sábado, 17 de novembro de 2012

Anatel suspende promoção da TIM que oferece ligações ilimitadas a R$ 0,50 por dia

Anatel suspende promoção da TIM que oferece ligações ilimitadas a R$ 0,50 por dia

Os valores anunciados pela promoção Infinity Day devem ser cobrados até as 23h59 do próximo domingo (18), para evitar lesão a direitos dos usuários

Por Sabrina Craide, Agência Brasil
 
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) proibiu hoje (16) a operadora de telefonia TIM de comercializar a promoção denominada Infinity Day, iniciada no último domingo (11), na qual o usuário pode fazer chamadas locais ilimitadas pagando R$ 0,50 por dia. Segundo a agência, a promoção poderá causar instabilidade na rede de serviço móvel pessoal e prejuízo à qualidade da prestação do serviço aos usuários da TIM.

Os valores anunciados pela promoção Infinity Day devem ser cobrados até as 23h59 do próximo domingo (18), para evitar lesão a direitos dos usuários. Em 24 horas, a empresa deverá enviar aos clientes uma mensagem de texto para comunicar a suspensão da promoção. A empresa também deverá divulgar um comunicado nos mesmos veículos e no mesmo formato em que noticiou a promoção Infinity Day.

Se a proibição não for cumprida, a TIM terá que pagar R$ 200 mil por dia, para cada estado em que houver descumprimento. Se a empresa não cumprir a determinação de mandar mensagens para os clientes, a multa é R$ 10 mil por dia.

No despacho, publicado no Diário Oficial da União, o superintendente de Serviços Privados da Anatel, Bruno Ramos, lembra que a agência só permitiu o retorno da comercialização dos serviços da TIM, que ficou suspenso por 11 dias em julho, sob a condição de uma avaliação periódica dos planos de melhorias apresentados pela empresa na ocasião, e que Anatel pode exigir alterações se detectar demanda de tráfego ou estratégia demarketing não mensuradas nesse plano.

A empresa deverá apresentar à Anatel ajustes ao plano em até 30 dias, com dados objetivos capazes de demonstrar se a capacidade de suas redes é adequada à promoção Infinity Day.

A TIM disse que se posicionará em breve sobre a proibição da Anatel, mas já informou, por meio de comunicado, que foram transmitidos para a agência todos os detalhes técnicos e mercadológicos da iniciativa, que é limitada a 19 cidades. 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Nova York pode tornar-se a nova Veneza?

Nova York pode tornar-se a nova Veneza?

Há pelo menos uma chance em seis de que, em 2100, os visitantes da Big Apple tenham que estacionar suas gôndolas - e não seus carros – em Wall Street


Timothy A. Clary/AFP
Ondas são vistas no rio Hudson, em Nova York, com a chegada da supertempestade Sandy em 29 de outubro
Ondas são vistas no rio Hudson, em NY, com a chegada de Sandy, em 29 de outubro

São Paulo – Quatro metros. Essa foi o a elevação estimada do nível das águas do rio Hudson quando Nova York mergulhou no caos da tempestade Sandy, há duas semanas, gerando imagens marcantes, como as ruas do distrito financeiro transformadas em lagos e as linhas do metrô inundadas, parecendo salões de um navio naufragado.

Naquela madrugada do dia 30 de outubro, Nova York afundou alguns centímetros, quiçá metros, ainda que tenha emergido com igual rapidez pouco tempo depois. Mas, afundou. À luz da ciência, o cenário perturbador parece o prenúncio de um futuro dominado pela maré cheia, onde parte da cidade inevitavelmente sucumbirá.

Estudos para corroborar tal tese se multiplicam a cada Katrina, Irene e Sandy, que acompanham as temporadas anuais de furacões nos Estados Unidos. O mais recente, feito pelo think tank norte-americano Climate Center, uma entidade especializada em questões de mudanças climáticas, traça um cenário preocupante: há pelo menos uma chance em seis de que, em 2100, os visitantes da Big Apple tenham que estacionar suas gôndolas – e não seus carros – em Wall Street.

A entidade criou um mapa online onde é possível verificar as projeção da elevação do nível do mar até o final do século em um mundo em aquecimento constante. Com uma elevação de até dois metros no nível das águas, prevista para 2100, toda a parte baixa de Nova York estaria sob risco de submergir.

Em um artigo assinado em conjunto na página de opiniões do New York Times, Cynthia Rosenzweig, cientista da Agência Americana de Estudos Espaciais (NASA) e William Solecki, diretor do Instituto de Sustentabilidade da Universidade da Cidade de Nova York, destacam que a ameaça à costa americana é real e antiga.

Unesco enterra duas cápsulas do tempo para gerações futuras

Unesco enterra duas cápsulas do tempo para gerações futuras

Cápsulas do tempo guardam mensagens e objetos e devem ser abertas somente em 2062


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Relógio de bolso
Relógio: 300 mensagens escritas por crianças e jovens de dezenas de países foram enterradas em dois cilindros metálicos por ocasião do Dia Mundial da Filosofia

Paris - Duas cápsulas do tempo com mensagens e objetos para as gerações futuras foram enterradas nesta quinta-feira no pátio da sede da Unesco em Paris com o objetivo de serem abertas somente em 2062.

Por ocasião do Dia Mundial da Filosofia, criado pelo órgão 'para fomentar essa disciplina que favorece o pensamento crítico e independente e promove a tolerância e a paz', cidadãos de todo o mundo enviaram mensagens e objetos que desejam fazer chegar a quem viver na Terra daqui a 50 anos.

O órgão com sede em Paris declarou hoje que se trata de uma iniciativa 'que serve como lembrete de que a solidariedade entre gerações é fundamental para uma paz duradoura'.

No total, cerca de 300 mensagens escritas majoritariamente por crianças e jovens de dezenas de países foram enterradas em dois cilindros metálicos em um ato organizado pela diretora geral, Irina Bokova, e ao qual foram crianças de escolas primárias locais.

A maioria dos bilhetes guardados nas cápsulas desejavam às gerações do futuro mais compreensão entre as culturas, enquanto entre os objetos se incluíram telefones celulares e pen drives com canções na memória.
'O antídoto à tendência muito comum de só nos preocuparmos conosco mesmos é desenvolver desde cedo o hábito de se preocupar com os outros. Essa atitude não só evita ficar obcecado consigo mesmo, mas é de grande ajuda em qualquer fase da vida', escreveu a Nobel de Medicina Rita Levi-Montalcini em uma das cartas.

EFE

Quer aprender inglês de graça? Tente o Duolingo

Quer aprender inglês de graça? Tente o Duolingo

O Duolingo oferece aprendizado gratuito de idiomas. Em troca, o usuário ajuda a traduzir páginas da web


Divulgação
App Duolingo no iPhone

O Duolingo lançou, nesta semana, seu aplicativo para iPhone, e promete um para Android em 2013
São Paulo — Mistura de escola virtual de idiomas com serviço de tradução, o Duolingo oferece aprendizado gratuito em troca de o usuário ajudar na tradução de páginas da web. Aberto ao público em junho, já tem 300 mil usuários, sendo 40 mil brasileiros, segundo o site Cnet. EXAME.com testou o serviço online e seu app para iPhone, lançado nesta semana.

No Duolingo, quem fala português pode aprender inglês. E quem tem conhecimentos de inglês pode praticar espanhol, francês e alemão. O site funciona como uma espécie de jogo. Primeiro, ele apresenta novas palavras ao usuário. Depois, oferece frases para serem traduzidas. Se houver alguma palavra desconhecida nela, a pessoa poder tocá-la (ou clicá-la) para ver sua tradução.

À medida que mais frases vão sendo traduzidas, o estudante vai acumulando pontos. Há uma série de níveis de conhecimento, representados num diagrama de blocos. Quando o usuário completa um dos níveis, outro mais avançado é desbloqueado para ele. Quem já tem algum conhecimento do idioma pode fazer um teste. Se for aprovado, pode pular diretamente para o nível correspondente.

No iPhone, o funcionamento é basicamente o mesmo, mas há algumas diferenças. Em vez de digitar as palavras, o usuário deve escolhê-las numa lista. Além disso, os cursos aparecem divididos em unidade menores. O app, que é gratuito, está disponível na App Store. A empresa pretende liberar também app para Android em 2013. Outro plano é acrescentar novos idiomas. Italiano, Chinês e Japonês devem ser os próximos.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Sustentabilidade é o negócio do futuro, afirma executivo da Braskem

Sustentabilidade é o negócio do futuro, afirma executivo da Braskem

Palestra desta semana na série Liderança Sustentável traz o vice-presidente de Relações Institucionais e Desenvolvimento Sustentável da companhia, Marcelo Lyra

Por Liderança Sustentável, especial para o Administradores.com
O vice-presidente de Relações Institucionais e Desenvolvimento Sustentável da Braskem , Marcelo Lyra, compartilha da opinião de que a sustentabilidade não pode ser um projeto à parte numa empresa. Precisa estar no centro do negócio. Isso, no entanto, nem sempre depende de estratégias complexas para acontecer. "Na Braskem, por exemplo, a mudança na gestão começou justamente por uma certa ignorância técnica e um benvindo senso de oportunidade", disse.

Lyra ainda se lembra de quando recebeu da área de Insumos Básicos a curiosa notícia: a Braskem havia conseguido certificar o eteno verde. Mas o que isso queria dizer? "Era possível fazer plástico 100% de cana-de-açúcar!" Apesar do pouco conhecimento técnico, o líder sabia da importância do fato e decidiu comunicá-lo da melhor maneira possível. Quando veio a resposta positiva da sociedade, teve a certeza: "Sustentabilidade é o negócio do futuro. Quem quer ter seu lugar garantido nos próximos anos, deve trazê-la para o core business", aprendeu.

Consciente desse diferencial, o vice-presidente de Relações Institucionais e Desenvolvimento Sustentável da Braskem passou a estudar as ações da empresa na área e descobriu uma série de iniciativas que ainda não compunham uma linha específica de atuação. Junto às lideranças da companhia e com o auxílio de especialistas, avançou.

Surgiu, assim, a Visão 2020: ser a líder mundial da química sustentável, inovando para melhor servir às pessoas. "Unimos liderança, inovação e sociedade. Hoje, muitos gestores se veem diante dessa necessidade de mudança em suas empresas, e a dica é: busquem cada uma das possíveis formas de transformar oportunidades em movimento. Sejam resilientes, provoquem suas equipes e comuniquem o tema", receitou Lyra.

Assista abaixo à palestra:

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É possível fazer negócios em um mundo sem água?

É possível fazer negócios em um mundo sem água?

Estudos demonstram que a demanda global por água doce excederá em 40% a oferta em torno de 2030, com implicações potencialmente calamitosas para a sociedade, o meio ambiente e os negócios

Por Ricardo Zibas, Administradores.com
 
A escassez de água é um dos tópicos que têm atraído cada vez mais atenção nos debates da agenda corporativa dos últimos anos. Prevendo uma rápida extinção de fontes exploráveis, muitas empresas estão tomando medidas para utilizar de modo mais eficiente este recurso vital.

Estudos demonstram que a demanda global por água doce excederá em 40% a oferta em torno de 2030, com implicações potencialmente calamitosas para a sociedade, o meio ambiente e os negócios. Quando comparada com o impacto das mudanças climáticas, teoricamente mais gradual e indireto (mas que recebe bem mais atenção), a escassez de água parece ser uma questão mais imediata e gerenciável.

Como as outras megaforças da sustentabilidade, a questão hídrica apresenta grandes riscos, mas também oportunidades para as empresas. Uma oferta de recursos decrescente pode significar desde a falta de insumos para a produção (agronegócio, alimentos, bebidas), até uma redução na capacidade de geração de energia, em específico em um País com uma matriz como a nossa, baseada em hidrelétricas.

Além disto, existem também os impactos indiretos, mais difíceis de serem mensurados, e o endurecimento da matriz legal: cada vez mais, governos ao redor do mundo estão introduzindo regulamentações para disciplinar o acesso e o uso da água.

Por exemplo, o governo de Portugal introduziu, em 2008, uma "taxa da água" para os maiores usuários agrícolas e da indústria. Em maio deste ano, a China anunciou que irá adotar tributos mais elevados para os usuários intensivos de água e incentivar o reuso. As autoridades de Cingapura reviram as taxas cobradas para internalizar o real valor da escassez deste insumo, e assim por diante.

De maneira mais dramática, a escassez hídrica aumenta o conflito entre comunidades locais e empresas. Reputações foram perdidas e licenças de operação cassadas nesta disputa por recursos. Vemos casos de mineradoras no Peru, Argentina e Chile sendo impactadas por protestos das comunidades relacionados à água. Em um caso específico, a mineradora envolvida abriu mão de reservas estimadas em centenas de toneladas de ouro, visto a impossibilidade de se chegar a um acordo. Companhias de bebida na Índia têm enfrentado problemas semelhantes (com o fechamento de uma planta industrial), isto sem falar na histórica disputa entre siderúrgicas e plantadores de arroz.

Algumas organizações já reconheceram que é necessário mudar os seus modelos de operação para este novo cenário, reduzindo os riscos de quebra na cadeia de fornecimento, cortando custos, vislumbrando futuras regulamentações e criando valor por meio da inovação de processos.

Em uma pesquisa recente que a KPMG realizou (Sustainable Insight: Water Scarcity – A dive into global reporting trends), vimos que 76% das 250 maiores companhias globais endereçam o assunto do uso da água em seus relatórios anuais de sustentabilidade. De forma pouco surpreendente, o assunto é mais tratado em países com falta crônica do recurso e de maneira superficial onde o mesmo é abundante. No caso brasileiro, podemos dizer que a questão está no radar, visto que 59% das 100 maiores empresas mencionam o assunto, o que nos coloca em 4º lugar no ranking global, atrás de Índia, Reino Unido e Espanha, mas na frente da Itália, Alemanha, Coreia do Sul, Austrália, Japão, Holanda, África do Sul, Estados Unidos, Canadá e China.

Entretanto, mesmo nos melhores reportes, o tema ainda é marginal, e uma constatação é especialmente preocupante: apenas uma em cada dez companhias (considerando as 250 maiores do mundo) informa que está adaptando o seu negócio a um futuro de escassez. Para os outros 90%, fica a impressão de que tudo deverá ficar como sempre foi. Só faltou combinar com o restante do planeta...

Ricardo Zibas - Gerente sênior da área de Mudanças Climáticas e Sustentabilidade da KPMG no Brasil. 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Comércio terá de informar tributos nas notas fiscais ao consumidor

Comércio terá de informar tributos nas notas fiscais ao consumidor

Projeto nesse sentido é aprovado pela Câmara e segue para sanção de Dilma


O consumidor brasileiro deverá ser informado do montante de impostos pagos na compra de mercadorias e serviços. Projeto nesse sentido foi aprovado nesta terça-feira no plenário da Câmara dos Deputados obrigando a discriminação do valor do projeto e dos impostos na nota fiscal. Apresentada ao Congresso em 2006 com mais de 1 milhão de assinaturas, a proposta já foi aprovada pelo Senado e agora vai à sanção da presidente Dilma Rousseff para entrar em vigor.

Pelo projeto, as novas regras passarão a valer daqui a seis meses. A proposta prevê que sejam computados globalmente nove tributos que incidem sobre produtos e serviços.

Estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) revela que a carga tributária incidente sobre a gasolina, por exemplo, chega a 53%. O sabão em pó tem 41% de impostos, enquanto sabonete e pasta de dente chegam a 37%. Ao comprar uma camisa ou um vestido, o consumidor paga 35% de impostos, taxas ou contribuições.

— A informação vai despertar nas pessoas o sentimento de pagador de impostos. Vai tornar visível o que está sendo pago — afirmou o líder do PSD, deputado Guilherme Campos (SP), relator do projeto na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara.

Segundo Campos, a nota fiscal deverá trazer o valor da mercadoria ou serviço e separadamente o valor em real ou o percentual relativo ao total de impostos. O consumidor pagará o valor total da mercadoria, mas saberá pela nota quanto é de imposto, explicou Campos.

— Agora sabendo o quanto paga de imposto, a população pode cobrar melhorias nos serviços do governo — acrescentou o deputado Cesar Colnago (PSDB-ES).

Deverão ser computados os seguintes impostos: Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto sobre Serviços (ISS), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), Imposto de Renda (IR), Contribuição Social sobre Lucro Liquido (CSLL), PIS/Pasep, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).

Além da nota fiscal, a informação da carga tributária incidente sobre o produto poderá constar de painel fixado em lugar visível do estabelecimento ou ainda divulgada por qualquer outro meio eletrônico ou impresso. O governo era contra a proposta e tentou fazer uma manobra para aprovar outro projeto, que ainda precisava ser votado no Senado. Mas diante da pressão dos deputados, o líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), concordou com a votação. Ele fez, no entanto, uma ressalva de que o projeto deveria ter sido precedido de uma ampla discussão sobre o sistema tributário brasileiro.

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