sexta-feira, 12 de julho de 2013

O inferno astral de Dilma Rousseff

O inferno astral de Dilma Rousseff

Em meio a uma greve geral chamada pelas centrais sindicais, a popularidade em baixa, economia em letargia e uma base aliada pouco amiga, Dilma Rousseff vive seu pior momento desde 2011

 
Manifestante protesta em Brasília (DF) com máscara da presidente Dilma
 
 
São Paulo – Os sinais estão por toda parte: uma greve geral de sindicalistas travou vários pontos do país; a popularidade – desde o início do mandato nas alturas – caiu como uma tumba pesada depois dos protestos de junho; os prefeitos, sempre tão elogiosos e sedentos por recursos do governo federal, a vaiaram durante discurso; já a economia não vai bem há tempos; e o Congresso, na forma do aliado PMDB, se sentiu mais do que confortável para enterrar a proposta de plebiscito sugerida pela presidente Dilma Rousseff,
 
Os últimos 30 dias não foram felizes para Dilma.
 
“Agora está fácil bater. É a lógica de empurrar o bêbado na ladeira”, afirma o cientista politico do Insper, Humberto Dantas. Para ele, as vaias dos prefeitos e o comportamento dos aliados no Congresso são nada mais que um indicador do momento de fragilidade vivido pela presidente.

Dilma, claro, continua durona. Em reunião com ministros na semana passada, deixou claro – nos tons amenos pelos quais já é conhecida - que não “estava acuada”. Mas é notório que só pelo fato de ter de dizer algo nessa direção já indica que a situação não é favorável.

“Ninguém me defende, fugiram todos”, teria confessado Dilma a um interlocutor, segundo a coluna de Dora Kramer, no Estadão.

Dilma vive hoje “seu pior momento em dois anos e meio de governo”, atesta o professor de ciência política aposentado da Universidade de Brasília, Octaciano Nogueira.

Para os petistas, a ideia é reverter o quadro o quanto antes. O marqueteiro João Santana já cravou: Dilma recupera a credibilidade nas pesquisas em até quatro meses.

Que tudo é reversível, já se sabe: também em seu terceiro ano de mandato, em 2005, Lula sofreu o desgaste da descoberta do mensalão. E nem por isso deixou de ser reeleito no ano seguinte.

É a economia, estúpido!

A frase acima, cunhada pela campanha de Bill Clinton para resumir o único problema incontornável para os Estados Unidos em 1992, sintetiza o principal entrave no caminho de Dilma Rousseff rumo à reeleição: a economia. Problema que Lula, pós-mensalão, não teve.

Analistas políticos concordam que Dilma pode se recuperar – nas pesquisas e na moral com aliados e movimentos sociais - mas tudo vai depender mais do desempenho da economia do que de outros fatores que a estejam prejudicando neste momento, tais como a desastrada resposta ao clamor das ruas em junho.

No dia 24 do mês passado, por exemplo, Dilma sugeriu uma constituinte exclusiva para reforma política, ideia logo enterrada ao ser tida por juristas como impossível.

Os últimos acontecimentos mostram que a presidente não conseguiu driblar inteiramente as críticas, feitas desde que assumiu o mandato, de que precisa dialogar mais com políticos aliados e movimentos sociais, embora ela tenha tentado.

Para Humberto Dantas, do Insper, não ajuda ninguém o perfil centralizador de Dilma, tanto para tomar decisões quanto no âmbito da execução de projetos nacionais, que acabam se concentrando nas mãos da União.

Mas se o primordial para a recuperação da petista for mesmo somente a economia, o receituário de cientistas políticos soa simples, ao menos.

O grande problema é que os economistas estão tendo dificuldades para vislumbrar quaisquer sinais de recuperação da atividade produtiva. A expectativa dos analistas ouvidos no começo do ano pelo Boletim Focus, do Banco Central, era de que o PIB fecharia 2013 com crescimento de 3,26%. Agora, já se espera 2,34%. A mesma curva ascendente foi vista no ano passado, quando o PIB cresceu magros 0,9%.

As marcas campeãs no Facebook no 1º semestre

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Designer cria fone solar que recarrega celular

Designer cria fone solar que recarrega celular


Fone solar OnBeat criado pelo designer Andrew Anderson

São Paulo - Smartphones e tablets já são parte integrante do dia e da noite de muita gente. Mas o uso constante rapidamente drena a bateria desses dispositivos. Pensando nisso, o designer Andrew Anderson desenvolveu um fone de ouvido que aproveita a energia do sol para recarregar o celular.

O funcionamento do aparelho não tem mistério: cobrindo toda a superfície do fone há um painel de captação de energia solar, que é armazenada em duas pilhas recarregáveis acopladas próximas à saída do alto falante nas duas orelhas. Uma porta USB torna o fone compatível com vários dispositivos. Para chegar ao mercado, o projeto chamado de “OnBeat Solar Headphones” busca apoio no site de financiamento coletivo Kickstarter.

Senado aprova regulamentação do trabalho doméstico

Senado aprova regulamentação do trabalho doméstico

Matéria ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados, e não há consenso sobre alíquota do INSS
 
 
Senado aprova regulamentação do trabalho de empregados domésticos
 
 
BRASÍLIA - O Senado aprovou nesta quinta-feira, 11, a regulamentação do emprego doméstico, mais de 100 dias depois da emenda que ampliou os direitos do trabalhador da classe.

A proposta vem preencher as lacunas deixadas pela legislação, como o pagamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), do seguro desemprego, e a dinâmica da jornada de trabalho.
A matéria ainda precisa ser apreciada pelo plenário da Câmara dos Deputados, onde o governo, que tentou atrasar a tramitação, tentará fazer valer algumas de suas vontades, que não foram atacadas pelo relator no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).

Embora discutido com o Palácio do Planalto por mais de três meses - foi criado até mesmo um grupo interministerial, coordenado pela Casa Civil, para tratar da matéria -, o texto ainda carrega pontos sem consenso.

É o caso da redução de 12% para 8% da alíquota mensal do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) que os patrões pagam sobre o salário. As ressalvas se devem aos temores de impacto nos cofres da Previdência Social.

Entre as idas e vindas, esse foi um dos poucos itens do texto do qual o relator não abriu mão. A justificativa desde o início das discussões é a necessidade de assegurar a capacidade de pagamento dos empregadores, que a partir da emenda ficaram obrigados a arcar com outros custos. Para Jucá, isso permitiria o aumento da formalização do trabalho doméstico - atualmente apenas um terço dos 7,2 milhões de trabalhadores tem carteira assinada.

Contribuição. Da forma como o texto segue para a Câmara, o empregador vai pagar um adicional de 20% sobre o salário. Além dos 8% de INSS, ficará sujeito a 0,8% de seguro acidente de trabalho e 11,2% de FGTS.

Ao tratar do pagamento do fundo, Jucá determinou que 8% sigam para a contribuição, e o restante para uma conta separada que vai substituir a multa por demissão sem justa causa - os porcentuais estarão em contas diferentes. Quando o empregado for demitido, ele saca o valor.

Em casos de pedidos de afastamento, demissão por justa causa, morte ou aposentadoria do trabalhador, o empregador poderá reaver o valor.

Para facilitar o pagamento das novas contribuições que a emenda constitucional previu, Jucá propôs a unificação com o chamado Simples da Doméstica. O cálculo será feito por um site do governo, onde o patrão poderá apenas imprimir o boleto todos os meses.

O portal vai calcular, ainda, o Imposto de Renda retido na fonte. O governo tem 120 dias, a partir da publicação da matéria no Diário Oficial, para implementar o Simples. A Caixa Econômica Federal começou a estudar meios de possibilitá-lo.

INSS. O projeto de Jucá permite, ainda, que os patrões parcelem as dívidas previdenciárias com o que chamou de Redom (Recuperação Previdenciária dos Empregadores Domésticos), que reduz em 100% as multas e em 60% os juros.

Ao contrário do que ocorre com trabalhadores urbanos e rurais, que têm seguro-desemprego por até cinco meses, os empregados domésticos poderão sacar o valor pelo prazo máximo de três meses. Ficam proibida a recontratação no período de dois anos, para evitar demissões apenas para requerer a indenização.

Jucá regulou, ainda, os situações de fiscalização do trabalho doméstico. Auditores fiscais poderão entrar na casa das pessoas para analisar a situação em que se encontra o empregador, desde que tenham um horário marcado e consentimento, por escrito, do empregador.

Dólar fecha cotado a R$ 2,25 em dia instável

Dólar fecha cotado a R$ 2,25 em dia instável

 
Elevação dos juros pelo Copom pressionou queda na cotação, mas fatores externos provocaram volatilidade
 
Dólar fecha cotado a R$2,25 em dia instável após alta da taxa de juros
 
 
SÃO PAULO - Numa sessão bastante volátil e com estímulos divergentes vindos do Brasil e do exterior, o dólar à vista negociado no mercado de balcão fechou em baixa de 0,53% em relação ao real, cotado a R$ 2,2580.

Durante o dia, enquanto a alta da taxa básica de juros (Selic) para 8,50% ao ano, anunciada ontem pelo Banco Central, sugeria um viés de queda para a moeda americana no Brasil, o dólar registrava ganhos no exterior ante algumas divisas com elevada correlação com commodities, como o dólar australiano.

Completavam o cenário a baixa liquidez e as preocupações com a economia brasileira.

Na cotação mínima desta quinta-feira, 11, o dólar atingiu R$ 2,25 na abertura, com queda de 0,88%. Na cotação máxima, às 14h40, marcou R$ 2,2730, com valorização de 0,13%.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Senado aprova redução de suplentes

Senado aprova redução de suplentes

Casa aprovou proposta de emenda que reduz o número de suplentes de dois para um e que proíbe a escolha de parentes para esse cargo


Senado faz sessão para analisar a Medida Provisória 595, a MP dos Portos


Senado aprovou nesta quarta-feira uma proposta de emenda à Constituição que reduz o número de suplentes de senadores de dois para um e que proíbe a escolha de parentes para esse cargo.

A proposta, aprovada em dois turnos graças a um acordo de líderes partidários, segundo a Agência Senado, havia sido rejeitada na terça, mas foi retomada nesta quarta e, dessa vez, teve apoio significativo dos parlamentares.
A proposta, relatada pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ), teve 64 votos favoráveis, um contrário e uma abstenção no primeiro turno. Na segunda rodada de votação, teve 60 votos favoráveis, um contrário e uma abstenção. A proposta tem agora de ser analisada pela Câmara dos Deputados.
A votação da PEC que reduz o número de suplentes é mais uma resposta do Congresso Nacional à onda de manifestações apartidárias que tomou conta do país no mês passado, reclamando por melhoria de serviços públicos e contra privilégios dados aos políticos.

Como ficam os juros dos empréstimos com a Selic a 8,5%

Como ficam os juros dos empréstimos com a Selic a 8,5%

Efeito sobre os juros ao consumidor deve ser bem pequeno, uma vez que há distância entre a Selic e os juros praticados por instituições financeiras é grande


Dinheiro: mão em cima de notas de real


São Paulo – A elevação da Selic de 8,00% para 8,50% deve ter efeito pequeno sobre os juros dos empréstimos e financiamentos, com leve elevação, diz a Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac).
De acordo com a associação, isso ocorre devido ao grande deslocamento entre a taxa Selice as taxas de juros cobradas pelas instituições financeiras aos consumidores, que na média da pessoa física atingem 88,61% ao ano – uma variação de mais de 1.000% entre as duas pontas.
Linha de crédito%mês Selic 8,00%%ano Selic 8,00%%mês Selic 8,50%%ano Selic 8,50%Variação %mêsVariação %ano
Juros do Comércio4,08%61,59%4,12%62,33%0,98%1,21%
Cartão de crédito9,37%192,94%9,41%194,23%0,43%0,67%
Cheque Especial7,68%143,01%7,72%144,09%0,52%0,76%
CDC Financiamento de Veículos1,53%19,99%1,57%20,56%2,61%2,84%
Empréstimo pessoal bancos2,97%42,08%3,01%42,74%1,35%1,58%
Empréstimo pessoal Financeiras6,92%123,21%6,96%124,21%0,58%0,81%
Taxa Média5,43%88,51%5,47%89,37%0,74%0,97%
Fonte: Anefac
Confira ainda algumas simulações de crédito feitas pela Anefac que demonstram a mudança:
Compra de uma geladeira de 1.500 (valor à vista), financiada em 12 meses:
 Taxa mensalQuantidade de parcelasValor da ParcelaTotal Pago
Com Selic a 8,00%4,08%12R$ 160,57R$ 1.926,85
Com Selic a 8,50%4,12%12R$ 160,94R$ 1.931,32
Elevação de R$ 0,37 na parcela e R$ 4,46 no total.
Uso do cheque especial por 20 dias no valor de 1.000 reais
 Taxa mensalValor dos juros
Com Selic a 8,00%7,68%R$ 51,20
Com Selic a 8,50%7,72%R$ 51,47
Elevação de R$ 0,27.
Uso do rotativo do cartão de crédito por 30 dias no valor de 3.000 reais
 Taxa mensalValor dos juros
Com Selic a 8,00%9,37%R$ 281,10
Com Selic a 8,50%9,41%R$ 282,30
Elevação de R$ 1,20.
Empréstimo pessoal em um banco no valor de 5.000 reais financiado em 12 meses
 Taxa mensalQuantidade de parcelasValor da ParcelaTotal Pago
Com Selic a 8,00%2,97%12R$ 501,41R$ 6.016,94
Com Selic a 8,50%3,01%12R$ 502,61R$ 6.031,32
Elevação de R$ 1,20 na parcela e R$ 14,39 no total.
Empréstimo pessoal em uma financeira no valor de 500 reais financiado em 12 meses
 Taxa mensalQuantidade de parcelasValor da ParcelaTotal Pago
Com Selic a 8,00%6,92%12R$ 62,68R$ 752,19
Com Selic a 8,50%6,96%12R$ 62,82R$ 753,80
Elevação de R$ 0,13 na parcela e R$ 1,61 no total.
Compra de um veículo de 25 mil reais (preço à vista) financiado em 60 meses (CDC)
 Taxa mensalQuantidade de parcelasValor da ParcelaTotal Pago
Com Selic a 8,00%1,53%60R$ 639,74R$ 38.384,51
Com Selic a 8,50%1,57%60R$ 646,31R$ 38.778,89
Elevação de R$ 6,57 na parcela e R$ 394,38 no total.

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