagem CNI/Ibope, mostra que a petista segue estável no patamar de aprovação em torno de 30%, quando são considerados os cenários destas pesquisas recentes anteriores.

Segundo análise feita pelo instituto, a queda em relação à sondagem anterior, feita em junho, foi reflexo combinado das manifestações e do aumento dos preços.

A perda de 24 pontos porcentuais de Dilma coincidiu com o aumento de quem considera o governo "ruim ou péssimo", categoria que subiu de 13% para 31%. Ao todo, 37% dos entrevistados consideram o governo da presidente "regular".

O desgaste de popularidade da presidente Dilma também se refletiu na comparação com o governo anterior, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pela primeira vez no atual governo, o porcentual de pessoas que considera a gestão Dilma pior do que a de Lula foi a mais escolhida entre as opções apresentadas. Entre os entrevistados, 46% afirmaram de consideram a gestão Dilma pior do que a de Lula, ante 25% em junho.

Áreas de atuação. A avaliação do governo Dilma por área de atuação mostrou que a saúde é tem o pior desempenho, de acordo com o levantamento. A área foi assinalada por 71% dos entrevistados. Segurança pública aparece em segundo lugar, com 40%, seguida por educação, com 37%. O combate às drogas aparece na quarta colocação, seguido por combate à corrupção.

Habitação é a área em que o governo federal apresenta melhor desempenho, com 28%. A segunda área é fome e miséria, com 23%, seguida por capacitação profissional, com 22% das respostas.

A pesquisa foi realizada entre os dias 9 e 12 de julho. Foram entrevistadas 7.686 pessoas em 434 municípios brasileiros. Essa é a primeira pesquisa do CNI/Ibope que capta o impacto das recentes manifestações na popularidade da presidente.

Eike Batista já não é mais bilionário

Eike Batista já não é mais bilionário e tem só US$ 200 mi, diz Bloomberg

Dívidas e garantias pessoais a empréstimos quase acabam com a fortuna que sobrou ao empresário
 
 
Eike Batista já não é mais bilionário e tem só US$ 200 mi, diz Bloomberg

SÃO PAULO - Eike Batista já não tem mais de US$ 1 bilhão em patrimônio líquido, alertou a Bloomberg nesta quinta-feira (25) - estimando que a fortuna do ex-megaempresário agora está em US$ 200 milhões. Dois anos atrás o sétimo homem mais rico do mundo, Eike retorna agora para abaixo do patamar em que estava antes de abrir o capital de suas empresas na Bovespa: cerca de US$ 1 bilhão.

A Forbes já havia alertado que Eike estaria prestes a perder o status de bilionário - e dizia que isso mancharia sua reputação como empresário capaz de gerenciar empresas em diversos setores, de petróleo, logística, construção naval até a gestão de estádios de futebol e carreira de famosos jogadores. A diversificação excessiva de seus negócios foi vista como algo negativo.

Eike deve pessoalmente US$ 1,5 bilhão para o fundo Mubadala, de Abu Dhabi, segundo apurou a Bloomberg. Antes disso, ele já tinha assumido compromissos e dívidas pessoais de ao menos US$ 2 bilhões - sobrando "apenas" US$ 200 milhões, caso elas sejam executadas. Ainda que seja um bom dinheiro para qualquer pessoa, é muito pouco se comparado com os US$ 34,5 bilhões de março de 2012, o auge de sua fortuna. As ações das empresas de Eike Batista, que despencaram na bolsa, são tidas como as principais garantias de suas dívidas.

Eike já admitiu problemas durante a crise que afeta seu grupo, e diz estar trabalhando incansavelmente para conseguir superá-la. Ele destacou também que se arrependeu de levantar capital através de bolsa. O megaempresário teve de começar a vender seus próprios ativos para conseguir pagar dívidas e impedir que elas se elevassem.

O BTG Pactual, de André Esteves, desde março procura uma solução para a crise do grupo. O que antes era "facilmente equacionável", nas palavras do banqueiro, parece ser cada vez mais uma missão impossível. A participação do empresário em suas empresas deve recuar bastante, como já aconteceu na MPX Energia (MPXE3), empresa em que ele já não mais faz parte do conselho de administração.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Vaticano critica oportunismo de Dilma e quer distância das armadilhas políticas da presidente

Vaticano critica oportunismo de Dilma e quer distância das armadilhas políticas da presidente


Plano frustrado – Na tentativa desesperada de escapar da crise que chacoalha o governo, a presidente
Dilma Rousseff acrescentou mais uma derrota política ao seu currículo. Aproveitando a visita do papa Francisco para distrair a opinião pública, Dilma abusou do oportunismo ao pedir ao religioso apoio da Igreja Católica para projetos internacionais de combate à fome.

Trata-se de uma estratégia velha e conhecida, muito utilizada pelo então presidente Lula, agora um bem sucedido lobista de empreiteiras, para minimizar os efeitos colaterais dos escândalos de corrupção que marcaram seus dois governos.
A cúpula do Vaticano já descartou a possibilidade de aceitar o pedido da presidente, assim como não quer ver a Igreja Católica sendo utilizada como massa de manobra por um governo que está debaixo de sérias acusações e enfrenta uma incontestável crise de credibilidade.
A necessidade de colar sua imagem à popularidade crescente do papa Francisco levou Dilma a um ato impensado. A presidente enviou ao Vaticano uma carta em que pediu para que o papa transformasse sua vinda ao Brasil em viagem de chefe de Estado, o que, de acordo com o protocolo, o obrigaria a fazer escala em Brasília. Conhecedor das muitas artimanhas que impulsionam a política, o papa descartou de pronto o pedido de Dilma.
O papa Francisco está no Brasil como chefe da Igreja Católica e com o objetivo específico de participar da Jornada Mundial da Juventude, não para encontros políticos. Além disso, Jorge Mario Bergoglio, por sua trajetória, dificilmente se submeteria a uma armação partidária.
O viés meramente religioso da viagem papal ficou claro no posicionamento do pontífice, que não quer a presença de políticos durante a visita à favela Varginha, no Rio de Janeiro. “O contato é com o povo, e justamente com o povo mais esquecido pelos governantes”, declarou um representante do Vaticano ao jornal “O Estado de S. Paulo”.

Dilma veta fim da multa de 10% do FGTS em demissão sem justa causa

Dilma veta fim da multa de 10% do FGTS em demissão sem justa causa

A presidente Dilma Rousseff vetou o projeto de lei que previa a extinção da multa rescisória de 10% sobre o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) paga pelos empregadores nas demissões sem justa causa. O texto foi aprovado pelo Senado e, no início deste mês, aprovado também pela Câmara, quando foi enviado à sanção da presidente. O veto de Dilma foi publicado nesta quinta-feira (25) no "Diário Oficial da União".

A contribuição havia sido criada em 2001 para cobrir rombos nas contas do FGTS provocados pelos Planos Verão e Collor 1, em 1989 e 1990. De autoria do ex-senador Renato Casagrande (PSB-ES), atual governador do Espírito Santo, a votação do projeto gerou divisão na base governista na Câmara. O Palácio do Planalto defendeu que a base aliada votasse contra o texto, mas algumas bancadas desobedeceram a orientação.

Na justificativa para o veto, publicada no DOU, a presidente Dilma disse que "a sanção do texto levaria à redução de investimentos em importantes programas sociais e em ações estratégicas de infraestrutura, notadamente naquelas realizadas por meio do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FI-FGTS. Particularmente, a medida impactaria fortemente o desenvolvimento do Programa Minha Casa, Minha Vida, cujos beneficiários são majoritariamente os próprios correntistas do FGTS".

Dilma disse também que a proposta de extinção da multa "não está acompanhada das estimativas de impacto orçamentário-financeiro e da indicação das devidas medidas compensatórias, em contrariedade à Lei de Responsabilidade Fiscal".

Segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), durante os 11 anos em que a regra esteve em vigor, os empresários desembolsaram R$ 45,3 bilhões para reequilibrar as contas do FGTS.

Em fevereiro do ano passado, o Conselho Curador do FGTS informou ao governo que a conta com os trabalhadores estava quitada, e o adicional de 10% poderia ser extinto. Mas o governo manteve a contribuição.

A última parcela das dívidas geradas com os planos econômicos foi paga em junho de 2012. A CNI calcula que, entre julho de 2012 e abril de 2013, os empresários tiveram de arcar com R$ 2,7 bilhões.
Além da multa rescisória de 10%, o empregador que demite sem justa causa paga ao empregado indenização equivalente a 40% do saldo do FGTS.

Papa critica projetos de liberalização de drogas

Papa critica projetos de liberalização de drogas na América Latina

Em visita a hospital no Rio que trata de dependentes químicos, Francisco chama traficantes de 'mercadores da morte'
 
 
Papa critica projetos de liberalização de drogas na América Latina
 
 
RIO - Na visita ao Hospital São Francisco de Assis, na zona norte do Rio, o papa Francisco atacou nesta quarta-feira, 24, os projetos de liberalização das drogas na América Latina e acusou traficantes de serem os "mercadores da morte". Na primeira vez que fala publicamente sobre o problema das drogas desde o início de seu pontificado, o argentino deu as primeiras indicações de que, se seus gestos são novos e sua simpatia o transformou em um ícone global, ele não está disposto a mudar posições tradicionais da Igreja.

A crítica à liberalização das drogas ocorreu enquanto visitava o hospital, que atende dependentes de drogas, e depois de se reunir com cinco pacientes.

"Não é deixando livre o uso de drogas, como se discute em várias partes da América Latina, que se conseguirá reduzir a difusão e a influência da dependência química", declarou. Países como o Uruguai já liberalizaram o consumo de maconha, enquanto outros na região avaliam propostas similares.

Para ele, a solução não vem da liberalização, mas de uma estratégia para "enfrentar os problemas que estão na raiz do uso das drogas, promovendo uma maior justiça, educando os jovens para os valores que constroem a vida comum, acompanhando quem está em dificuldade e dando esperança ao futuro".

Na avaliação de vaticanistas, Francisco começa a revelar com esse discurso que, apesar de ser tido como reformador, adotará posturas tidas como conservadoras em diversos setores sociais e desafios.

Mas o papa não deixou também de atacar o narcotráfico. "São tantos os 'mercadores da morte' que seguem a lógica do poder e do dinheiro a todo custo", disse. "A chaga do tráfico de drogas, que favorece a violência e que semeia a dor e a morte, exige da inteira sociedade um ato de coragem", insistiu.

Não é a primeira vez que um papa ataca de forma frontal os narcotraficantes. Em 2007, quando Bento XVI esteve no Brasil, ele alertou que essas pessoas teriam de enfrentar a Deus no juízo final.

Parábola. O papa Francisco ainda atacou o egoísmo da sociedade por não dar atenção suficiente aos dependentes de drogas. "Precisamos abraçar quem tem necessidade", disse. "Há tantas situações no Brasil e no mundo que reclamam a nossa atenção, cuidado, amor, como a luta contra a dependência química", declarou. "Frequentemente, porém, nas nossas sociedades, o que prevalece é o egoísmo", afirmou.

Francisco cita a parábola do Bom Samaritano, que fala de um homem atacado por assaltantes e deixado quase morto ao lado da estrada. "As pessoas passam, olham, mas não param. Indiferentes, seguem o seu caminho. Não é o problema deles".

O papa aponta para o centro de tratamento como exemplo do Bom Samaritano e lembra que São Francisco de Assis abriu mão de sua riqueza justamente depois que, quando jovem, abraçou um leproso.

"O jovem Francisco abandonou riquezas e comodidades do mundo para fazer-se pobre no meio dos pobres, entende que não são as coisas, o ter, os ídolos do mundo a verdadeira riqueza e que estes não dão a verdadeira alegria, mas sim seguir a Cristo e servir aos demais", disse. "Em cada irmão e irmã em dificuldades, abraçamos a carne sofredora de Cristo. Hoje, neste lugar de luta contra a dependência química, quero abraçar cada um de vocês".

Francisco garante que a Igreja está ao lado deles. Mas, na avaliação do papa, parte da responsabilidade em se recuperar é do próprio dependente. "Você é o protagonista da subida. Esta é a condição imprescindível. Você encontrará a mão estendida de quem quer lhe ajudar. Mas ninguém pode fazer a subida no seu lugar", declarou. "A travessia é longa e cansativa, mas olhem para frente. Não deixem que lhes roubem a esperança. Mas também digo: não roubemos a esperança, pelo contrário, tornemo-nos todos portadores de esperança."

terça-feira, 23 de julho de 2013

Nasa divulga foto espetacular da Terra

Nasa divulga foto espetacular da Terra tirada perto de Saturno

Imagem foi registrada a 1,4 milhão de quilômetros da Terra


Nasa divulga foto espetacular da Terra tirada perto de Saturno AFP PHOTO/NASA/JPL-Caltech/SSI


A agência espacial americana divulgou nesta terça-feira uma foto espetacular da Terra e da Lua tirada de um ponto de vista inédito, perto de Saturno e de seus anéis, uma imagem única e rara.
A foto colorida foi tirada pela sonda Cassini a 1,4 milhão de quilômetros da Terra, segundo a Nasa.
A esta distância, apesar de os anéis de Saturno serem bem reconhecíveis, a Terra é apenas um pequeno ponto de luz ao fundo.
A foto foi tirada em 19 de julho passado.
"Esta é a primeira vez que sabíamos de antemão que a Terra seria fotografada a uma distância interplanetária. Também é a primeira vez que a resolução da câmera da Cassini registra a Terra e a Lua como dois objetos distintos", afirmou a Nasa.
O ângulo pouco comum foi possível graças ao fato de que o Sol estava por trás de Saturno, do ponto de vista da sonda. O planeta bloqueou a maior parte da luz, que, de outro modo, teria sido tão intensa que teria podido danificar o sensor da câmera.
Esta foto é ainda mais incrível porque foi tirada com uma câmera dos anos 1990 (a sonda Cassini foi lançada em 1997), nem de perto tão sofisticada quanto os instrumentos ópticos atuais.
— Não se pode ver os continentes ou as pessoas neste retrato da Terra, mas este pequeno ponto azul é um resumo de onde estávamos em 19 de julho. As imagens da sonda Cassini nos recordam que nosso planeta é muito pequeno no Universo — explicou Linda Spilker, cientista da sonda Cassini.
A nave espacial Cassini foi lançada em 15 de outubro de 1997 para estudar Saturno e seus inúmeros satélites.
O aparelho se aproximou do planeta dos anéis em 2004 depois de passar perto de Júpiter.

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