sábado, 2 de fevereiro de 2013

Denúncias contra Renan vão ser arquivadas

Denúncias contra Renan vão ser arquivadas, avisa Jucá

Estratégia de aliados de presidente do Senado é passar 'rolo compressor' contra representações no Conselho de Ética
 
Os aliados do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) estão decididos a passar o rolo compressor sobre eventuais pedidos de investigação contra o novo presidente do Senado. A estratégia é arquivar sumariamente qualquer representação que venha a ser apresentada ao Conselho de Ética para apurar denúncia de que o peemedebista não tinha, em 2007, patrimônio suficiente para justificar os gastos com despesas pessoais decorrentes de um relacionamento extraconjugal.

"Vamos arquivar", disse ontem o senador Romero Jucá (PMDB-RR). Na época do escândalo, Renan foi acusado de ter esses gastos bancados por lobista de uma empreiteira e acabou renunciando à presidência do Senado para escapar de ter o mandato cassado. "Não adianta ficar remoendo o passado. Isso é matéria vencida e discutida no Senado", emendou Jucá.

Ele argumentou que Renan já foi absolvido pelas urnas ao se reeleger para o Senado em 2010. "Renan não pode ser presidente condenado, mas investigado não tem problema", disse Jucá, destacando que o próprio procurador-geral da República, Roberto Gurgel, é alvo de pedido de investigação no Senado.

É com base no argumento de que Renan já foi alvo de investigação da denúncia apresentada por Gurgel ao Supremo Tribunal Federal que seus correligionários planejam arquivar qualquer pedido de apuração no Conselho de Ética. A estratégia é pôr no comando do Conselho um peemedebista aliado de Renan. Até agora, nenhum partido anunciou a apresentação de representação contra Renan. O PSOL só irá se posicionar sobre o assunto depois do carnaval.

A apresentação de pedido de investigação contra Renan é um dos temores de seus colegas de Senado. A avaliação é que o caos será instalado na Casa, caso isso venha a ocorrer. A preocupação cresceu depois que o procurador-geral da República apresentou, há uma semana, denúncia contra o peemedebista no Supremo.

Gurgel sustenta que Renan não tinha patrimônio suficiente para justificar os gastos com despesas pessoais decorrentes do relacionamento extraconjugal que o fez renunciar à presidência do Senado.
'Confiante'. O senador do PMDB não quis comentar ontem a divulgação pela revista Época do conteúdo da denúncia criminal apresentada pelo procurador-geral. "Estou confiante, não vi a reportagem." Em 2007, o parlamentar apresentou notas fiscais para comprovar que o dinheiro obtido com venda de gado bancou os gastos com o relacionamento extraconjugal. A Procuradoria-Geral da República considerou, no entanto, que as notas eram "frias". Se a denúncia criminal for aceita pelo Supremo, Renan passará da condição de investigado para a de réu.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Renan Calheiros volta à presidência do Senado após 5 anos de sua renúncia

Renan Calheiros volta à presidência do Senado após 5 anos de sua renúncia

Parlamentar venceu disputa contra Pedro Taques (PDT-MT) por 56 votos a 18
 

  • Renan Calheiros volta à presidência do Senado após 5 anos de sua renúncia
    "No discurso, Renan ignorou denúncias que pesam contra ele e disse que ética 'é obrigação de todos'"

    BRASÍLIA - Os senadores decidiram nesta sexta-feira, 1, eleger o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) mais uma vez presidente do Senado. O peemedebista recebeu 56 votos a favor; o adversário Pedro Taques (PDT-MT), 18. Ocorreram ainda dois votos em branco e outros dois nulos. Renan Calheiros presidirá o Senado no biênio 2013-2014. Ele retorna ao comando da Casa cinco anos após renunciar ao cargo para não ser cassado pelos pares e uma semana após o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, tê-lo denunciado por peculato (desvio de dinheiro público), falsidade ideológica e uso de notas fiscais falsas ao Supremo Tribunal Federal (STF).

    A eleição, feita em votação secreta por meio de cédulas, durou 35 minutos e contou com a presença de 78 dos 81 parlamentares. Faltaram à votação os senadores Humberto Costa (PT-PE), Luiz Henrique (PMDB-SC) e João Ribeiro (PR-TO).

    Lançado oficialmente candidato no início da noite de quinta-feira mas articulando a candidatura desde o ano passado, Renan fez um discurso em plenário no qual ignorou as acusações que pesam sobre ele e disse que ética "é obrigação de todos". Ele apresentou algumas de suas propostas para os dois anos de mandato e pediu votos. "Eu peço à nossa Casa, a Casa dos iguais, o apoio e o voto de vossas excelências, consciente de que a escolha de cada um das senhoras e senhores senadores é, acima de qualquer coisa, uma demonstração de prestígio, homenagem e celebração à democracia."

    O site da Revista Época publicou nesta sexta a íntegra da denúncia sigilosa oferecida por Gurgel contra Renan na semana passada. O procurador-geral sustenta que o peemedebista não tinha patrimônio suficiente para justificar os gastos com despesas pessoais decorrentes de um relacionamento extraconjugal. Na época do escândalo, em 2007, Renan foi acusado de ter esses gastos bancados por lobista de uma empreiteira.

    Questionado antes da eleição pela reportagem, o ex-líder do PMDB não quis comentar sobre divulgação do conteúdo da denúncia criminal. "Estou confiante, não vi a reportagem", afirmou. Em 2007, o parlamentar apresentou notas fiscais para comprovar que o dinheiro obtido com venda de gado bancou os gastos extraconjugais. A Procuradoria-Geral da República considerou, no entanto, que as notas eram "frias". Se a denúncia criminal for aceita pelo Supremo Tribunal Federal, Renan passará da condição de investigado para a de réu.

    Na época do escândalo, o peemedebista acabou absolvido no plenário do Senado de dois processos de quebra de decoro. Foram essas acusações que o levaram a abdicar da Presidência da Casa.

    quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

    Abaixo-assinado contra candidatura de Renan atinge quase 300 mil assinaturas

    Abaixo-assinado contra candidatura de Renan atinge quase 300 mil assinaturas

     
    Abaixo-assinado contra candidatura de Renan tem 300 mil assinaturas
     
    Um abaixo-assinado feito na internet contra a candidatura de Renan Calheiros (PMDB-AL) à presidência do Senado atingiu nesta quinta-feira, 31, a quase 300 mil assinaturas. Lançada na quinta-feira passada, a petição online pede que os parlamentares escolham um nome "ficha limpa" para ocupar o cargo. A eleição no Senado está marcada para esta sexta-feira, dia 1º de fevereiro, dia em que organizadores do documento pretendem entregar o manifesto aos senadores.

    Segundo os movimentos anticorrupção que lançaram o documento, senadores que se opõem à candidatura de Renan se comprometeram a ler o abaixo-assinado no plenário da Casa se a petição conseguisse reunir os 100 mil nomes. Além do peemedebista, devem concorrer ao cargo os senadores Pedro Taques (PDT-MT) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).

    Os mesmos grupos que estão coletando as assinaturas online, organizaram nesta quarta-feira, 30, um protesto em Brasília. Eles instalaram baldes e vassouras na frente do Congresso Nacional e pretendem fazer uma faxina simbólica lavando a rampa do Senado.
    Denúncias. A candidatura de Renan deve ser oficializada nesta quinta-feira pelo PMDB, mas a sua volta à presidência do Senado está sendo marcada por uma série de polêmicas.

    Na semana passada, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, encaminhou uma denúncia ao Supremo Tribunal Federal acusando Renan de apresentar em 2007 notas fiscais frias relacionadas à venda de bois. O objetivo do senador era comprovar rendimentos que teriam sido utilizados para pagar pensão a uma filha que ele teve em um relacionamento fora do casamento, com a jornalista Monica Veloso. Na época, surgiu a suspeita de que a pensão teria sido custeada por um lobista. Por causa do episódio, Renan respondeu a processo de cassação e renunciou à presidência da Casa em dezembro daquele ano.

    Governo distribuirá 68,6 milhões de preservativos durante o carnaval

    Governo distribuirá 68,6 milhões de preservativos durante o carnaval

  • Governo distribuirá 68,6 milhões de preservativos durante o carnaval
    Governo distribuirá 68,6 milhões de preservativos durante o carnaval

    Rio de Janeiro, 31 jan (EFE).- O Governo entregou mais de 68,6 milhões de preservativos para estados e municípios para distribuição durante o carnaval, como parte de uma campanha de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis lançada nesta quinta-feira, informou o Ministério da Saúde.

    A campanha, intitulada 'A vida é melhor sem aids. Proteja-se. Use sempre a camisinha', foi apresentada pelo ministério no Morro dos Prazeres, no bairro de Santa Teresa, um dos mais visitados do Rio durante as festividades.

    'A campanha pretende reforçar que o uso do preservativo deve ser um hábito e pode até melhorar a relação sexual É necessário derrubar o imaginário popular que praticar sexo sem preservativo é melhor', disse o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco.

    Por sua vez, o secretário de Vigilância Sanitária do ministério, Jarbas Barbosa, lembrou que a aids mata 12 mil pessoas por ano no Brasil e que, portanto, é preciso conscientizar a população adotando-se de medidas de prevenção.

    'Os jovens de hoje não viram tantas personalidades morrerem de aids como nos anos 80', destacou Barbosa, que advertiu que segundo pesquisas divulgadas nos últimos anos, o uso do preservativo em relações esporádicas caiu de 58% para 49% em todas as idades.

    A campanha será divulgada com cartazes em ônibus, táxis e aeroportos. Em rádios, serão veiculadas músicas em três dos principais ritmos típicos do carnaval: samba, frevo e axé.

    Consumo de frituras aumenta risco de câncer de próstata

    Consumo de frituras aumenta risco de câncer de próstata

    Estudo mostra que óleo libera compostos cancerígenos quando esquentado


    O consumo regular de alimentos fritos, como batata e frango, é um conhecido fator de risco à saúde cardiovascular e à manutenção do peso. Uma nova pesquisa desenvolvida por especialistas da Fred Hutchinson Cancer Research Center, nos Estados Unidos, descobriu que a ingestão desses alimentos também aumenta o risco de câncer de próstata. O estudo foi publicado na edição online da revista The Prostate no dia 28 de janeiro.

    Análises anteriores exploraram a relação entre a doença e os métodos de cozimento em altas temperaturas, mas esta é a primeira vez em que se investiga a ligação entre câncer de próstata e alimentos fritos. Para isso, foram avaliados dados médicos de 1.549 homens diagnosticados com o problema e 1.492 homens saudáveis que funcionaram como grupo de controle. A idade dos participantes variava entre 35 e 74 anos. Todos foram questionados sobre os hábitos alimentares, inclusive em relação a alimentos fritos específicos.

    Os resultados mostraram que a ingestão de fritura uma ou mais vezes por semana aumentava entre 30 e 37% o risco de desenvolver câncer de próstata. Além disso, nesses casos o câncer costumava ser dos tipos mais agressivos. De acordo com a equipe de pesquisadores, o óleo submetido a altas temperaturas gera compostos potencialmente cancerígenos. A quantidade de substâncias aumenta conforme o óleo é reutilizado.

    Lista suja do trabalho escravo tem 409 empregadores

    Lista suja do trabalho escravo tem 409 empregadores; saiba quem são eles

    Calcula-se que os citados no cadastro empregam 9,1 mil trabalhadores, em setores majoritariamente agropecuários – como na criação e no abate de animais, no plantio e no cultivo de espécies vegetais, segundo apurou a Agência Brasil

     
    No Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, lembrado ontem (28), 409 empregadores estão na lista suja do trabalho escravo, elaborada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Instituto Ethos, a Organização Não Governamental (ONG) Repórter Brasil e o Ministério do Trabalho. A lista reúne empresas ou contratantes (pessoa física) que mantêm trabalhadores em condições análogas às de escravidão.

    Calcula-se que os citados no cadastro empregam 9,1 mil trabalhadores, em setores majoritariamente agropecuários – como na criação e no abate de animais, no plantio e no cultivo de espécies vegetais, segundo apurou a Agência Brasil. Ainda há empresas de extração mineral, comércio e construção civil.

    A lista suja do Trabalho Escravo está disponível na íntegra na internet, e pode ser consultada por qualquer pessoa por meio do nome da propriedade, do ramo de atividade, do nome do empregador (pessoa jurídica ou física), dos cadastros de Pessoa Física (CPF) ou de Pessoa Jurídica (CNPJ), do município ou do estado. A lista foi criada em 2004 por meio de resolução do Ministério do Trabalho.

    O infrator (pessoa física ou empresa) é incluído na lista após decisão administrativa sobre o auto de infração lavrado pela fiscalização. Os dados são atualizados pelo setor de Inspeção do Trabalho do ministério. Quando entra na lista, o infrator é impedido de ter acesso a crédito em instituições financeiras públicas, como os bancos do Brasil, do Nordeste, da Amazônia, e aos fundos constitucionais de financiamento. O registro na lista suja só é retirado quando, depois de um período de dois anos de monitoramento, não houver reincidência e forem quitadas todas as multas da infração e os débitos trabalhistas e previdenciários.

    Na última sexta-feira (25), foi publicado no Diário Oficial da União o resultado das auditorias fiscais do trabalho em 2012. De janeiro a dezembro do ano passado, foram cerca de 757,4 mil ações. Do total, 241 foram para combater o trabalho escravo.

    Durante esta semana, serão promovidos diversos eventos em várias cidades do país para debater a questão. O ministro do Trabalho, Brizola Neto, se reuniu hoje com membros da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), em Belo Horizonte, para discutir os desafios e os avanços do tema - como o trâmite no Congresso Nacional da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Trabalho Escravo, que prevê a expropriação de terras urbanas e rurais onde for comprovado o uso desse tipo de trabalho. A PEC já foi aprovada pela Câmara e precisa passar pelo Senado, o que está previsto para ocorrer ainda este ano.

    Na próxima quinta-feira (31), estão previstos debates com a ministra da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), Maria do Rosário, em São Paulo, quando será levado ao prefeito da cidade, Fernando Haddad, a necessidade de avanços da Carta-Compromisso contra o Trabalho Escravo, firmada em agosto de 2012, ainda quando o petista era candidato à prefeitura da capital paulista.

    É considerado trabalho escravo reduzir uma pessoa à essa situação, submetendo-a a trabalhos forçados, jornada exaustiva, condições degradantes, restringir sua locomoção em razão de dívida com o empregador ou por meio do cerceamento de meios de transporte, manter vigilância ostensiva no local de trabalho e reter documentos ou objetos do trabalhador com o intuito de mantê-lo no local.

    Ataques virtuais maliciosos exploram tragédia de Santa Maria

    Ataques virtuais maliciosos exploram tragédia de Santa Maria

    Os e-mails contêm um link para um suposto vídeo do momento da tragédia, mas que distribui um trojan bancário que se instala no computador

     
    A Kaspersky Lab divulgou um comunicado alertando usuários sobre uma ação de cibercriminosos brasileiros que tem circulado, desde a manhã de ontem. São mensagens de e-mail maliciosas utilizando a tragédia acontecida no último domingo em Santa Maria/RS para benefício financeiro.

    Os e-mails contêm um link para um suposto vídeo do momento da tragédia, mas que distribui o arquivo "vídeo.zip", um trojan bancário que se instala no computador do usuário e que redireciona a vítima para sites falsos de bancos. A primeira mensagem detectada ocorreu na manhã de segunda-feira, às 9h, e trazia o título "Vídeo mostra momento exato da tragédia em Santa Maria no Rio Grande do Sul":Redes sociais

    A Kaspersky Lab alertou ainda para potenciais ataques no Facebook, também explorando a tragédia de Santa Maria, em breve. As redes sociais são conhecidas pela rápida disseminação de conteúdo entre os usuários, inclusive de links maliciosos. Dessa forma, é importante notar que fatalidades que geram grande comoção social são usadas indevidamente para que criminosos realizem golpes em ataques no Facebook e no Twitter.

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