segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Livros - Google

Google firma parceria com editora para digitalizar livros esgotados

Acordo entre a gigante das buscas e a francesa Hachette visa beneficiar autores, universidades, pesquisadores e leitores em geral disponibilizando obras longe do mercado editorial

Por Redação Administradores, www.administradores.com.br
 
O Google e a editora francesa Hachette anunciaram, na última quinta-feira (28), um acordo que permite a republicação de obras já esgotadas através da plataforma digital Books, desenvolvida pela companhia de internet.

A editora irá decidir quais livros serão digitalizados e disponibilizados no Google Books. "O acordo de associação tem como objetivo dar uma segunda vida às milhares de obras esgotadas, tanto para benefício de seus autores como das universidades, dos pesquisadores e do grande público em geral", disse a Hachette em comunicado.

Como fruto inicial do acordo, um acervo que varia entre 40 e 50 mil livros podem ser distribuídos pelo Google Books ou impressos sob demanda pela editora. 

Com informações do Estadão.

Currículo vencedor

Estagiários e trainees: como montar um currículo vencedor?

Saber como preencher bem esse documento, com as informações corretas e dispostas da maneira mais efetiva, é fundamental

Por Redação, www.administradores.com.br
 
As principais empresas do Brasil já estão se movimentando para iniciar seus programas de estágio e trainee, que devem se estender ao longo de todo o segundo semestre. As seleções, normalmente, são divididas em várias etapas e uma das primeiras (juntamente com os testes online) é a análise dos currículos. Por isso, saber como preencher bem esse documento, com as informações corretas e dispostas da maneira mais efetiva, é fundamental.

"Em primeiro lugar, o jovem deve entender que há muitos outros na mesma situação. Portanto, ele deve procurar se diferenciar mesmo sem experiências profissionais formais", explica Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum.

Aqui vão os passos básicos na montagem do currículo, sugeridos pelo especialista:

Reunir informações e dados

Reúna dados sobre cursos de formação ou complementares, datas de início/fim, empresas onde trabalhou, cargos, datas de entrada/saída, habilidades em softwares, certificados, dados para contato, viagens ao exterior. Relembre feitos profissionais e resultados alcançados para a companhia e anote. Quem não tem experiências pode anotar sobre atividades acadêmicas ou voluntariado.

Definir objetivos

Defina a área e os cargos em que deseja atuar, pensando nos objetivos de curto prazo, que devem ficar claros no currículo.

Elaborar a descrição das realizações profissionais

Eleja quais realizações identificadas entrarão no seu CV. Crie frases de 15 a 25 palavras para cada uma delas, descrevendo o que você fez, como fez e quais os resultados positivos obtidos para a empresa.

Compor o currículo

O currículo é composto da seguinte maneira:

Cabeçalho: exibe seu nome, dados pessoais (nacionalidade, idade, estado civil) e seus principais dados de contato (endereço, telefones, e-mail).

Objetivo profissional: é recomendado incluir para facilitar a identificação da área profissional à qual o currículo se refere.

Resumo de experiências: é aqui que você vai se diferenciar dos demais candidatos, falando sobre suas principais realizações. O resumo é subdividido em:
a) Experiência global: a primeira frase, que indica tempo de experiência (se houver), área de
atuação predominante na experiência e principais organizações onde trabalhou;
b) Principais realizações: aqui vão as frases que você criou sobre o que já fez e resultados que
obteve. Coloque em grau decrescente de importância.

Formação: informe nome da instituição de ensino, nome do curso e ano de conclusão previsto ou efetivo. Informe ano de trancamento se for o caso. Para informar mais de um curso, coloque-os do mais recente para o mais antigo.

Conhecimentos em informática: inclua softwares, sistemas operacionais e conhecimentos sobre internet, mas coloque apenas o essencial, além de ferramentas importantes para sua área específica, caso saiba trabalhar com elas.

Idiomas: informe os idiomas estrangeiros que conhece, mencionando seu grau efetivo de conhecimento. Não exagere suas aptidões. Afinal, elas podem ser testadas em entrevistas e, é claro, durante o desempenho da função.

Viagens profissionais: aqui se incluem também viagens de intercâmbio. É interessante colocar o país, o motivo da viagem e o ano em que ela aconteceu.

Experiências profissionais: inclua nome da empresa, datas de entrada/saída e os cargos desempenhados. Ordene da experiência mais recente para a mais antiga.

Cursos complementares: inclua nome do curso e da instituição, com ano. Inclua apenas os recentes ou mais importantes para a área que é seu objetivo.

Bolsa de valores - como não perder

Como investir na bolsa sem nenhuma chance de perder

Fundos de capital protegido crescem no Brasil e atraem investidores que não topam correr riscos para ganhar com a renda variável

 
Stock Exchange
Cadeado na frente de moedas
Fundos de capital protegido entregam, no pior dos cenários, o dinheiro inicialmente investido na íntegra

São Paulo - Principal índice da bolsa e termômetro do mercado de ações brasileiro, o Ibovespa acumula queda superior a 15% até agora. É certo que o tombo assusta os investidores que elegem a renda variável como alternativa para alavancar as aplicações financeiras. Mas há produtos no mercado que garantem retornos positivos em cenários tão ou mais nebulosos.

Quem aplica em fundos de capital protegido, por exemplo, tem a certeza de levar para casa pelo menos a quantia inicialmente investida. Isso acontece porque esses fundos trabalham com um prazo limitado de captação e funcionamento.

Terminada a arrecadação, os gestores calculam quanto do patrimônio deve ser alocado em ativos da renda fixa pré-fixados para que o resultado, após um determinado período, consiga remunerar o investidor na exata proporção da sua aplicação inicial. O restante do dinheiro vai para a renda variável, seja em opções do Ibovespa, seja em moedas estrangeiras ou commodities como o ouro.

Com o apelo da manutenção do principal a despeito de qualquer oscilação, a quantidade de fundos com essa característica quase dobrou nos últimos anos. De acordo com a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), o número passou de 40 em janeiro de 2002 para 75 em julho deste ano. O patrimônio acumulado neste meio tempo reforça o ganho de popularidade: a soma atual é de 5,8 bilhões de reais investidos, um salto de mais de 3.500% em nove anos.

Segundo Renato Santaniello, gestor de fundos estruturados do Santander, o sucesso pode ser explicado pelo fato de um mesmo produto contemplar dois tipos diferentes de investidor. "O conservador busca ter exposição ao ativo de risco, já que a aplicação garante a possibilidade de ganho na alta e na baixa sem o ônus de um eventual prejuízo", acredita. "Por outro lado, quem corre mais riscos e já investe em renda variável aloca uma parte dos recursos no fundo para não ter todo o patrimônio exposto à variação das ações”, diz o gestor.

Dos 19 fundos de capital protegido lançados pelo Santander até hoje, 14 aplicaram o percentual de renda variável em opções do Ibovespa. "Nosso melhor fundo chegou ao mercado bem no meio da crise de 2008 e rendeu 191% do CDI", afirma Santaniello.

A performance retrata a dinâmica destes fundos: o retorno foi quase o dobro do CDI, taxa de juros interbancária que baliza o rendimento de muitas aplicações na renda fixa, mas menor do que o registrado pelo Ibovespa, que rendeu mais de 82% apenas em 2009. Ou seja, o investidor garantiu exposição à renda variável sem aproveitar as máximas possibilidades de ganho ou perda.

Hoje, o único produto do Santander que permanece aberto para a captação recebe aportes até o dia 17 de agosto. Com taxa de administração de 2,5% ao ano, o fundo exige aplicação mínima de 5.000 reais e tem duração de dois anos. Se o Ibovespa oscilar entre -20% e 45% neste meio tempo e nunca atingir estas barreiras, o investidor embolsará a variação absoluta do índice ao término deste período.

Caso ambas as barreiras forem atingidas, a investidor ganhará uma taxa pré-fixada, definida pelo gestor depois do dia 17, quando o fundo começa a operar de fato. Se a valorização final do índice for negativa e a barreira dos 45% for alcançada em algum momento, o investidor ganhará a taxa pré-fixada acrescida do valor referente à baixa do Ibovespa. A pior das situações acontece se a variação do indicador for negativa e a barreira dos -25% for atingida algum dia. Neste caso, o investidor receberá apenas aquilo que aplicou inicialmente.

Para Santaniello, as incertezas sobre o aumento do teto da dívida nos Estados Unidos, a chance de insolvência na Grécia e a inflação no Brasil fazem com que o mercado, de maneira geral, não acredite em uma alta expressiva do Ibovespa nos próximos dois anos. "Para cenários como este, em que não há tendência muito bem definida de alta ou baixa, o fundo de capital protegido funciona muito bem", defende.
Apostando na mesma ideia, o Citi lançou o CitiFirst Capital Protegido III na última sexta-feira. A lógica é exatamente a mesma do produto do Santander. O que muda são as barreiras de alta e de baixa (+25% e -15%), o aporte mínimo (25.000 reais) e o tempo de funcionamento do fundo, que é de apenas um ano. Além da taxa de entrada de 2%, o investidor também pode arcar com uma taxa de administração que pode chegar a no máximo 0,17%.

Para quem deseja colocar o pé na renda variável sem tirar o corpo da renda fixa, outra possibilidade é aplicar no Bradesco FI Multimercado Principal Protegido. O fundo investe em títulos da renda fixa que rendem um determinado percentual de juros em 63 dias. A rentabilidade conseguida neste período é revertida na compra de opções do Ibovespa.

Apesar de ser mais acessível, com aplicação mínima de 1.000 reais, o produto não é indicado para quem deseja liquidez. Isso acontece porque até o prazo dos 63 dias terminar, o investidor não poderá solicitar o resgate de quotas. A taxa de administração é de 3% e a captação, que é aberta ao varejo a cada dois meses, poderá ser feita no dia 5 de agosto, próxima sexta-feira. 

Veículos - Venda

Vendas de veículos já ultrapassam 2 milhões no ano

Mês que termina deve ser o melhor julho da história, com resultados acima dos 302,3 mil veículos vendidos em julho do ano passado, até então a melhor marca para o mês

 
Getty Images
carros
Durante a semana, o presidente da General Motor para a América do Sul, Jaime Ardila, reclamou que o crescimento da indústria está sendo estimulado pelas vendas especiais a frotistas e locadoras

São Paulo - A indústria automobilística já ultrapassou a marca de 2 milhões de veículos vendidos neste ano. Até quinta-feira, a soma era de 2,024 milhões de unidades, cerca de 8% superior ao resultado de igual período de 2010. O mês que termina deve ser o melhor julho da história, com resultados acima dos 302,3 mil veículos vendidos em julho do ano passado, até então a melhor marca para o mês. Também deve ficar pouco acima do resultado de junho, de 304,3 mil veículos.

Até quinta-feira, faltando um dia útil para registro de emplacamentos, o mês acumulava vendas de 287 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, com média diária de 14.350 unidades, similar à média de junho. Só em automóveis e comerciais leves foram 269,9 mil unidades no mês e 1,9 milhão no ano.

Durante a semana, o presidente da General Motor para a América do Sul, Jaime Ardila, reclamou que o crescimento da indústria está sendo estimulado pelas vendas especiais a frotistas e locadoras. "O varejo está parado", disse. "Se, com as medidas de contenção de crédito, o governo estava tentando frear o consumo, no caso da indústria automobilística está garantido."

Esse tipo de negócio, disse ele, não é sustentável. As vendas especiais representam hoje 27% das vendas da indústria, quando o razoável é 20% a 22%.

O quadro também não é favorável aos concessionários, que precisam conceder altos descontos no varejo.

Nos últimos finais de semana, a maioria das marcas realizou feirões com atrativos de preços, juros e prazos de financiamento. Neste fim de semana, há poucas ações. Uma delas é a chamada "Briga de Gigantes", que reúne revendas Fiat, Ford, GM e Volkswagen no estacionamento do Extra Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Bancos - Lucratividade

Até quando o Santander Brasil vai sustentar o grupo?

Com queda de 70% no lucro provocada pela crise mundial, o banco espanhol depende cada vez mais da operação brasileira – o problema é que ela também precisa de ajustes

 
Pedro Armestre/AFP
Banco Santander
Santander: 25% do lucro do grupo vem do Brasil

São Paulo – A atual crise da Europa e dos Estados Unidos fez com que o grupo espanhol Santander passasse a enxergar o Brasil como um porto-seguro para suas operações. No primeiro semestre do ano, o lucro do grupo caiu 21%, aos 5,08 bilhões de dólares. Por aqui, apenas no segundo trimestre do ano, a operação brasileira saltou 18%, aos 2 bilhões de dólares. “O grupo está satisfeito com a participação do Brasil e um crescimento maior é sempre bom”, diz o espanhol Marcial Portela, presidente da unidade brasileira. O tal crescimento mencionado por ele, aliás, tende a acelerar nos próximos meses. O Brasil corresponde hoje a 25% do lucro total do grupo, 2 pontos percentuais a mais do que no semestre passado.

Para manter o grupo saudável, naturalmente o Brasil se tornará cada vez mais importante por conta da estabilidade da economia. Mas o Santander precisa reagir. “Anteriormente o banco se contentava com uma posição coadjuvante, mas agora com os abalos no grupo, a operação brasileira precisa arrumar a casa e ganhar mais destaque”, diz o analista Rodolfo Amstalden, sócio da consultoria Empiricus. “Não há opção para o Santander, a não ser se concentrar no Brasil. O problema é que a estratégia deles não está clara. Eles querem ser fortes onde? Varejo, crédito para empresas?”, questiona Amstalden.

Atrás dos rivais - O próprio Portela admite que, apesar do peso da operação brasileira, há muito o que fazer. “O desempenho do banco está abaixo dos concorrentes. Isso é um fato. Nossa visão é de construção de longo prazo. Estamos num momento de investimentos em tecnologias e aberturas de novas agências”, diz ele. Na opinião de Sandro Cimatti, sócio diretor da CVA Solutions, empresa de pesquisa de mercado e consultoria, a trajetória do Santander tende a ganhar mais destaque no mercado brasileiro. “A transição da operação com o Real, que era o mais difícil, o Santander já fez. Em comparação com os outros bancos, o espanhol tinha muito mais para arrumar na sua integração”, avalia.

Apesar dos bons resultados no país, o crescimento da carteira, por exemplo, foi menor e a inadimplência aumentou, chegando a 6,4% -- o que não chega a ser um problema, já que o banco está capitalizado depois do IPO realizado há dois anos. O crescimento da carteira no ano passado foi de 19% e deve se manter no mesmo patamar neste ano. “Como não há muitas opções para aquisições, os bancos investirão no crescimento orgânico. Todos vão competir com as mesmas armas”, diz Cimatti.

Questionado sobre o conservadorismo do Santander em comparação com seus concorrentes, o presidente do banco, Marcial Portela, afirma: “O crescimento do banco vai acompanhar o mercado. Nós queremos crescer também dentro de nossa capacidade. O bom momento da economia brasileira nos faz ficar tranquilos sobre onde podemos crescer”. Agora cabe ao banco avaliar se um crescimento mais lento e sustentável permitirá uma maior participação do que se arriscar numa estratégia mais agressiva.

Dívida interna - EUA

Partidos selam acordo para a dívida dos EUA


Em rápido pronunciamento na TV ontem à noite Obama agradeceu aos líderes

JEWEL SAMAD/AFP/JC
Obama fez pronunciamento na TV agradecendo aos parlamentares.
Obama fez pronunciamento na TV agradecendo aos parlamentares.
 
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um pronunciamento na noite de ontem sobre a renegociação do aumento do teto da dívida dos Estados Unidos. Em um período de aproximadamente cinco minutos, Obama declarou a garantia de que a negociação será feita dentro do prazo (que expira amanhã), e que “os líderes de ambos os partidos desejam o acordo” - além de também concordarem com o corte de gastos governamentais, segundo relatou o presidente. O presidente também disse que o corte de gastos do país deve ser de US$ 1 trilhão ao longo de dez anos.

O final de semana foi marcado por impasse nas votações no Senado, aumentando o temor de o governo dos EUA vir a decretar default. No final da tarde de ontem, o líder da maioria no Senado, Harry Said, anunciou ter aceito o acordo sobre o teto de endividamento, mas que o bloco democrata na casa também precisava aprovar.

O acordo prevê a elevação do teto do endividamento em US$ 2,4 trilhões em três etapas e o corte inicial de gastos no valor de US$ 1 trilhão durante 10 anos. Um comitê especial formado por parlamentares ficaria encarregado de levantar US$ 1,5 trilhão para financiamento do déficit por meio de uma revisão de impostos e mudanças em programas de segurança.

O aumento no teto do endividamento seria feito em três fases: US$ 400 bilhões iniciais; outros US$ 500 bilhões no final deste ano sujeitos a apreciação do Congresso; o terceiro aumento de US$ 1,5 trilhão seria suficiente para o governo cobrir todas as suas despesas até 2012, também sujeito à apreciação do Congresso. O mecanismo de apreciação dos congressistas significa excencialmente que Obama autoriza o aumento no teto de endividamente após o voto na casa.

Um comitê formado por seis democratas e seis republicanos ficará encarregado de encontrar uma forma de reduzir o déficit em cerca de US$ 1,5 trilhão. Isso pode vir principalmente pela mudança em programas como Social Security e Medicare e de uma revisão ampla de impostos.

Se o Comitê não conseguir resolver este item, o plano prevê uma redução automática do déficit em US$ 1,2 trilhão, que poderia ser em parte com gastos na defesa e parte em outros gastos, incluindo pagamentos aos fornecedores do Medicare. Os cortes não afetariam programas para população de baixa renda, aposentadoria, Medicaid e outras áreas da saúde.

O Senado rejeitou mais cedo ontem o projeto do senador Reid para elevar o teto da dívida e reduzir o déficit em US$ 2,2 trilhões. O plano do líder da maioria democrata teve 50 votos contra 49, quando precisava de ao menos 60 votos para ser aprovado.

O acordo será suficiente para salvar a economia dos EUA de despencar e voltar à recessão, afirmou Mark Zandi, economista da Moodys.com. Segundo ele, o acordo parece ser suficiente para dar um “impulso” à recuperação da economia ao evitar o pior impacto de um potencial default, incluindo o aumento nas taxas de juros. As consequências de um default, e a possibilidade de uma rebaixamento no rating pela Moody’s ou Standard & Poor’s, torna crucial a decisão sobre o teto do endividamento.

Com medo de calote, bancos centrais elaboraram plano B

O temor de uma eventual suspensão de pagamentos por parte do governo dos Estados Unidos levou os bancos centrais das maiores economias a se mobilizar para colocar em ação um plano de emergência. Antes do acordo entre democratas e republicanos no Senado, as instituições buscaram medidas para evitar a paralisação do sistema financeiro internacional caso não houvesse um consenso. Investidores, empresas e governos temiam que as bolsas enfrentassem turbulências em decorrência dos impasses em torno da dívida.

Apesar dos esforços para blindar os bancos, autoridades admitiam que não sabiam se a ação teria efeito e confessavam ignorar o que ocorreria se a maior economia do mundo decretasse moratória. “Isso nunca ocorreu. Mas causaria um terremoto no centro da economia mundial”, alertou Klaus Regling, administrador do fundo de resgate criado pela UE para socorrer países como Grécia, Portugal e Irlanda.

Em setembro de 2008, quando o Lehman Brothers quebrou, foi a hesitação de bancos comerciais que acabou colaborando de forma decisiva para jogar a economia global numa recessão. Segundo revelou um alto dirigente de um BC no Oriente Médio, os xerifes das finanças globais passaram o fim de semana preparando uma eventual ação para blindar os maiores mercados e manter o fluxo de dinheiro, num sinal de que temem um colapso.

Se um acordo não fosse obtido, o entendimento é de que BCs se colocariam à disposição de bancos comerciais para injetar recursos e garantir o fluxo de créditos. “Empréstimos interbancários são como o sangue no sistema financeiro. Sem ele, há uma morte quase imediata”, diz o banqueiro.

Em Tóquio, o BC já havia comunicado aos bancos que garantiria a cada instituição um volume de dinheiro necessário para continuarem operando. Os cálculos do BC do Japão são de que os bancos não estão em situação crítica. Mas a repercussão de um default americano seria impossível de medir. Outra atitude já preparada seria inundar o mercado local de ienes, para manter a economia em operação.

Na Europa, a situação é mais crítica. Bancos têm exposição de quase US$ 1 trilhão nos EUA. Em Frankfurt, o Banco Central Europeu indicou que continuaria a oferecer empréstimos ilimitados a bancos. Na Suíça, o Banco Nacional também garantiu “uma reação apropriada” se ocorressem problemas no mercado.

O governo brasileiro não chegou a elaborar um plano B para lidar com a situação. Para a área econômica, uma suspensão de pagamentos dos EUA teria consequências tão graves quanto imprevisíveis, o que dificultou a elaboração de planos alternativos.

Redução do déficit é positiva no médio e longo prazos, diz FMI

A diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, disse ontem que medidas tomadas para reduzir o déficit público têm efeitos negativos no curto prazo, mas são positivas para as economias no médio e longo prazos. Sem se referir especificamente à situação dos EUA, Christine Lagarde afirmou que medidas como aumento de impostos e redução de gastos “precisam ser tomadas” para garantir a consolidação fiscal.

Christine reconheceu que essas medidas têm um lado negativo, por isso é essencial que elas sejam tomadas gradualmente, “para garantir que os menos privilegiados, os mais expostos não sejam os mais atingidos, não sofram mais”.

No médio e longo prazos, a redução do déficit “restaura a tendência da dívida para algo mais sensato e não demasiadamente elevado”, o que é bom para as economias. “Se o ajuste não for iniciado em algum momento, a dívida nunca vai ser consolidada”, concluiu a diretora do Fundo.

Mensagem do dia

Se um dia estiver triste e com vontade de chorar;
desabafe com o pôr-do-sol, pois ele guardará seu segredo como nunca.
no outro dia você verá que ele estará brilhando como nunca...
e se estiver chovendo, é porque ele deixou que suas lágrimas caíssem no mundo para evitar que rolassem sobre sua face!!!

Vai sair de linha em 2019

Vai sair de linha!  Confira quais carros serão retirados do mercado em 2019 Listamos sete automóveis que deverão sair do mercado ou ganha...