sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Pepsico afirma que houve falha no caso Toddynho

De acordo com a assessoria de imprensa da companhia, a falha no envasamento aconteceu apenas em 80 unidades do achocolatado

Toddyinho/Divulgação
Toddyinho

São Paulo - Após 29 notificações de pessoas registradas até a última terça-feira, relatando problemas como irritações e lesões da mucosa da boca depois de ingestão do achocolatado Toddynho, em Porto Alegre e região metropolitana da capital do Rio Grande do Sul, a fabricante do produto, a Pepsico, admitiu existir falha no envasamento.
 
De acordo com a assessoria de imprensa da companhia, a falha no envasamento aconteceu apenas em 80 unidades do achocolatado, produzido na unidade de Guarulhos, na Grande São Paulo. De acordo com a assessoria, o problema ocorreu nas unidades de 200ml do achocolatado do lote com numeração de L4 32 05:30 a 06:30, todos com validade de 19/02/2012.

Já a Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul afirma que alguns dos consumidores que notificaram seus casos informaram terem consumido produtos de outros lotes, que ainda não foram analisados, e orienta quem tem o achocolatado em casa a aguardar que a investigação indique quais os lotes adequados e inadequados ao consumo.

Os casos ocorreram nas cidades de Porto Alegre, com nove, e Gravataí, na região metropolitana da capital gaúcha, com seis. As outras 14 notificações foram feitas em dez municípios de diversas regiões do Estado.

Um dos laudos analisados pelo Laboratório Central (Lacen) divulgado hoje mostra que em um dos lotes, entre os 13 recolhidos, o pH do produto era de 13,3, alcalino, equivalente ao de produtos de limpeza como soda cáustica e água sanitária, e considerado muito alto para alimentos, que tem valores próximos a 7.
Solange Spigliatti

Presidente da Libéria e mais duas ativistas ganham Nobel da Paz

A líder Ellen Johnson-Sirleaf e as ativistas liberiana Leymah Gbowee e iemenita Tawakul Karman. A presidente da Libéria tem o apelido de "Dama de Ferro" em seu país

 
Alex Wong/Getty Images
A presidente da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf
Ellen Johnson-Sirleaf tomou posse em 16 de janeiro de 2006, convertendo-se na primeira mulher chefe de Estado tanto na Libéria como no continente africano

Oslo/Nairóbi - A presidente da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf, e as ativistas liberiana Leymah Gbowee e iemenita Tawakul Karman ganharam o Prêmio Nobel da Paz 2011, informou nesta sexta-feira o Comitê Nobel da Noruega. Ellen Johnson-Sirleaf, nomeada nesta sexta-feira Prêmio Nobel da Paz, é presidente da Libéria desde 2006, quando se tornou a primeira mulher chefe de Estado na África.
 
Também é conhecida por ter contribuído para o fim do conflito armado na Libéria e a queda do anterior presidente, Charles Taylor, julgado por um tribunal internacional por crimes contra a Humanidade.

Apelidada em seu país de "Dama de Ferro", Ellen, de 72 anos e mãe de quatro filhos, tentará emendar um segundo mandato nas eleições presidenciais previstas para a próxima terça-feira.

Nascida em 29 de outubro de 1938 em Monróvia, capital da Libéria, estudou Economia na Universidade de Harvard e no início da década de 1970 ocupou o cargo de secretária de Estado de Finanças.

Em 1979, foi nomeada ministra das Finanças no Governo do presidente William Tolbert, cuja derrocada e posterior assassinato, após o golpe de Estado perpetrado em 12 de abril de 1980 pelo sargento Samuel K. Doe, a obrigaram a deixar o país.

Durante seu exílio, ocupou a vice-presidência do escritório regional do Citibank na África, com sede em Nairóbi (Quênia), entre 1982 e 1985.

Retornou a seu país em 1985 para apresentar sua candidatura ao Senado. Um discurso público no qual criticou o regime militar lhe valeu uma condenação de dez anos de prisão, mas acabou liberada pouco depois de ser presa.

Ellen foi vice-presidente e membro da direção do Equator Bank, em Washington (EUA), entre 1986 e 1992.

Entre 1992 a 1997 dirigiu o escritório para a África do Programa Regional para o Desenvolvimento das Nações Unidas e também trabalhou para o Banco Mundial como economista especializada em estratégias de desenvolvimento para países africanos.

Retornou a seu país após o fim da guerra civil, em 1997. Apesar de inicialmente ter apoiado o golpe de Estado de Charles Taylor contra o general Samuel Doe, mais tarde se opôs a seu Governo e o enfrentou nas eleições de 1997, nas quais obteve 10% dos votos. Acusada de traição por Taylor, novamente foi expatriada.
 
Nas eleições presidenciais de 11 de outubro de 2005, Ellen, candidata do Partido da Unidade, ficou na segunda posição, atrás do ex-jogador de futebol George Weah. Este resultado forçou um segundo turno realizado em 8 de novembro no qual venceu com 59,4% dos votos.

As autoridades eleitorais do país confirmaram o resultado do pleito em 23 de novembro e Ellen foi proclamada presidente do país. Tomou posse em 16 de janeiro de 2006, convertendo-se na primeira mulher chefe de Estado tanto na Libéria como no continente africano

Frase do dia

"É melhor liderar de trás e colocar outros na frente, especialmente quando você celebra a vitória quando coisas legais acontecem. Você assume a linha de frente quando há perigo. Daí as pessoas apreciarão sua liderança." Nelson Mandela

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Você já desanimou por ter problemas?
Isso acontece quando nossos problemas são tão pequenos
que passam a ter mais importância do que todas nossas dádivas.

Veja esse vídeo e agradeça por tantas graças.



Agco investe R$ 100 milhões em modernização de três unidades no Brasil

Fábricas de Santa Rosa e Canoas, no Rio Grande do Sul, receberão R$ 75 milhões em investimentos


Fabricante de máquinas agrícolas, a norte-americana Agco está investindo R$ 100 milhões na modernização de três unidades industriais no Brasil. A fábrica em Santa Rosa receberá R$ 65 milhões para modernizar a manufatura de máquinas. Em Canoas, serão aplicado R$ 10 milhões em uma nova linha de pulverizadores.

E o valor de R$ 25 milhões vai ser investido na fábrica de motores em Mogi das Cruzes (SP). Todo o investimento será feito até meados de 2012. Líder na fabricação de tratores no país, a Agco pretende expandir a participação no mercado de colheitadeiras.

— Queremos crescer no segmento de colheitadeiras — disse o vice-presidente sênior da Agco na América do Sul, André Carioba.

Indústria calçadista brasileira calcula prejuízo com embargo argentino

Governo do Brasil diz que liberação já foi acertada, mas não garante prazo


Miro de Souza / Agencia RBS
Com a falta da licença Argentina de liberação das exportações do calçado brasileiro, os produtos estão acumulados em depósitos
Foto:  Miro de Souza  /  Agencia RBS

Com a aproximação de uma das principais datas de vendas para o comércio argentino, empresários do setor calçadista brasileiro reforçam a pressão pela liberação da entrada de calçados no país vizinho.

Comemorado no próximo dia 17, o Dia das Mães pode ser responsável pela venda de grande parte dos 3,4 milhões de pares que já deveriam estar nas lojas argentinas, mas seguem estocados no Brasil em razão do embargo.

O prejuízo, caso os pedidos sejam cancelados, pode chegar a US$ 33,87 milhões. Mais do que perder vendas, as indústrias travam uma batalha pela confiança dos lojistas argentinos.

A promessa, feita por alguns dos distribuidores que representam as marcas brasileiras, é de que o produto chegará às prateleiras antes da data comemorativa. Caso não confirmada essa previsão, além do cancelamento de pedidos já feitos, as empresas brasileiras podem perder futuras vendas.

Crédito para micro empresas cresce 48% em 12 meses

Com mais dinheiro em circulação, Sebrae diversifica linhas de apoio aos empresários

Por Mariana Flores, Agência Sebrae
 
Com a ampliação de opções de financiamentos para as micro e pequenas empresas (MPE), o Sebrae está diversificando suas ações para orientar os empreendedores sobre o uso do crédito. Segundo dados do Banco Central, o volume de recursos disponíveis pelas instituições financeiras para microempresas passou de R$ 809 milhões, em junho de 2010, para R$ 1,2 bilhão, em junho de 2011. Dois anos atrás, a oferta não passava de R$ 586 milhões. O crescimento foi de 48% entre 2010 e 2011 e alcançou 104% em dois anos.
Com mais dinheiro disponível para as micro e pequenas empresas, o Sebrae vem intensificando o apoio a quem precisa de crédito. São três linhas de ação direcionadas aos donos de micro e pequenos negócios e aos empreendedores individuais. As medidas vão da parceria com instituições financeiras que concedem financiamento ao apoio com garantias, passando pela difusão de informações sobre as linhas disponíveis e dicas sobre como utilizar bem o dinheiro emprestado.

"Nos últimos dez anos aumentou muito a oferta de crédito e o que precisamos é fazer o crédito chegar ao nosso cliente, uma parte dos clientes do Sebrae não tem acesso. Por exemplo, o Empreendedor Individual (EI) não tem a cultura de ir ao banco. Nós precisamos criar essa cultura. E atuamos também no pós-crédito para ajudar o empreendedor a utilizá-lo da melhor maneira possível", explica o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto.

Instituições financeiras

O Sebrae mantém convênio com quatro bancos públicos - Banco do Brasil, Caixa Econômica, Banco da Amazônia e Banco do Nordeste - e com quatro privados - Bradesco, Itaú, HSBC e Santander. Também possui acordo com o Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob). Juntas, essas instituições financeiras concedem mais de 80% do crédito no País. Os convênios, renovados periodicamente, preveem que o Sebrae capacite os bancos para oferecerem produtos e serviços para MPE. Já as instituições financeiras oferecem os produtos do Sebrae a seus clientes.

Os acordos foram feitos para suprir uma demanda do mercado. Levantamento do Sebrae mostra que apenas um terço dos empresários donos de negócios de pequeno porte buscam empréstimos no sistema financeiro. A principal fonte de crédito para eles é o próprio fornecedor, mas ainda recorrem a agiotas, cheque especial de pessoa física, entre outras formas.

O apoio também se dá ao desenvolvimento de linhas de microcrédito. As unidades estaduais do Sebrae estabelecem parcerias com instituições que atuam direta e indiretamente com operações de microcrédito. Cabe ao Sebrae capacitar os empreendedores, realizar consultorias e organizar eventos. A instituição possui acordo com a Associação Brasileira das Operadoras de Microcrédito e Microfinanças (ABCRED) e com a Associação Brasileira das Sociedades de Crédito ao Microempreendedor. Em junho deste ano, de acordo com o Banco Central, o montante de recursos emprestados com as condições de microcrédito -; até R$ 10 mil por operação - passava de R$ 2,4 bilhões.

Garantia de crédito

Uma das principais barreiras que impedem o acesso das micro e pequenas empresas ao crédito é a necessidade de apresentar garantias para fechar a transação, o que encarece a operação. Para facilitar, o Sebrae criou duas alternativas de apoio em que atua como uma espécie de fiador da transação.

O Fundo de Aval da Micro e Pequena Empresa (Fampe) é desenvolvido desde 1995 com recursos do Sebrae e operado por bancos parceiros -; Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. A finalidade é complementar as garantias exigidas pelas instituições financeiras em até 80% do volume total. Mais de 178 mil empresas já foram atendidas e mais de R$ 4,7 bilhões foram concedidos em aval.

As Sociedades de Garantia de Crédito (SGC) são uma alternativa importante para tornar realidade o acesso ao crédito pela micro e pequena empresa, seja para investimento ou para capital de giro. Atualmente, há quatro sociedades em funcionamento no Brasil: uma no Rio Grande do Sul e três no Paraná. Até o fim de 2011, mais duas sociedades devem entrar em funcionamento -; no Rio de Janeiro e em Minas Gerais - e outras sete devem começar a operar até 2013.

Cursos

Para ajudar as empresas a usar o crédito da melhor maneira, a instituição desenvolve cursos de capacitação subsidiados ou gratuitos. As capacitações podem ser conhecidas no site do Sebrae e as inscrições podem ser feitas nas unidades estaduais da instituição.

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